"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Contos Musicais

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Marco Antônio, um querido amigo que fiz nestes poucos anos de blogsfera, me convidou esta semana para escrever no blog Contos Musicais. Eu fico muito feliz e sinto-me lisongeada, porque o Marco tem um gosto super refinado, tanto para música quanto para contos. Comecei a conhecê-lo pelos contos, e hoje em dia brinco que ele é meu #personalmusicstylist, porque não tem uma conversa que não envolva música. 

Achei a proposta do blog Contos Musicais muito interessante e não negaria um convide tão maneiro. 

"Partimos do princípio de que por trás de uma grande canção, quase sempre há uma grande história. Aqui tentamos isso: criar fatos e personagens inspirados nos versos e melodia das músicas que nos marcaram." 

Essa é a descrição do Contos Musicais. Melhor impossível. 
Quero compartilhar com vocês este novo espaço! Fiquem a vontade para comentarem e divulgarem! 




POR TRÁS DE UMA GRANDE CANÇÃO, UMA GRANDE HISTÓRIA

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Mais um ponto.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tinha duvidas sobre seu paradeiro. Dominava meus sonhos naquela madrugada. Eu dormia com o celular ao lado e seu despertador nunca me fez chegar atrasado. O celular tocou e pensei que era hora de levantar, procurava ansiosamente pelo botão de terminava aquele som. Foi quando meus olhos ainda com sono, leram- ou adivinharam- o nome dela. Atendi com uma mistura de raiva e curiosidade por ser acordado tal hora. Que horas eram?

Ouvi sua voz sussurrando do outro lado da linha. Eu já tive aquele mesmo sonho outras vezes. Um tormento! Mês seguido de mês. Sabia que tinha que por um ponto final nesta história. Eu nao iria aguentar mais.

Vir comigo? Eu preciso de você.... Pegar as nove. Clara. Sempre a Clara. Aquela que nunca se importa com a minha opinião. E ela sabia que eu estaria lá. E eu sabia que tinha estar lá.

MAs já faz quanto tempo? Meses? Anos? Ela confiava em mim e sabia que em breve decidiria vê-la. Não suportaria mais tanta angustia. Tormento mental!

Coitada de Clara, naquela manhã, eu que era sempre pontual, me atrasei.
Talvez perdido em pensamentos. Olhos fundos.Noite mal dormida. Buzina. Peguei minhas chaves, dei uma última e rápida olhada no espelho. O celular também. O sol estava forte e seu cabelo vermelho brilhava.

Doía meus olhos o seu olhar perdido. O brilho do sol sumia diante daqueles olhos claros de uma beleza triste. Surpresa. Sorriso forçado. Sumi. Forçado.

Dialogos com o silêncio. É logo ali. Tranquilidade que me lembra morte. Clara na frente. Eu observando a paisagem. Ansiedade. Ela parou e esbarramos. Não havia notado sua pausa. Ela segura a minha mão com firmeza como quem pede por socorro. E ela seguiu em frente. Um túmulo branco. Flores amarelas. Lágrimas! Muitas lágrimas!

Perdida em sua dor, me encontrei nos seus ombros. A mão no seu ombro. Na sepultura uma data: nascimento. Um amor nasceu e foi enterrado vivo.

A brincadeira nasceu com a Fernanda, Passou pela Aline, pelo Antonio, pela Dani , por mim e agora é a vez do Nasca continuar.

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O meu final

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Então que a Line desafiou seus leitores. E eu tentei a sorte. Era preciso continuar a história com um paragráfo. E o resultado saiu hoje. Onde eu fui a vencedora!!!




E como disse minha querida Line:



"Sem mais delongas, eis o final:
.

Noite com luar cor de sangue, vento quente a soprar no rosto disforme pelas lágrimas.Do penhasco, ele olha fixamente para as ondas batendo no paredão de pedras.Respiração suspensa, olhos fechados, braços esticados e o impulso para a morte iminente.Em cinco segundos uma cena passa em sua mente...


(...)
Sentado no chão da sala, ele com seus seis anos de idade, brincava com seus carrinhos de madeira um tanto quanto desrodados, sob o tapete encardido cheirando a alguma bebida alcoolica.
Noite passada ele havia ouvido gritos de sua mãe. Assustado, aguardava ansiosamente o levantar do casal. O pai saiu mais cedo. A mãe abre a porta do quarto vestindo aquele penhoar de flores japonesas, caminha mancando até ele e agacha-se, expondo duramente aos olhares do pequeno, nítidas marcas em seu rosto de porcelana, dizendo: "para sempre nós". Beijou-lhe a testa. (...)
A cena corre veloz e há pouco menos de quinze minutos atrás, era ele quem estava agachado sob um tapete. Dessa vez, um tapete verde gramíneo.
As flores do penhoar agora decoram a placa onde ele fez questão de mandar gravar: "para sempre nós".

Leia aqui o post todo, com as justificativas da escolha e tudo mais!

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Sou eu no Sofá!

sábado, 14 de março de 2009





Hoje eu estou no Sofá do Amigão . Corre lá para compartilhar o prazer de sentar naquele sofá vermelho.


Agradeço ao Amigão, o convite tão carinhoso de participar do sofá. Momento confesso: eu sempre quis!!!
E deixe a preguiça de lado, hoje é sabado tu vai descansar bastante. Clica no link e visite a Turma do Amigão!

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Os olhos dos outros

quinta-feira, 12 de março de 2009

Para mim pode ser claro ou escuro. Não importa, desde que me olhe nos olhos.

Para mim tem que ser sincero, não importa que não seja nos olhos,


É, pensando bem, olhos tímidos que pouco me encaram, também me seduzem!

Os olhos profundos me deixam sem jeito e não me fazem pensar


Mas não é a sedução que me encanta agora. É o que os olhos dos outros veem.

Eles veem aquilo o que eu não posso alcançar, nem mesmo imaginar, mas mesmo assim tento

Eu sempre tento! Porque tudo aquilo que eu não vejo, eu imagino.

É como um mundo paralelo...


Talvez não seja paralelo, mas com toda certeza não é o meu mundo. Porque meu mundo só os meus olhos podem ver.

E eles sim é que sabem me dizer o que os olhos dos outros vêem.

Talvez eles me enganem, talvez me alertem, mas o fato é que meus olhos sempre me dizem algo...

E me dizem com tal intensidade que eu nao consigo deixar de senti-los
Eles me envolvem e me olham sem julgamentos ou críticas


E os olhos dos outros?
Me seduzem, me encantam, me sugam e me desvendam. Me descobrem no seu mundo, no mundo dos olhos dos outros.
----------------
Texto escrito em duas mãos. Minha e da Kê.
Conheci a Kê através do meu blog. Ela sempre muito gentil e com textos que inspiram demais! Msn trocados, uma amizade vem crescendo dia a dia!

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Encontrando Tempo [Parte II- Final]

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

[Texto escrito por mim e pela . Leia mais sobre Victória aqui e leia mais sobre Thereza aqui]


Se você perdeu a Parte I, leia no post abaixo!


Victória estava cansada, seus braços doíam, seu corpo pedia terra firme para poder descansar. E quanto mais se aproximava da margem, mais fraca ia ficando, porém ao mesmo tempo sabia que tinha forças o suficiente para poder conhecer quem a esperava do outro lado.

Neste momento soube exatamente como se sentiam aqueles pescadores que tanto observava na praia. A alegria de encontrar alguém em terra firme depois de tanto tempo navegando. Adivinhem? Ele estava lá novamente, inundando os pensamentos delas: o tempo.
O tempo que tanto perturbava os seus pensamentos agora estava aproximando-a de uma pessoa que nunca tinha visto ou encontrado. E foi nesse tempo que ela adquiriu forças para continuar remando. Faltava pouco para chegar às margens, e a cada minuto que passava remava com mais força ainda. Faltava pouco tempo... pouco tempo. E quanto mais próxima das margens, mais Victória gostava da imagem que via. Percebeu que o tempo aproxima as pessoas e o tempo estava lhe aproximando de alguém. Talvez esse alguém tivesse as respostas para suas perguntas.

Pensava isso porque ainda não conhecia Thereza. Thereza era uma mulher cheia de certezas incertas. Fica difícil pensar em alguém tão cheia de perguntas quanto Thereza era. A canoa se aproximava e Thereza já havia elaborado umas quinhentas perguntas. “Quem era aquela? De onde viera? Porque viera? Quanto tempo demorava? Porque justo ali?”.

Victória chegou a margem. Elas se olharam. Cumprimentaram-se com um sorriso e ficaram olhando uma para outra. Nada romântico. Tudo intrigante.

Thereza levantou-se e estendeu a mão para aquela que os braços estavam trêmulos de tanto esforço.

- Oi...
- Oi. Tudo bem?
- Uhum...[pensativa] Você é...?
- Victória!
- Thereza...
- Atravessei o mar...
- Estou aqui desde cedo.
- Precisava de um tempo...
- Eu só penso no tempo.
- Você parece cansada.
- [risos] Você é quem parece!!
- [risos] Estou sim. Porque pensava no tempo?
- Eu penso em tudo, o tempo todo!
- Tempo, tempo, tempo... essa palavra é que me precupa e me intriga tanto. Não respostas para as minhas inquietudes. Nunca vejo respostas óbvias, apenas teorias... O que é tempo? Por que existe o tempo? Quanto tempo? Preciso de um tempo... Às vezes essas expressões não fazem sentindo.

Elas caíram na risada. Sentiram-se íntimas. Como amigas de longa data. Thereza adorava palavras intimistas. Victória queria férias. Ficaram ali por horas pensando. Hora quietas, hora falantes. Sim, expressões e (des)encontros as vezes não fazem sentido!

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Encontrando Tempo [Parte I]

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

[Texto escrito por mim e pela . Leia mais sobre Victória aqui e leia mais sobre Thereza aqui]

Victória estava com os pés na água do mar, balançando e observando o movimento das águas. E longe dali, longe do mar, Thereza andava em círculos pela grama.

Talvez estivessem esperando o tempo passar, ou talvez estivessem descarregando as energias. Nem se sabe ao certo se as energias se descarregam dessa forma, mas elas adoravam escutar essas coisas 'zen' e prová-las sempre que possível...

Eram duas mulheres que gostavam de pensar.

Uma coisa é certa: mulheres têm medos tão secretos que elas sequer conseguem concretizá-los em pensamento.

Victória pensava “Por que as pessoas perdem e pedem tanto tempo?”. Thereza pensava “Quanto tempo eu preciso dar para o tempo resolver o que precisa ser resolvido?.”
Seria o tempo justo para essas mulheres que tem medos secretos?

O tempo é um remédio e um veneno, pensava Thereza, que de tonta optou sentar-se na sombra de sua árvore predileta.

Victória, cansada de ficar sentada pensando esperando o tempo passar, pega a sua canoa e começa a remar sem direção. Passa por vários lugares e quando parou, se deu conta de que estava em águas doces.

Thereza estava tonta demais com tudo. Com as voltas, os pensamentos e o próprio tempo. Fixava seu olhar no horizonte que parecia olhar para lugar nenhum. E ao longe, dentro da canoa, Victória avistava alguém sentada olhando nada, às margens de um lago.
Thereza nem sequer percebeu que ao longe um barquinho vinha. Victória continuou a remar até a margem. A sua curiosidade era grande, queria saber por que fora parar ali, nem viu o tempo passar, nem vira como chegou naquele lugar tão diferente de sua praia, do seu mar...

Será que para tudo tem um tempo mesmo? Será que o tempo une pensamentos? As vezes falamos assim: “dê tempo ao tempo”... Mas quanto tempo é preciso esperar para o tempo certo? Thereza pensava.Victória queria descobrir! Elas queriam entender outros mundos, outras situações, outros lugares...

Victória fora remando em busca de amizade e novos horizontes. Thereza continuava olhando para o nada pensando em tudo.

A canoa se aproximava e como quem acorda de uma parada cardíaca, Thereza fixou seu olhar no objeto que bailava no rio. Esfregou os olhos tantas vezes quanto foi necessário. Era difícil de acreditar que uma canoa tão simples chegava até ali. Não era comum se ver canoas pelo rio. E canoas como aquela? Nunca fora visto uma única peça... Era intrigante. Era fascinante.

Thereza deixou seu egoísmo impregnado de lado e passou a pensar naquela canoa, naquela pessoa... Quanto tempo ela já estava remando? Não importava quantos epochés ela fazia. Estava difícil demais suspender seus conceitos. Ela estava contaminada com essa história de tempo.


Continua...

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