"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

O restante das postagens estão disponíveis nos links a esquerda. Utilize a ferramenta de busca ou as tags.

Fique a vontade. E volte sempre!

Sobre agulhas, gatos e motos

segunda-feira, 31 de março de 2008

Algumas coisas me causam certo arrepio, outras me causam uma reação que é dificil demais descrever. Umas das coisas são estas: agulhas, gatos e motos.

Tá, todo mundo ri e eu sei, mas eu tenho pavor e isso é muito.
Uma buta mulherona dessa (1,70 de altura + uns belos kg) chorando de medo dessas coisinhas tão.. tão cotidianas.

Eu choro para tomar injeção, vacina, tirar sangue e tomar soro. E por isso nunca fiz aquele examezinho de diabete. Pacto de sangue? Jamais.

Lembro uma vez que eu estava no posto de saúde para tomar a vacina de "15 anos", e chorei mais que a criançada que estava na fila. Fiz minha mãe passar a maior vergonha. Ela me cutucava e dizia com a boca meio fechada "Pára de escândalo, menina". E cada passo que a fila dava para frente, maior era o meu desespero. Todas as crianças ganharam pirulito, menos eu.
Para tirar sangue eu viro tanto o rosto pro outro lado que o enfermeiro pensa que estou com nojo dele. Mas na verdade eu não quero que eles me vejam chorar.

Ano passado eu estava tão ruim de gripe, delirando em febre mas, evitando de ir ao médico, porque eu sabia que ia ter agulha na parada. Dito e feito. Bezetacil (não sei como escreve). Eu pedi, implorei para o médico "oral doutor.. oral!" . Minha mãe respodia: "Não filha... toma na bunda...", e eu: "Não mãe, dói..." e ela: "Toma, vai ser melhor...". Me irritei e respondi: " Diz isso porque a bunda não é sua!".

No fim das contas tomei a injeção e, rezei para que nenhum malicioso tivesse ouvido o diálogo acima!

Quanto aos gatos e as motos. Não muitos ocorridos. A freqüência de situações com gatos e motos é bem menor que as com agulhas. Tenho tanto medo de moto que eu perco a hora mas não pego mototaxi. Não vou de carona. Nem um minutinho. Moto foi feita para cair, senão teria 3 rodas. E outro motivo é o capacete. Aquele negócio sufoca. Não tem espaço para respirar direito. A gente fica meio presa. Eu já coloquei o capacete uma vez para experimentar. Se sem subir na moto já era aquela agonia, imagina andando em velocidade! Crendiospadi!

E outra, quem tem cabelo igual a mim, do tipo enroladinho, colocar a cabeça naquele capacete é pedir para sair com um ninho capilar.

Já os gatos, ah os gatos. Esses aí eu fico bem longe. Gato é traiçoeiro. Ele olha para você com cara de psicopata que já planejou afiar todas aquelas unhazinhas no teu rosto. O gato olha com cara que vai pular a qualquer momento! O gato é tão imprevisível que acho ser esta caracteristica dele me incomoda tanto. Eu não gosto de muita imprevisibilidade.

Certa vez, estava eu, toda bela moça estudiosa, em semana de provas no colégio. Meus amigos me convidaram para estudar em grupo na casa de um amigo. Ele tinha um gato. Preto. A cor não importa muito, mas dá mais drama para história. Bom, eu disse que só iria estudar se o gato tivesse preso.

- Gato não se prende, Mariana...
- Ah, então eu não vou.
- Mas Mari...
- Põe no banheiro.

Tá ok. Gato no banheiro. Vitrô aberto. Ou seja:o gato fugiu! E adivinha pra onde? Justamente para a mesa de madeira encerada cheia de papéis ONDE EU ESTAVA ESTUDANDO! Ele deu um pulo e começou a deslizar com os papéis. Fazia aquele barulho de gato ("fishhhh") e se arrepiava todo. Todo mundo assustou e saiu da mesa, menos eu. Fiquei lá, catatônica. Aquele gato arrepiando e me olhando com aqueles olhos verdes, aquelas unhas saindo e eu, ca-ta-tô-ni-ca. Nossa! Foram os 15 segundos mais longos da minha vida.

Fiquei tão mole depois do susto que não dava mais para estudar. Desse dia em diante me disseram que Jack - o estripador não é tão aterrorizante quanto o a peça CATS para mim. Acho que concordo.

Talvez meu maior pesadelo seja encontrar com um gato de moto segurando uma seringa!

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Insônia

Tente ao menos fechar os olhos, mulher!
Não consigo. Há muitas lágrimas entre as pálpebras
Há muita informação nesta noite, neste mes, neste ano...

Você precisa descansar!
O que preciso é ser feliz. Não tem noites em claro que tire meu viço quando estou feliz.

Olha a hora! Amanhã você precisa estar inteira logo cedo.
Eu preciso, mas não vou. Inteira faz tempo que não estou.

É porque você só fala besteira, asneira e estraga tudo.
É, eu sei...

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Primeiro Meme com nome de Meme

domingo, 30 de março de 2008

Meu primeiro Meme com nome de Meme. Eu já tinha feito outro sem saber que era um Meme. Agora este é do Euzer (Metendo o Bedelho).
Fiquei muito contente com a indicação e aí está:

1 - Por que resolveu criar o blog?
Eu estava de férias e minha terapeuta também. Por isso o título do blog. Era o segundo mês já sabendo que chegaria em um terceiro mês. Estava sem dinheiro para viajar e sem nadinha mesmo para fazer. Sempre gostei de escrever e já havia alimentado outros dois blogs, isso na adolescencia.
Resolvi criar porque "alguém precisava falar".

2 - O que te dá mais prazer em blogar?
Posso escrever do meu jeito as minhas coisas. Podem ser escrachadas ou estarem travestidas de versos, prosas e coisas imagináveis. Gosto de receber os comentário também, afinal vai ser vaidosa lá longe!

3- Indique um blog bom e um do qual você não goste e por quê?
Blog bom para mim é aquele que tem alma de quem escreve. São vários e é Por onde ando (ali do lado). Blog ruim, por consequencia, é aquele que não tem alma, que copia e cola imagens engraçadas que ja vimos em todos os lugares, letras de qualquer tipo de música e por aí vai.

4 – Qual tipo de música e quais suas bandas favoritas?
Músicas brasileiras. Gosto de sentir a melodia e suas letras. Algumas representantes do gênero estão no meu Playlist, e musica para mim, tem que ter significado.

5– Qual o assunto que você mais gosta de postar?
Pensamentos. Gosto de instigar o leitor à pensar, de que ele busque em seus valores os seus achismos. Gosto de uma pitada científica também e, acredito que, isso seja vestígios do hábito acadêmico.

6- Seaquinevassevocêusariaesqui?
Acho que não. Escolheria algo mais seguro.

7– Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, desquitado, chutado, viúvo ou outros?
Solteira.

8- Por que você deu esse nome ao seu blog?
Volte na pergunta um.

9 - Qual o último blog que você visitou?
Foi o Masco S/A, visitei, li o poema e vi o Meme e me lembrei que precisava fazer também!

10 - Por que resolveu participar deste Meme?
Achei interessante e ajuda os leitores entenderem melhor qual é a alma deste blog!

Aqui eu deveria indicar alguém, vamos lá:

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Todas, menos qualquer uma.

Uma coisa que eu tenho certeza que eu não sou é qualquer uma.
Sou do tipo muitas. E dessa forma, não tem coisa que me irrite tanto quanto me colocar no mesmo nível de qualquer uma.
O foco da minha raiva é a fofoca. Tem nada a ver com amores, romances, vidas conjugadas ou essas coisas muito sentimentais. Tem a ver com o péssimo hábito humano de compartilhar informações que se iniciam com "me falaram".
Quem falaram, pô? Começa aí o problema. Se alguma coisa não tem autor, pode ser de qualquer autor e, o que é de qualquer autor é de todo mundo e, o que é de todo mundo, provavelmente, não é verdade. A unanimidade é burra.
Eu tenho algo que atrai fofoqueiros. Talvez minhas espontâneidade e minha quase, vale ressaltar aqui o quase, não importância para que os outros andam dizendo.

Eu posso ser maluca, posso ser séria, posso ser sincera, posso ser extravagante, posso ser discreta... Eu posso ser todas as mulheres que eu quiser, menos qualquer uma.

Bom, quem me conhece sabe que tipo de mulher eu sou e, isso deveria me bastar para não me incomodar com as fofocas. Mas não basta. Ainda mais quando o "me falaram" perpassa pela imaginação de amigos meus.

Estou irritada, chateada e um pouco magoada. Passa, eu sei que passa.


"Guarde sua língua e livre tua alma da angústia..." [Provérbio]

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A Estrada

sexta-feira, 28 de março de 2008

"Você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui..."


E não sabe mesmo! Ninguém sabe, até eu mesma não sabia o quanto eu havia caminhado para chegar até aqui. Foi quando minhas pernas começaram a doer e eu parei para descansar.

Escolhi uma bela árvore e enquanto as pernas se refaziam, eu percebi o quanto eu caminhei. Já tinha caminhado um belo tanto para chegar até lá, imagine o quanto caminhei, pra chegar até aqui.

Percorri milhas e milhas antes de dormir! E eu não cochilei! Achei que vagarosamente eu cerrava as pestanas para que o vento não presenteasse meu olhos com areia. Mas impossível. As areias entravam e eu mal enxergava o que estava pela frente. Ia com o tato, com o olfato, a audição e o paladar. Só sentindo. E sentindo, os mais belos montes escalei. Nas noites escuras de frio, chorei.

Chorava e aquelas areias se desfaziam, mostrando-me que não importava o quanto tudo me doía. Afinal, a vida ensina e o tempo traz o tom pra nascer uma canção. A canção onde meus passos são a melodia, meus olhares a letra e meu caminhar a música.

Com a fé do dia-a-dia encontro a solução. Foi assim que as areias se dissiparam, que o vento passou a ser brisa, que o sol deixou de ser quente, que o frio deixou de me fazer chorar.

Mas, e quando bate a saudade eu vou pro mar... Para meu mar cerebral. Porque o pensamento é tudo que tem de mais belo. E fecho os meus olhos e sinto você chegar.

Tudo que quero é sentir você chegar. Sentir você...
Eu quero acordar de manhã do teu lado e aturar qualquer babado.
Vou ficar apaixonado no teu seio aconchegado.
Ver você dormindo e sorrindo.
É tudo que eu quero pra mim...

E realmente, você não sabe o quanto eu caminhei...





Música em destaque: A estrada - Cidade Negra
Composição: Toni Garrido / Lazão / Da Gama / Bino

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Iô Iô

Primeiro enrola
dai solta a roda
e puxa
e solta
e puxa
e solta e puxa.

Enrola de novo
solta...
Caiu. Enrola de novo
Solta, puxa, joga...

Faz balancinha
passa por cima da cabeça,
Enrola, solta, puxa, cabeça..
Ioiô

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Psicologizando um corte de cabelo.

terça-feira, 25 de março de 2008

É, cortei o cabelo. Diferente dos últimos cortes, não foram só alguns dedinhos. Tudo bem que eu queria que fosse mas, já que a cabeleireira fez o favor de cortar mais da metade dos meus cachos, agora eu assumo o novo corte como algo bom para mim.

Não vou esconder que não fiquei super feliz com o resultado logo de cara. Cheguei em casa chorando. Foi preciso algumas horas e uma bela escova para elaborar este luto capilar (eu disse que psicologizaria o corte).

Eu tive também uma crise de auto-estima, já que meu cabelão era de admiração pública e eu tinha acabado de autorizar uma tosa sem tamanho, ou melhor, de tamanho grande.

Mas enfim, cortei os cabelos, escovei, passei um lápis e coloquei um belo brinco: "tô bonita de novo!"
Fiquei pensando em porque diabos eu tinha saído de casa para cortar os cabelos? Ele precisava de um corte, fato. O cabelo era o que mais ele admirava em mim. Ele se foi, o cabelo foi também.

Percebi que estou tentando retirar todos os reforçadores que controlam sua insistência, existência, persistência em algo que já notei não dar certo.

Chorei por ele e pelo cabelo. E sabe o que é mais legal? Estou aqui, agora, sorridente, enviando fotos do meu novo cabelo, postei no orkut e no slide show (que fica bem aqui do lado) e, recebendo maiores elogios!
Sorte minha que minha cabeleireira não é uma daquelas...
Por um tempo ficarei sem os caracóis mas, "cabelo cresce" e eles voltam...

Resultado:

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O treino à paciência...

- Ué, você não vai ser Psicóóóloga?
- Vou!
- Então...!
- Então....?
- Você devia saber lidar com isso.
- É devia, mas não sei.
- Mas você não vai ser psicóloga?
- Vou!! Mas isso não exclui meus sentimentos e minhas dores, pô!
- Mas...
- Mas?
- Mas como você pode ajudar alguém se não se ajuda?
- É por isso que EU faço a MINHA terapia com uma PSICÓLOGA que NÃO sou EU!
- Não precisa se exaltar. Psicólogo tem que ser calmo...
- Calmo sim, palerma não!
- Nossa, como você está azeda hoje!
- Azedíssima...

Alguns minutos depois ...

- Não vai ter cliente nenhum desse jeito.
- Sai daquiii!!! Eu não vou ser psicóloga clínica! Quero ser professora. Tá bom assim para você?
- Nervosa e azeda desse jeito, combina mais mesmo!
- OK. Saia!

Mais minutos depois ...

- Posso falar com você?
- Que foi!!?
- É que eu tenho um problema...
- E...?
- Você tem jeito de psicóloga, posso te dizer?

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Sob o Negativo - o fim

segunda-feira, 24 de março de 2008

[Leia o primeiro capítulo aqui ]

Rodrigo acordou e virou o travesseiro de lado. Estava úmido e aquilo o lembrava a péssima noite que teve. Chorou calado. Olhava para os lados e no quarto escuro somente se via livros empilhados e roupas jogadas. As roupas só dele, de mais ninguém.

... naquela noite ...

Pensava que poderiam haver mais roupas ali. As dela. Mas não haviam, e as lágrimas rolavam para o travesseiro. Ele lembrava de tudo o que já disseram sobre ela. Lembrava de tudo que ela já havia dito para ele. Ela estava sumida mais uma vez, e ele amargurando uma justificativa qualquer que não havia sido dada.
... Abriu os olhos e levantou ...
O Sol estava baixo mas já era hora de aprontar-se para mais um dia. Não permitiu que uma só lágrima saísse diante do sol. Ficou com todas para si.

Seguiu sua rotina e, foi até o oráculo. Não existiu uma só palavra que o oráculo dissesse que ele mesmo não havia dito para si. Estava tudo mais claro, embora doloroso.

... Cinqüenta minutos e ...
A escolha era dele. Só ele poderia mudar o rumo de seu nó. Deixou que as lágrimas saíssem, uma a uma, dançando sobre seu rosto. Não passou a mão, não enxugou, deixou que elas todas se esvaíssem e carregassem toda aquela dor.

Toda a dor não foi possível, mas o desassossego acalmou-se assim como a bagagem acomoda-se ao primeiro tranco do carro. Rodrigo surpreendeu-se com suas reações. Ele sempre soube o que precisava ser feito, mas nunca fizera. Mas, desta vez, saiu do oráculo decidido.

... Papel e caneta à disposição ...

Rodrigo fez aquilo que sempre soube fazer: escrever para ela.
Talvez a carta mais longa que já escrevera em toda vida. Relembrou mínimos detalhes. Tentou colher os detalhes que mais tocariam. Ela já havia dito que era dos detalhes que ela gostava.
Relembrou de quando era um moleque errante. De bar em bar, boca em boca e ela apareceu lhe mostrando tudo que havia de mais belo em seu coração.
Ela tirou o dragão que protegia aquela fortaleza. Abriu uma porta e muitas janelas, para que a luz do amor entrasse e iluminasse Rodrigo que sempre pareceu muito bem resolvido.
"Eu resisti tanto.." - Rodrigo balbuciava enquanto delineava as letras e derrubava mais e mais lágrimas.
Relembrou os momentos fatídicos. Mais lágrimas. Afinal, não eram os bons momentos que o motivava escrever esta carta. Ela havia sumido novamente e sem motivos, justificativas. O impasse não era o sumiço, e sim o novamente.
... A carta já tomava dimensão de quatro folhas, todas borradas ...
Ele escrevia sereno e tentava deixar isso transparecer nas palavras que escolhia. Embora estivesse muito chateado, Rodrigo pensava muito em tratá-la bem.
Ele poderia ter sumido também e pronto. Mas preferiu ser com ela, como ele desejava que ela fosse com ele. Comportamento admirável vindo de alguém que no ínicio fora muito sacana.
Rodrigo estava mudado. Dizem que um homem amadurece quando sofre por amor. Se essa for a verdade, Rodrigo amadureceu.
... Depois de três horas seguidas, a carta estava sendo dobrada e envelopada ...
Antes de lacrar o envelope e endereçar, Rodrigo leu mais uma vez. E mais uma vez.
Desdobrou-as e decidiu acrescentar:
Um beijo imenso do homem que, era um moleque que, gostava muito e, hoje te ama.
... Sentiu escorrer a lágrima mais amarga de todas ...
Ele sabia que aquele seria o fim. O verdadeiro fim de muitos. Exitou um pouco antes de colocar na caixa de correio. " E se tiver um outro jeito? Se tiver acontecido algo? " - lá estava Rodrigo falando baixo consigo.
"Não! Coloque a carta logo e vá embora!" - falou mais alto como quem precisava convencer a si mesmo de que estava fazendo a coisa certa.
Foi o que fez. Colocou a carta, respirou fundo e, dessa vez, enxugou as lágrimas com uma das mãos. Foi embora. Olhou para trás mais umas duas vezes, mas continuou em frente.
... fim ...

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Ainda lembro...

Ainda lembro o que passou.

Eu, você, em qualquer lugar. Dizendo:"Aonde você for eu vou..
E quando eu perguntei, ouvi você dizer que eu era tudo o que você sempre quis.
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando em ilusões...
Eu nem pensava em ter que esquecer você!
Agora vem você dizer:"Amor, eu errei com você e só assim pude entender que o grande mal que eu fiz foi a mim mesmo".
Vem você dizer: "Amor, eu não pude evitar..."
E eu te dizendo:"Liga o som, e apaga a luz...."

Ainda Lembro - Marisa Monte




[Porque algumas músicas são exatamente o que falamos sem precisar dizer]

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Debaixo dos caracóis dos meus cabelos...

domingo, 23 de março de 2008

Já perdi tanta coisa!

Certa vez, lá estava eu, adolescente "mei de saco chei", no aniversário do meu priminho. Coisa mais fofa ele. Ganhou muitos presentes. Um deles ele já abriu na hora para brincar. O que me causava um pouco de inveja retardada, primeiro porque, em casa, só podia brincar com os brinquedos quando o aniversário acabasse, e segundo, eu já não ganhava mais brinquedos!

Bom, a criançada brincando com os brinquedos e eu deitada na sala esperando a hora de voltar para casar e entrar no ICQ. Era aquela farra, uma pulação, que só quem tem primo pequeno sabe do que falo.
Muitos risos, competições infantis e... choro!

Que toda brincadeira infantil entre primos e irmãos tem choro é indiscutível mas, dessa vez o choro foi porque havia sumido um dardo do brinquedo novo. Vinham oito e apena sete se encontravam visíveis.
Movimentou a casa toda. Todo mundo procurando o dardo. Mãe, pai, tia, tio, vó, vô, vizinho... a festa inteira procurando o dardo. Tava engraçado. Parecia uma brincadeira que o palhaço Dentinho fazia. O palhaço dizia: - Quem trouxer primeiro uma presilha, ganha! - e a criançada saía em disparada.

Mas essa busca toda não tinha nada ver com palhaço. Não tinha palhaço lá! Tinha tudo a ver com dardos. Para ser mais exata dardo, um só, o sumido.

Eu também, muito prestativa, levantei e fui procurar o dardo. Vira, revira, pula, levanta, sacode tapete, levanta almofada e, nada do dardo aparecer.

"Deve ter vindo um a menos, mesmo!" - Alguém já cansado de procurar dizia. "Amanhã quando for limpar, acha!"

Nada do dardo. Hora de ir embora. Que beleza! Meu primo ainda estava chorando, mas eu tava é feliz de estar à caminho de casa.
Despede de todo mundo, abraça um, abraça outro, 'dois beijinhos para casar' (o que ainda não funcionou, mas...) e, mais um tempão para sair da festa.

Em casa, finalmente! Vai pro banheiro, escova os dentes, tira a roupa, põe o pijama, prende o cabelo e... o dardo estava lá! No meu cabelo! Todo o tempo! Preso, enfiado, escondido! Ele não caiu, ninguém viu, ninguém tocou, encostou, nada... Ele ficou lá, todo aquele tempo!

Liguei para meu primo avisando que tinha achado o dardo no meu cabelo.
Pronto, a criança estava feliz e eu, me sentindo o próprio floquinho!

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Um lugar

sábado, 22 de março de 2008

Partir para um lugar
não qualquer um
aquele um
o que seria nosso

Partir de um lugar
não qualquer um
aquele um
o qual era nosso

Partir um lugar
não qualquer um
aquele um
que parecia impartível

Um lugar
não qualquer um
aquele um
aquele um...

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(quase) em branco

quinta-feira, 20 de março de 2008

























[ post (quase) em branco porque nem só de palavras vivo, embora por elas me iludo, me expresso, machuco e sou machucada. Se eu pudesse aqui, representar o verbo agir, isso eu faria. Se eu pudesse aqui, colocar minhas lágrimas com o cheiro e gosto que elas tem, isso eu faria. Mas como, eu só posso fazê-los com as palavras, deixo poucas delas para que elas não embacem o jeito cru, cético e doloroso que escrevo agora.]

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Minhas lentes

quarta-feira, 19 de março de 2008

Cada qual tem sua lente
é por onde se vê,
por onde se fotografa
e se revelam as mais belas imagens

Lá fora tudo passa correndo
Cá dentro tudo passa bem lento
tão lento que nem reparo na lente

E quando, logo cedo
ou tão tarde
não quero olhar para dentro
Olho fixo pela lente
e vejo que, ao menos, por fora
sigo em frente!

[ esta foto é de uma das minhas lentes diárias, tirada hoje mesmo por outra das minhas lentes]

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Sob o negativo

segunda-feira, 17 de março de 2008

-Mas que ninguém me ouça! - pensou Rodrigo ao perceber que balbuciava julgamentos.

As pessoas ao redor lançavam alguns olhares de estranhamento, e Rodrigo continuava falando alguma coisa em baixo tom para si mesmo.

Estava calmo aparentemente. Ardia em angústia e ansiedades. Se pudesse havia feito tudo diferente. É que ele já passou por isso algumas vezes e sabia como ela se comportava, mas o amor que ele sentia, o fazia esquecer de todos os erros e percalços e tentar mais uma vez.

Ela parecia tão mudada, tão disposta, corajosa. Ele estava mais sensato e com isso a relação estava, de certa forma, diferente. Ele queria e sempre quis tentar, insistia ferozmente em sua habilidade de vencer os obstáculos. Ela também, porém o mínimo obstáculo a paralisava. Ele pensava "não é culpa dela", e ela pensava "é culpa minha".

Ambos sentiam que algo perfurante e maravilhoso os tocavam profundamente. Não haveria outra explicação para insistir em tamanhos desencontros. Ou melhor, haveriam outras milhares de explicações se não estas. Mas era esta aí, que principalmente Rodrigo, queria.

Ele queria amar profundamente, declarar-se, entregar-se, fugir se fosse necessário. Ela queria fazê-lo feliz, acima de tudo. Ela tinha muitas coisas para resolver e ele muitas soluções para colocar em prática.

O temor caminhava de mãos dadas ao sentimento belo que sentiam. Tudo é muito perigoso mesmo! Mas o maior perigo era se entregar e isso eles já tinham feito. Que mais podia acontecer? Tudo já tinha acontecido! Encontros e desencontros quase hollywoodianos. Eram muitas cicatrizes. Físicas e emocionais. Era muito tempo, cronológico e sensorial. Porque ainda não era um mar de rosas? Isso era a grande dúvida de Rodrigo.

Ele sempre soubera que nunca seria um mar de rosas. Relacionamentos não são um mar de rosas mas, certeza ele tinha que, não seria um mar de espinhos. Ela era linda, isso ela era. Doce, amável, sensível, muito sensível e medrosa. Se tinha algo que lhe faltava era a coragem. De fato ela perderia algumas coisas ao sair atrás de Rodrigo, porém ganharia outras que nunca conseguiu mensurar.

Ela sumiu de novo. Deixou Rodrigo com um gosto inacabado pela (ultrapassada) décima vez. E ele resmungava: " Eu amo tanto essa mulher!"

[Rodrigo é um nome que será dado ao meu futuro filho (que um dia será concebido) - por enquanto é só fictício]

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Feministas x machistas

domingo, 16 de março de 2008


Que homens e mulheres são diferentes é incontestável. Tenho lido em muitos blogs, textos que brincam com as mulheres e sua inocência diante dos comportamentos masculinos e textos que brincam com os homens sobre a superioridade atual das mulheres.

A sociedade mudou muito, é verdade. Os comportamentos foram se adequando conforme as revoluções, o desenvolvimento da ciência e muitas outras coisas. A mulher mudou e o homem mudou também.

Eu sou uma mulher melhor resolvida atualmente. Confesso que já sofri dos males femininos, e de alguns ainda sofro, mas reconheço meu papel neste mundo.
Eu procuro o respeito entre as pessoas. É verdade que muitos homens não respeitam as mulheres. Tenho amigos que não respeitam. Tenho amigos que respeitam.

É verdade também que, tem muitas mulheres que não respeitam os homens. Tenho amigas que não respeitam. Tenho amigas que respeitam.
Respeitar no sentido mais amplo que esta palavra pode tomar. Sobre as capacidades, sobre as vontades, motivações, desejos e tudo mais que puder colocar.

O importante nisso tudo é, como já dito, reconhecer que papel se tem na sociedade.

Eu sou do tipo mulher moderninha, que quer casar e ter filhos. Ser bem sucedida, trabalhar fora e fazer uma comidinha gostosa. Que faz escova de madrugada, passa lápis e fica em casa esperando o homem chegar. E que detesta lavar a louça e troca isso com carinhos e companhia.

E sou do tipo moderninha, que acha feio traição! Que admira um casal apaixonado. Chora em filme romântico e adora assistir um de ação. Não gosta de futebol e faz unha frequentemente.
Eu sou daquelas moderninhas que precisa das amigas, mas que foge com um grande amor.
Tô nem aí para as feministas e para os machistas. Eu tô aí para aquele que me respeita, que me admira...

Se o telefone não toca? E se ele não aparece? Fico pê da vida! É claro! Eu quero que toque!Eu quero que apareça!!

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Sempre tem um porém


Feche os olhos e aproveite que sua imaginação é só sua. Faça dela o seu paraíso. Construa castelos nos seus sonhos. Mas cuidado! Quem tem castelos em sonhos não paga imposto, mas também não pode morar lá!


Coma frutas. Elas ajudam na circulação. Reduzem o colesterol. Mas, cuidado! Tem muitos alimentos transgênicos e, ainda não sabemos o efeito disso no nosso organismo.


Saia! Se divirta! Arrume-se! Dance... Mas, cuidado! Usar salto pode dar dores na coluna. Dormir pouco ou em horários inapropriados reduzem a sua atenção.


Viaje! Saia de férias! Esqueça dos problemas... Mas, cuidado! Seu emprego pode estar por um fio...


Caminhe! Faça exercicios físicos. Mas, cuidado! Andar rápido pode acelerar os batimentos. Usar o tênis errado acaba com suas articulações.


Ame! Ame muito. Entregue-se... Mas cuidado! Certamente você saíra tão machucado quanto as suas ilusões do castelo dos sonhos, quanto aos impactos às suas articulações...

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Os 13 pecados ...

sábado, 15 de março de 2008

Eu não sou católica e faz muito tempo que não estudo qualquer religião. Sobre minhas crenças, não é o tema propriamente dito.

Estava assistindo ao noticiário agora mesmo e a notícia era que os pecados não são mais os sete. Acrescentaram mais seis nesta lista.

Se com os setes pecados, mesmo que de brincadeira, eu dizia que eu era uma pecadora de marca maior, imagine agora com mais seis.

A igreja católica diz que fez esta modificação pois houve uma queda muito grande da procura para as confissões. Que as pessoas não reconhecem mais seus pecados.

Ouvi dizer que o pecado está nos olhos de quem vê, e se isso for a verdade, quem é bem resolvido com suas questões e tem atitudes pautadas pelo discernimento, não pecaria.

Segundo esta notícia que vi, o Vaticano agregou estes novos pecados pelos vicios e comportamentos sociais advindos da globalização.

Para mim os novos pecados são os mesmos só que com outros nomes.

Manipulação genética - Luxúria e vaidade, porque tem tem possibilidade de fazer isso?
Uso de drogas - pode ser proveniente da Ira, Preguiça e de todos os outros.
Desigualdade social - Gula, avareza, soberba..
Poluição ambiental - Luxúria, Gula....
Tornar-se extremamente rico - Soberba, avareza, inveja...
Causar pobreza - Iveja, gula, avareza, luxúria...

São seis, mas se você contar direitinho, Desigualdade social, Tornar-se extremamente rico e causar pobreza, para mim, é tudo a mesma vertente!

Então, absurdamente falando, os cientistas, pesquisadores e demais estudiosos que proporcionaram o avanço da tecnologia e o desenvolvimento científico, são todos grandes pecadores.
Sou a favor da da ciência. Sou a favor do respeito com o próximo. Sou a favor da equidade de oportunidades, etc.

Se, incluir mais seis pecados na lista dos pecados, ajuda à diminuir a violência contra o ser humano. Que bom! Particularmente acho que não vai mudar em nada. Acho que as pessoas que deixaram de se confessar não vão se sentir pecadoras com os novos 6 pecados.

Enfim, tá dificil elaborar uma fala que represente minha opinião.
Quem vai gostar do aumento dos pecados é o Zagallo...(13 pecados...)

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Um post original ?!?!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Ela estava sentada no fundo da sala. Rindo, é claro! Eu cheguei perdida, rindo também, é claro! Era uma segunda-feira que tinha amanhecido fria, mas que no decorrer do dia esquentou as nossas maçãs do rosto. Eu fiquei vermelhinha, ela ficou rosa, é claro!

Desde então passaram-se 4 anos. Parceiras sempre! Porque todo mundo acha que eu cuido dela, mas na verdade é ela quem cuida de mim.

São tantas histórias que eu poderia contar. De rodoviárias à hospitais implorando por um soro. De seminários chatissimos e sobrecarregados à tardes ociosas de sábado.

Porque você não conhece ninguém tão pessimista quanto as vezes eu sou
Porque você não conhece ninguém tão otimista quanto as vezes eu sou
[ Alanis Morisette - Everything]

Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais. Eu comportamental, você psicanálise. Eu exposicionista e você mais na sua. Eu impulsiva, cheia de braveza, metendo os pés pelas mãos. Você pensativa, contida...

Nossos valores se equiparam. Nossas indignações também.

Damos risadas demais. Conversamos muito. Tiramos sarro de quem merece. Imitamos pessoas, fazemos piadas maldozas e reparamos, sim! Amigas mulheres fazem isso. A gente vai ao cinema, almoça juntas. Eu descasco o feijão e ponho vinagre do pepino para você. Enfiamos o pé na jaca de comer comida japonesa (isso porque você nao gostava...). Comemos um potão de açaí (isso porque eu nao gostava...). Sem falar em macarrões com salsichas e frangos com quiabos.

E é isso tudo e mais muita coisa que nos torna tão amigas. Que nos torna tão parceiras.

Feliz aniversário minha querida. Eu amo você, e sei que você também se ama. Você é o coração gelado mais quente que eu conheço!!

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May it be

quinta-feira, 13 de março de 2008

Algumas pessoas têm a felicidade de escolher as palavras certas. Algumas pessoas têm a habilidade de escolher a melodia ideal. Algumas pessoas tem a felicidade de encontrar uma música que pode falar por si.

Tradução de May it Be - Enya (você pode ouví-la no PlayList aqui do lado )

Pode ser
Pode ser, uma estrela da noite
Brilhando sob você
Pode ser, quando a escuridão cair
Seu coração será a verdade
Você caminha ao longo da estrada
Oh quão longe você está de casa
Escuridão tem vindo
Acredite e você encontrará seu caminho
Escuridão tem caído
Uma promessa vive, dentro de você
Pode ser, o chamado da sombra
Voará para longe
Pode ser, sua jornada
Para iluminar o dia
Quando a noite se vai
Você pode se elevar para encontrar o sol
Escuridão tem vindo
Acredite e você encontrará seu caminho
Escuridão tem caído
Uma promessa vive dentro de você
Uma promessa vive dentro de você

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Diálogo III

- O que você mais gosta em mim?
- Eu gosto de tudo...
- Tudo não vale! O que você MAIS gosta?
- Dos detalhes....

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O que posso dizer do que há...

quarta-feira, 12 de março de 2008

Tudo que posso dizer agora é que estou feliz. Que a vida voltou para o seu eixo. Que sou tocada diariamente por sentimentos tão poderosos, que não há quem tire de mim o sorriso que dispenso para o mundo.

Não quero saber de achismos alheios. Eu já tenho achismos demais. Não quero saber de certezas alheias. Eu já tenho certezas demais. Tenho também opiniões demais, sonhos demais e intuições demais.
Eu tenho tudo que toda mulher tem, em exagero.

Eu tenho dormido bem e acordado mais que maravilhosamente bem. Tenho me alimentado o necessário, sem me afogar em doces ou sentir o vazio de quem não come nada.

Recebo de tempo em tempo o anúncio das boas novas. E espero pelos próximos finais de semana.

Um pouco longe, é verdade. Perto demais, também é verdade. Coração não tem fita métrica. Ele costura sem moldes, sem medidas, usa da imaginação e tem certeza que tudo aquilo vai servir.

E "se isso não é amor, o que mais pode ser?"

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Presente original

terça-feira, 11 de março de 2008

Que coisas estranhas acontecem comigo, é quase de saber público, mas não me custa nada usar este espaço para contar sobre um presente de aniversário.

Não é meu aniversário e nem está perto de ser. Nesta sexta é aniversário de uma grande amiga minha. Estou queimando a cuca para escolher um presente original para ela, porque afinal, ela sempre me deu presentes originais.

Ela jura que não foi idéia dela, e há quase 3 anos atrás, ela e mais umas amigas me deram um porco de aniversário.
É isso mesmo, um leitãozinho. Desses que a gente só vê no filme Babe - um porquinho atrapalhado na cidade.

Quando eu ganhei o porquinho, até que ele tava mais cheirozinho. Segundo elas, deram banho no porco e amamentaram. Foram ótimas "madrinhas".

Eu fui uma mãe, e sofri de depressão pós parto. Como boas psicólogas que seríamos (hoje quase sendo..), recuperei da depressão rápido. Peguei amor pelo porquinho. Mas só nos primeiros meses, porque depois ele cresceu e ficou muito feio. E muito fedido.

Ah, ele não morava comigo, não! Foi pro Rancho dos Amores. Tem lugar com nome mais apropriado para um bebê? Pois é. Lá ele cresceu. Foi castrado, porque eu que não queria ser vó com 19 anos! E meu pai disse que a carne de porco só é boa quando ele é castrado...

Carne de porco? É... ele foi alimentado, engordado e sacrificado em prol da ceia de Natal! Eu não assisti o sacrifício. Dizem lá na roça que se alguém tem dó de matar o bicho, o bicho não morre. E meus pais já estavam cansados de alimentar meu porquinho. Ele era fresco com comida. Só comia ração. Lavagem?? Nunca! Pou(r)co exigente ele né...

O motivo pelo qual ganhei um porco? Porque tinha uma pessoa (garoto) que tinha narizinho de porquinho...

E eu, como apronto com todo mundo, merecia que aprontassem comigo. Ganhei meu presente em Taubaté, cidade onde estudo. Porém, como moro em Caçapava, era preciso transportá-lo.

Coloca o porquinho no porta malas, e "simbora pra roça!". Vocês nem imaginam como foi dar a notícia para meus familiares.

- Alô? Mãe?
- Oi..
- Mãe, ganhei um porco, vou levar pra roça tá?
- Um porco???? Que porco, menina? Como? De onde?
- Mãe, um porco, um leitão, um bicho vivo! Vou levar pra roça, tá!
- Tá, ué...Ligue pro seu avô avisando..

- - - - - - - - - -

- Alô? Vô? Tudo bem? Benção!
- Oi filha, Deus te abençoe...
- Vô, ganhei um porco, vou levar pra roça tá?
- Um porco???? Que porco, menina? Como? De onde?
- Ai vô... um porco, um leitão, um bicho vivo! Vou levar pra roça, tá!
- Tá, ué...

Seguimos para roça, e porcuru (porco + canguru), pulava incansávelmente no porta-malas. Até que parou. Parou tudo. Parou barulho de porco, parou pulação. Tudo bem, melhor assim!

Chegamos lá, chamei o caseiro. Eu não pegava o porco por nada! Depressão pós parto (já disse). Ai que foi a cena mais linda. Acho que foi neste momento que eu deixei a depressão pós parto. O porquinho tava abraçadinho, dormindo com o cilindro do gás. O cilindro era rosa e devia estar quentinho. Acho que ele achou que era a mamãezinha dele.

A família pegou amor no porco. Minha vó não queria por nada que o porco morresse.

Moral da história: Não se deixe paquerar por ninguém que se pareça com algum bichinho, e se foi inevitável, não conte para amigas malucas.

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O último sonho

segunda-feira, 10 de março de 2008

No sonho estávamos eu e você. E tudo que acontecia era um abraço. Longo, forte e inocente abraço. E isso era exatamente tudo o que queríamos. Ficar abraçado ouvindo a respiração um do outro. Nem tão ofegante e nem tão normal. Enxugando as lágrimas. Que não eram nem de tristeza e nem de raiva. Sem pensar no que seria de nós depois que o abraço se desfizesse. Enquanto minha cabeça apoiava no teu peito, seus braços delineavam a minha cintura. Ficaríamos ali o tempo que eu continuasse de olhos fechados. Sonhando. De longe, uma só sombra. De perto, um só sentimento. O desejo? Único e exclusivamente este: estar junto de ti.


[Mariana falando de coisas que, podem não parecer mas, fazem todo o sentido]

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Desafio aceito!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Aceitando o desafio de Sounds of Silence

Se eu fosse um mês seria... Maio (meu aniversário)
Se eu fosse um dia da semana seria... sexta (começa trabalhando e termina descansando)
Se eu fosse um número seria... 22 (dia de aniversário, um par de pares)
Se eu fosse um planeta seria...Terra (minha casa)
Se eu fosse uma direção seria... em frente (pra onde gosto de seguir)
Se eu fosse um móvel seria... um puf de almofadas (fofinhas, quentinhas e abraçadas)
Se eu fosse um liquido seria... água potável(todo mundo precisa e é cada vez mais raridade)
Se eu fosse um pecado seria... vaidade
Se eu fosse uma pedra seria... diamante (cheia de faces que brilham muito)
Se eu fosse um metal seria... ouro (o melhor condutor de energia )
Se eu fosse uma árvore seria... jequitibá (cara da minha cidade)
Se eu fosse uma fruta seria... laranja (uma delicia, doce e azeda!)
Se eu fosse uma flor seria... mariquinha sem vergonha (rsrs)
Se eu fosse um clima seria... calor (as pessoas são mais felizes)
Se eu fosse um instrumento musical seria... flauta (pelo som delicado que ela faz)
Se eu fosse um elemento seria... Ar ( volúvel, versátil, adaptavel...)
Se eu fosse uma cor seria... lilás (calmaria)
Se eu fosse um animal seria... borboleta (pq um dia já fui lagarta no casulo)
Se eu fosse um som seria... um batuque (adoro)
Se eu fosse uma letra de música seria... Everything - Alanis (isso, atualmente)
Se eu fosse uma canção seria... As de ninar (porque adormece as crianças com carinho)
Se eu fosse um estilo de musica seria... Reggae (porque é um estilo que pensa)
Se eu fosse um perfume seria... ( dificil resposta )
Se eu fosse um sentimento seria... amor ( não sou nada sem amor)
Se eu fosse um livro seria… aquele que ainda não foi publicado
Se eu fosse uma comida seria… mineira (comida de vó)
Se eu fosse um lugar (cidade ) seria ... caçapava (onde nasci, cresci, vivo e é a 'cidade simpatia')
Se eu fosse um gosto seria... o seu gosto (porque é este gostar que me importa!)
Se eu fosse um cheiro seria... de flores(que anunciam a primavera)
Se eu fosse uma palavra seria... Firmeza ( Prezo, admiro e procuro)
Se eu fosse um verbo seria... agir ( quem sabe faz a hora, não espera acontecer )
Se eu fosse um objeto seria... o travesseiro (que acolhe os teus sonhos, escuta tuas lamúrias e enxuga tuas lágrimas)
Se eu fosse uma roupa seria... as suas ( para estar sempre colada em teu corpo)
Se eu fosse uma parte do corpo seria… o cérebro ( aquele que manda!)
Se eu fosse uma expressão seria… o riso ( encanta, seduz e alegra )
Se eu fosse um desenho animado seria... os ursinhos carinhosos (juntando as boas energias, venceremos o mal!)
Se eu fosse um filme seria... Patch Adams (- o amor, realmente, é contagioso)
Se eu fosse um forma seria… redonda ( preciso de dieta! Eu sei)
Se eu fosse uma estação seria… primavera (pelas flores, pelo calor, pelo cheiro e pelo horario de verão)
Se eu fosse uma frase seria… "e ele diz toda noite em seu ouvido: Te amo"

Desafios os blogs:

Que Melancia!

Retalhos do Dia

Alma Bêbada

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Sementes do amor...

quarta-feira, 5 de março de 2008

As sementes foram arremessadas em um terreno que, inicialmente, não parecia tão fértil.

Quando a plantinha começou a germinar, pensou-se que ali, coitadinha, logo morreria. Era tão difícil chover naquela região! Regar e cuidar para que nenhum herbívoro a matasse eram dois dos principais cuidados.

Houveram muitas estiagens, e mesmo com todas as dificuldades a plantinha foi crescendo. Fora podada inúmeras vezes pelas mãos de um jardineiro, chamado Circusntâncias. Mas, ainda assim, continuara crescendo e exibindo suas flores e teu perfume.

Hoje, esta plantinha tem raízes profundas. Arrancar-lhe flores para compor um lindo buquê é uma atrocidade com sua persistência em crescer.

Se num futuro, algo vier a arrancar esta planta deste solo, a dor tomará conta dos dias da humanidade. Dor essa, que será amenizada assim que a primeira gota de lágrima cair bem próximo das sementes, que um dia cairam de suas flores.

Quem planta amor, colhe amor.

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Tem muito de mim em você?

segunda-feira, 3 de março de 2008

É que tem muito de você em mim. Me supreendi falando tuas frases, assistindo teus programas favoritos. Me peguei ouvindo teu genêro musical. Justificando meus erros como você sempre justificou os teus. Enquanto a madrugada se forma eu passo horas conversando comigo mesma sobre você. Não significa que perdi minha identidade e assumi a sua. Não significa que desejo ser você. Talvez seja só uma maneira de te sentir tão perto quanto um dia você foi.
Parafraseando uma professora: "Que bom. Fico feliz de ter somado você a mim!". Te Amo.

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De que cor é seu mundo?

domingo, 2 de março de 2008

Adoro polêmicas e discussões produtivas! Sou uma instigadora viciada destes tipos de comunicação.

Hoje me envolvi em duas, mas vou falar particularmente de uma, onde ouvi repetidas vezes "o mundo não é cor de rosa!". Concordo - em gênero, número e grau - não é cor-de-rosa mesmo! De que cor é?

Já ouvi falar que o mundo é negro (sem referências preconceituosas), já ouvi falar que o mundo é cinza e já ouvi falar também que ele é cor-de-rosa.
Já soube de pessoas que não enxergam verde e vermelho. Já soube de pessoas que não usam marrom. E soube também de pessoas que só usam preto.

Mas quanto à cor do mundo, isso me deixa pensativa.
Meu mundo já foi azul. "- Tudo bem? - Tudo azul..."
Meu mundo ja foi vermelho, apaixonado, vibrante, enlouquecido.
Meu mundo já foi verde. Dieta do alface, chicória, pepino e qualquer verdura.
Meu mundo já foi amarelo. Sol rachante, areia quente...
Meu mundo já foi preto. "- Enxaquecaaa! Feche a porta!"
Meu mundo já foi embaçado. Lágrimas, lágrimas, lágrimas....
E, pasmem, meu mundo já foi cor de rosa. Coisa de Barbies.

Hoje meu mundo tem uma cor que não tem nome. Como se eu tivesse misturado todas as massinhas de modelar, lindas e coloridas, virando tudo uma bolota só, e de resultado uma bela de uma bolota de uma cor que não tem nome.

Mas, olha que interessante, se você olhar bem pra bolota, você ve pedacinhos de massinha vermelha, pedacinhos de massinhas verdes e pedacinhos de massinhas de todas as cores que você tinha. E agora você tem uma bolota com marcas só tuas.

O meu mundo é dessa cor. Cor de bolota de massinha!

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O dia 29 de fevereiro

sábado, 1 de março de 2008

Tá! Estou atrasada. Foi ontem o dia 29 de fevereiro, um dia que só existe de 4 em 4 anos, mas lembrado todos os anos aqui em casa.

Não, ninguém aqui em casa é numerólogo, astrólogo ou supersticioso! É que minha irmã nasceu no dia 29 de fevereiro, e foi registrada neste dia. Então todo ano, bisexto ou não, o dia 29 existe das 00:00 ás 00:01!

Este post é mais para registrar o dia e desejar um Feliz Aniversário para minha irmã.

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