"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Presente original

terça-feira, 11 de março de 2008

Que coisas estranhas acontecem comigo, é quase de saber público, mas não me custa nada usar este espaço para contar sobre um presente de aniversário.

Não é meu aniversário e nem está perto de ser. Nesta sexta é aniversário de uma grande amiga minha. Estou queimando a cuca para escolher um presente original para ela, porque afinal, ela sempre me deu presentes originais.

Ela jura que não foi idéia dela, e há quase 3 anos atrás, ela e mais umas amigas me deram um porco de aniversário.
É isso mesmo, um leitãozinho. Desses que a gente só vê no filme Babe - um porquinho atrapalhado na cidade.

Quando eu ganhei o porquinho, até que ele tava mais cheirozinho. Segundo elas, deram banho no porco e amamentaram. Foram ótimas "madrinhas".

Eu fui uma mãe, e sofri de depressão pós parto. Como boas psicólogas que seríamos (hoje quase sendo..), recuperei da depressão rápido. Peguei amor pelo porquinho. Mas só nos primeiros meses, porque depois ele cresceu e ficou muito feio. E muito fedido.

Ah, ele não morava comigo, não! Foi pro Rancho dos Amores. Tem lugar com nome mais apropriado para um bebê? Pois é. Lá ele cresceu. Foi castrado, porque eu que não queria ser vó com 19 anos! E meu pai disse que a carne de porco só é boa quando ele é castrado...

Carne de porco? É... ele foi alimentado, engordado e sacrificado em prol da ceia de Natal! Eu não assisti o sacrifício. Dizem lá na roça que se alguém tem dó de matar o bicho, o bicho não morre. E meus pais já estavam cansados de alimentar meu porquinho. Ele era fresco com comida. Só comia ração. Lavagem?? Nunca! Pou(r)co exigente ele né...

O motivo pelo qual ganhei um porco? Porque tinha uma pessoa (garoto) que tinha narizinho de porquinho...

E eu, como apronto com todo mundo, merecia que aprontassem comigo. Ganhei meu presente em Taubaté, cidade onde estudo. Porém, como moro em Caçapava, era preciso transportá-lo.

Coloca o porquinho no porta malas, e "simbora pra roça!". Vocês nem imaginam como foi dar a notícia para meus familiares.

- Alô? Mãe?
- Oi..
- Mãe, ganhei um porco, vou levar pra roça tá?
- Um porco???? Que porco, menina? Como? De onde?
- Mãe, um porco, um leitão, um bicho vivo! Vou levar pra roça, tá!
- Tá, ué...Ligue pro seu avô avisando..

- - - - - - - - - -

- Alô? Vô? Tudo bem? Benção!
- Oi filha, Deus te abençoe...
- Vô, ganhei um porco, vou levar pra roça tá?
- Um porco???? Que porco, menina? Como? De onde?
- Ai vô... um porco, um leitão, um bicho vivo! Vou levar pra roça, tá!
- Tá, ué...

Seguimos para roça, e porcuru (porco + canguru), pulava incansávelmente no porta-malas. Até que parou. Parou tudo. Parou barulho de porco, parou pulação. Tudo bem, melhor assim!

Chegamos lá, chamei o caseiro. Eu não pegava o porco por nada! Depressão pós parto (já disse). Ai que foi a cena mais linda. Acho que foi neste momento que eu deixei a depressão pós parto. O porquinho tava abraçadinho, dormindo com o cilindro do gás. O cilindro era rosa e devia estar quentinho. Acho que ele achou que era a mamãezinha dele.

A família pegou amor no porco. Minha vó não queria por nada que o porco morresse.

Moral da história: Não se deixe paquerar por ninguém que se pareça com algum bichinho, e se foi inevitável, não conte para amigas malucas.

9 pessoas quiseram falar também!:

Cleber 11 março, 2008  

Hahahaha essa é boa..rs gostei, bom pelo menos eu não tenho cara de porco, eu acho...Bom ate hj jamais alguem disse isso de mim..rs mas me diz uma coisa o porco tava gostoso la na Ceia de Natal??rsrsrs
Bjos Ma..

Mariana 11 março, 2008  

Tava... pururuca... eu tinha que não pensar que era ele...

Lúh <~ 11 março, 2008  

uahuahuhauhauha
que amigas hein!?!
uhauhauhauha

as suas te deram um porquinho...as minhas me deram um hamster! (=

a diferença eh q eu axo q o seu cresce um pouquinhu demais neh mah?!
uhauhauhauhaha

bjaum!!!!!!!!!

Mariana 11 março, 2008  
Este comentário foi removido pelo autor.
Mahkau,  11 março, 2008  

uhauhahuauhauhuauhuha
mew eu num sabia dessa hsitoria
ou num me lembro
kkkkkkkkkkkkkkk
chooooooorei de rir
um minuto de siÊNCIO PELA morte do porcuru!








sem coments!
bjaumz

Narrador 11 março, 2008  

Muito legal a história...valeu a visita.

Marcelo 12 março, 2008  

Sem dúvida,o presente mais original que alguém poderia te dar,rs.
Mas mataram seu presente? Deveriam ter dado logo 5kg de pernil...
Tadinho do bicho.
Minha vó criava galinhas e eu nunca tive coragem de ver elas sendo sacrificadas, mas adorava comê-las ao molho.

Beijinhos

Marcelo 12 março, 2008  

Putz, não lembro o nome da atriz. Mas ela faz uma novela à noite na Record, é uma loira malvada...

Euzer Lopes 24 março, 2008  

Que coisa mais fofa o porco...
Adorei.
Agora, fico imaginando se você namora um sujeito com cara de capivara!

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