"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Carência e chocolate...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Todo mundo, algum dia nesta vida, já se viu carente...

Para escrever este post, fui nesses dicionários online e busquei pelo significado de "carência"...

do Lat. carentia s. f., falta; necessidade; privação.

O que tá faltando para você? Para mim, falta tanta coisa... e se for pensar bem no jeito ser humano de viver, para sempre serei carente...
Considerando que o ser humano tende comportar-se para a auto-realização (algo a ver com Maslow), e essa auto-realização tem sido vinculada fortemente às posses (você precisa ter um bom emprego, precisa ter um grande amor, ter um bom carro, uma boa casa, uma poupança gorda...), podemos pensar que seremos eternos carentes, pois sempre faltará algo para ter, afinal, o capitalismo tá aí pra isso mesmo, nos fazer sentir sempre falta de algo que "necessitamos".

Porém, é incrível como as pessoas de modo geral, e isso certamente me inclui, relacionam a palavra carente com afeto, com carinhos, amor... já ouvi até frases do tipo: "carente vem de carinho!" (? - se viesse de carinho talvez falássemos carinte, sei lá, to inventando - ?)

Bom, de fato é incrível e freqüente... E isso me faz pensar que talvez o que tenha faltado para as pessoas seja isso mesmo: afeto, carinho, amor, atenção...
A gente se preocupa tanto em ter as coisas materiais, que negligenciamos nossas necessidades (não sei como nomear essas necessidades) emocionais (será que é isso mesmo que quero dizer?).

Na pressa e correria do dia-a-dia, na corrida contra o tempo de viver, (ah! outra coisa incutida pra gente: "a vida é curta"), atendemos menos os chamados dos amigos (com isso, somos menos atendidos), esperamos mais dos outros (com isso eles esperam mais da gente, e nós decepcionamos mais pessoas), invejamos e queremos a melhor vaga de emprego (com isso, invejam a nossa, e não somos tão bem recebidos), e por aí vai...

E por ai vai pessoas carentes...se empaturrando de sorvete e chocolate, vendo um filme que foi produzido exatamente para este momento...

A gente sente falta do abraço, sente falta do tal "olhar nos olhos", sente falta de ligações surpresa, sente falta do "muito obrigada", dos elogios...mas...

Afinal, pra que tudo isso???
Para meu corpo viver talvez me bastasse apenas comida e água...
mas ai de quem me deixar sem chocolate!!!

No fim das contas...(incluindo a taxa de serviços) pagamos um alto preço pela tal 'auto-realização', a diferença e talvez uma sutil diferença pouco percebida por nós, mortais, capitalistas, é que na falta de um celular ou de uma internet banda larga podemos ligar para um "0800" qualquer e por alguns cifrões, dentro de alguns dias, assim que efetuar o pagamento do frete, o teremos em casa, enquanto que um romance, um abraço, um carinho a gente não acha em qualquer lugar e quando acha, não se passa no caixa para verificar o código de barras...

Bom, a culpa é toda nossa...
Se eu nunca tivesse experimentado chocolate, talvez eu não me incomodasse tanto com a falta dele...

3 pessoas quiseram falar também!:

Anônimo,  16 janeiro, 2008  

Marianaa, ameei... fico super legaal o textoo :D beijão !

Sofia,  16 janeiro, 2008  

... ameeei mesmo :D
beijãao ♥

João Guilherme 22 janeiro, 2008  

Oi Mary...

hahaha...voltando aos velhos tempos de blog hein..
só q agora as palavras estão mais sofisticadas...hahaha

achei mto bom o q vc disse..
as vezes a gente acaba esquecendo do principal né..

Um ótimo texto pra refletir..

Bjão

João Guilherme

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