"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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A Estrada

sexta-feira, 28 de março de 2008

"Você não sabe o quanto eu caminhei, pra chegar até aqui..."


E não sabe mesmo! Ninguém sabe, até eu mesma não sabia o quanto eu havia caminhado para chegar até aqui. Foi quando minhas pernas começaram a doer e eu parei para descansar.

Escolhi uma bela árvore e enquanto as pernas se refaziam, eu percebi o quanto eu caminhei. Já tinha caminhado um belo tanto para chegar até lá, imagine o quanto caminhei, pra chegar até aqui.

Percorri milhas e milhas antes de dormir! E eu não cochilei! Achei que vagarosamente eu cerrava as pestanas para que o vento não presenteasse meu olhos com areia. Mas impossível. As areias entravam e eu mal enxergava o que estava pela frente. Ia com o tato, com o olfato, a audição e o paladar. Só sentindo. E sentindo, os mais belos montes escalei. Nas noites escuras de frio, chorei.

Chorava e aquelas areias se desfaziam, mostrando-me que não importava o quanto tudo me doía. Afinal, a vida ensina e o tempo traz o tom pra nascer uma canção. A canção onde meus passos são a melodia, meus olhares a letra e meu caminhar a música.

Com a fé do dia-a-dia encontro a solução. Foi assim que as areias se dissiparam, que o vento passou a ser brisa, que o sol deixou de ser quente, que o frio deixou de me fazer chorar.

Mas, e quando bate a saudade eu vou pro mar... Para meu mar cerebral. Porque o pensamento é tudo que tem de mais belo. E fecho os meus olhos e sinto você chegar.

Tudo que quero é sentir você chegar. Sentir você...
Eu quero acordar de manhã do teu lado e aturar qualquer babado.
Vou ficar apaixonado no teu seio aconchegado.
Ver você dormindo e sorrindo.
É tudo que eu quero pra mim...

E realmente, você não sabe o quanto eu caminhei...





Música em destaque: A estrada - Cidade Negra
Composição: Toni Garrido / Lazão / Da Gama / Bino

9 pessoas quiseram falar também!:

Guilherme Stadtlober,  28 março, 2008  

O treino à paciência, MUITO bom. As vezes as pessoas esquecem mesmo, que somos seres humanos como qualquer um.
Bom, deixando de lado o pré-julgamento que sofremos, queria dizer que achei supimpa essa junção música/desabafo ou melodia/poesia, chame como quiser! hehe

Parabéns por seu jeito Mariana de ser. =)

Euzer Lopes 28 março, 2008  

Milhas, milhas, milhas...
A caminhada sempre foi longa. Sempre foi cansativa...
Milhas, milhas, milhas...
Muitas curvas, muitas subidas íngremes, muitas descidas perigosas e muito sol na cabeça...
Milhas, milhas, milhas...
Nossas pernas parecem fadadas a andar. Andar sempre, andar pra frente...
E sempre trilhando...
Milhas, milhas, milhas...
Novas aventuras, novos cenários, novos personagens desta grande peça chamada vida...
Milhas... vida... vida...

osátiro 29 março, 2008  

A nossa vida é um caminhar...

Mas no Irão a vida das mulheres é bem triste, lapidadas, como mostro no post Tolerância Islâmica.

Cacá BH 29 março, 2008  

acho essa música de uma mensagem linda...
e vc soube explorar muito bem isso no seu texto....
abraços!

Marcelo Martins 29 março, 2008  

Lindas as suas palavras. Você me parece mesmo apaixonada e à espera de que tudo se resolva de uma forma que não cause tantas dores em nenhum dos dois.
Sei que o tempo e o mar vão acabar trazendo isso pra você.
Para vocês...

Beijinhos.

Adoniran Leblon 29 março, 2008  

Quando me bate essas sensações de "puxa, VOCÊ não sabe o quanto EU caminhei pra chegar até aqui!!!", páro e penso que no fundo todos são assim. Às vezes, estação de metrô lotada, todos desesperados pra ir e vir, isolados com os cotovelos se batendo, eu olho aquilo e me pergunto sobre as histórias de todos. Todos caminham tanto, nessas minhadas metafóricas de nossas histórias, não é?

Nathália 29 março, 2008  

Andei, andei, andei...

Poxa, tenho que admitir: li seu post falando com você pelo msn e no fim das contas entendi nada.

Mas eu gostei.
Pode parecer estranho, mas gostei mesmo. Só não captei muito bem o espírito da coisa.
É a dislexia... (?)

Beijo!

Monalisa Marques 29 março, 2008  

De bicicleta é mais fácil. :)

Gostei bastante do seu texto. :) E da foto. Lembra um desenho de criança, pelas cores. :)

janao 29 março, 2008  

que dolirido o amor, né?
deia a gente assim, solta solta... andando por aí sem rumo.

mas relaxa, andar, mesmo que seja sem rumo sempre tras boas coisas... ainda que seja uma "pernoca sarada" ao invés de um coração restaurado rsrs

bjOs ;)

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