"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

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Fique a vontade. E volte sempre!

Então...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Passou rápido esse momento solidão. Voltei.
Como é difícil a gente lidar com as perdas, né. Para mim nunca foi algo muito fácil. Eu tenho apego fácil nas coisas e as pessoas.
Eu tenho uma professora que é uma pessoa a qual eu tenho grande admiração. Não é uma professora qualquer, dessas que apenas passa pela vida da gente. Acho que posso dizer que ela é peça fundamental da minha formação profissional.
Há três anos atrás, quando a conheci, fui cheia de expectativas para sua supervisão. E fui correspondida. Desde aquele ano, a minha admiração e respeito só tem aumentado. Foram supervisões, atendimentos, mais um ano de supervisões, orientação do TCC, aulas, supervisões (é, de novo)... Anos intensos.
Sabe aquela pessoa que te ensina coisas a todo tempo que você está perto dela? Não só de conteúdo disciplinar e curricular mas também de coisas da vida mesmo, sabe? Então, essa é ela.
Eu tenho um amigo que brinca: "Ficar perto dela é ser saudável, né?!?"
Eu me sinto privilegiada de estar próxima dela, de ter podido aprender tantas coisas que não se aprende em sala de aula. Eu sou fã assumida! Tiéte.
Nem seus atrasos eu achava ruim, pois a qualidade sempre compensava!
Então... essa professora se aposenta hoje. Ela não estará tão perto os cinco dias da semana. Meus casos serão supervisionados por outra professora e as aulas também.
Não é o fim do mundo, eu sei (mentira!!). Ela continua orientando meu TCC e o contato não vai deixar de existir, apenas será menos rotineiro (estou óbviamente tentando racionalizar tudo isso)
Hoje, em nossa última supervisão de clínica ela disse que na vida precisamos ter muitos amores, muitas coisas do que gostar, pois eventualmente, sem controle, perderemos algumas delas. Então é preciso que outras sejam tão fortes e satisfatórias. (tá vendo como ela ensina sempre!)
E eu fico muito orgulhosa de poder contar com ela na minha formação de psicóloga. Foi com lágrima nos olhos que nos abraçamos hoje. Foi com sorriso no rosto que colocamos mais um item na nossa lista de semelhanças: água com gás.
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E antes que me perguntem:
Não, não foi por isso que eu dei um tempo do blog.

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Frio do mundo

domingo, 27 de julho de 2008

Neste blog já falei de muita coisa.
Falei de mim, falei dos outros, falei de nós, falei deles e daqueles.
Eu já tive por cima e já fiquei por baixo.
Já expus alguns ciclos e mascarei algumas verdades.

Eu inventei histórias e personagens.
Polemizei e fui polemizada.

Mas agora, eu realmente preciso de um tempo.
Só meu. Sem comentários, sem achismos, sem piedade e sem colo.
Porque eu preciso sentir o frio do mundo sozinha agora.
E precisa ser agora.

Eu vou. Mas eu volto. Um dia eu volto.

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Mensagem

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Recebi por e-mail a mensagem que segue. Pretendo deixá-la aqui durante o final de semana, mas pode ser que eu mude de idéia. Ok. Tanto faz. Aí vai:
Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, nove

participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a
largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade
de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar.

Um dos garotos tropeçou , caiu e começou a chorar. Os outros oito
ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então
viraram e voltaram. Todos eles.

Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto
e disse: - Pronto, agora vai sarar!

E todos os noves competidores deram os braços e andaram juntos até a
linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram
muitos minutos...

Talvez os atletas fossem deficientes mentais...

Mas com certeza, não eram deficientes espirituais...

Isso porque, lá no fundo, todos nós sabemos que o que importa nesta
vida, mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo
que isso signifique diminuir os nossos passos...

Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de
sucesso.


O importante não é progredir depressa, é não cessar de ir sempre
adiante.

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Por aí...

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Eu gostaria de ter mais tempo para visitar os blogs. Tanto para visitar os já linkados, quanto para sair por aí conhecendo o link alheio. Infelizmente o tempo tem sido curto e eu só tinha visto os comentários do meu próprio blog através do e-mail.
Já comentei aqui que estou um pouco atarefada, mas tento não deixar de lado esse hábito de visitar os blogs e ler os textos postados. Tenho visto com freqüencia posts metabloguísticos. Acho que é moda!! Acho que está na 'crista da onda' falar sobre o que as pessoas gostam ou não nos blogs dos outros, sobre os comentários que elas gostam ou não, sobre selos, memes... essas coisas. Acho que essa moda é a nova configuração do eterno assunto "o outro". Quando a gente fala de outros blogs, quando a gente repara em outros hábitos, estamos alimentando a moda de falar dos outros.
Mamãe e papai sempre diziam que falar dos outros é feio, e que a gente precisa estudar e vivenciar para saber do que estamos falando.
É mais fácil a gente refletir sobre o outro, sobre o que os outros fazem ou deixam de fazer. Enquanto escrevo sobre isso não me sai da cabeça um emoticon do MSN que um smile cutuca o olho do outro para referir-se a palavra você. Cutucar o olho do outro é fácil e engraçado para quem mete o dedo, dolorido e humilhante para aquele que é cutucado.
Como eu não sou nenhum robô programado, já fiz isso inúmeras vezes. Uma mulher sangue-quente e observadora é uma máquina mortífera com palavras, ironias, cinismos e gestos.
Com o tempo eu melhorei bastante. Hoje eu tomo mais cuidado com as coisas que digo, sou menos impulsiva e mais reflexiva sobre minhas próprias ações.
Não! Eu não sou boazinha, santinha, boa samaritana e etc-e-tal. Eu não mudei da água para o vinho e nem acordei da noite pro dia e pensei: "pô, preciso mudar..."
As circunstâncias, os acontecimentos foram exigindo de mim esta nova configuração comportamental. E do mesmo jeito que fiz com o outro, fizeram comigo. Já cutucaram meu olho com tudo, já ouvi verdades a duras penas, já me provocaram com ironias e -pior de tudo- conseguiram me afetar.
O que senti nesses momentos não foram as melhores reações corporais. Senti raiva, dor de estômago (soco no estômago), tremi, chorei de tristeza, chorei de ódio e de agonia. E cada vez que isso acontecia eu pensava o quanto eu também provocava tudo isso no outro.
É mais fácil opinar na vida alheia do que na minha. Não que a minha seja perfeita ou totalmente imperfeita - não é mesmo - mas, falar dela é como se eu tivesse abrindo meu próprio peito com um bisturi e sem anestesia. Dolorido. E tanta vezes necessário!
Talvez por isso o processo terapêutico é tão difícil, dolorido. Não é moleza enfrentar uma terapia. Levar ela realmente à sério. Conheço muitas pessoas (põe muita nisso) que começaram e pararam alegando 'não dar certo'. E reparei que a maioria destas, são as pessoas que mais gostam de falar dos outros e as que menos param para falar/pensar sobre si mesmo.
Tem uma frase, que pode ser um provérbio, uma citação, uma coisa que alguém disse e eu não sei quem é, ou a minha própria conclusão sobre o assunto que diz: "Quem olha muito para fora, olha pouco para dentro..."
Fica para refletir.
-------- UPDATE --------
Melhor coisa que fiz foi linkar os blog na lista de blogs proposta pelo blogger. Agora sei os textos que ainda não li. Ficarei em dia com mais freqüência. A-do-rei. Recomendo!

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Selos!

terça-feira, 22 de julho de 2008

"Com os elogios, os bons tornam-se melhores; os maus, piores."
Thomas Peck
"Eu não sou homem que recuse elogios. Amo-os; eles fazem bem à alma e até ao corpo. As melhores digestões da minha vida são as dos jantares em que sou brindado "
Machado de Assis

Indicaram-me mais alguns selos!! Eu fico radiante com isso. Sério, eu adoro!

Agora minha vez de repassar:

Indicado pelo Vinícius - http://pensamentos-e-realidades.blogspot.com/


Indicados pela Carla - http://doscrimesbordadosvaidades.blogspot.com/


Indicado pela Mandy - http://www.sozinhanumcantoescuro.blogspot.com/

E o critério que escolhi para repassá-los é que você, leitor blogueiro, escolha o selo que mais tem a ver com o seu blog. Faça você mesmo a sua avaliação. Se quiser, me conta e depois publicarei aqui!

Porque é bom demais o que as outras pessoas falam positivamente de nós, mas o que realmente importa é o que nós falamos positivamente para nós mesmos!

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A hora de começar o dia

domingo, 20 de julho de 2008

Passou quase a noite toda olhando as estrelas. Neste dia ela não fechou a janela por completo, deixou uma folha da veneziana aberta. Debaixo das cobertas da sua própria cama ela tinha uma boa vista do céu. Não tinha tantas estrelas no céu, o dia estava frio e as nuvens que anunciavam uma breve chuva, embaçavam a bela visão para as estrelas. Ela adora ver estrelas, conversar mentalmente consigo mesma e pedir conselho aos pontos brilhantes no cobertor negro que estampava parte da sua janela.
Pareceu que tinha ficado ali um bom tempo mas, talvez tivessem sido os trinta minutos antecedentes ao sono. Os pensamentos eram tranquilos e viciados. Os mesmos assuntos antes de dormir, o mesmo suspiro, quase a mesma oração e então ela virava de lado, encolhia as pernas, puxava a coberta para debaixo do pescoço e esperava o sono chegar.
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Ela já havia acordado mas os olhos continuavam cerrados. "Não era para o dia começar já...". Pensava em tudo que precisava ser feito. Fez bem umas quatro listas mentais. Ela adora fazer listas mentais mas, não conta para ninguém pois ela critica pessoas que fazem listas.
O dia está para ser vivido e aproveitado, sem listas! - ela dizia para o maior fazedor de listas que já conhecera.
Abriu os olhos e acrescentou na lista mental: arrumar o quarto. Aquilo estava uma bagunça.
Colocou o pé no chão e sentiu que a noite havia sido bem fria. "O dia não precisava começar agora...". Sem chinelos à vista, foi descalça para o banheiro, lavou o rosto, tentou ajeitar o cabelo para um lado, depois para o outro e optou por fazer um rabo-de-cavalo.
Já desperta, seus olhos ainda miravam a cama e as lembranças boas da noite passada junto com as estrelas. Foi quanto seu telefone tocou.
-Alô?
- Oi...estava dormindo?
- Uhum- acabei de levantar.
- Te liguei para te dar Bom Dia.
- [sorrisos] Bom Dia para você também.
A conversa continuou por mais alguns minutos e ela pensava: "Ah...agora o dia já pode começar!"
[Porque Te Amo pode não ser Bom Dia, mas Bom Dia pode ser Te Amo]

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O anjo mais velho

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Aperta play e escuta! Vai valer a pena!



Anjo mais Velho - Teatro Mágico


"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim

E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar

* Porque o que eu queria falar, já havia sido dito *

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O mundo animal...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Um animal só ataca quando se sente ameaçado.
Alguns exalam cheiros fétidos, outros mostram suas garras, uns expelem espinhos...

Os animais racionais usam das palavras.


...e eu nem precisei estudar psicologia para saber disso.

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Os incomodados que...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ahhhhhh [gritos]
Chega!!! Basta!!
Porquê se incomoda tanto com a minha vida??
Não! Pára tudo! Porque EU estou me incomodando de você estar incomodado com a minha vida?
O que denuncio para você e o que você denuncia para mim?
Se te incomodo tanto é porque ou temos algo muito em comum que não gostamos de ter ou tenho algo que você quer ter. E se você me incomoda tanto é porque tem alguma coisa em você que se aproxima do meu maior pesadelo ou alguma coisa em mim te aproxima do seu pesadelo.
Parece que você se alimenta dos meus eventos. Dos tristes e dos felizes. E ainda, insatisfeito, me sufoca com perguntas como quem busca sobremesa...
Você já parou para pensar o porque eu te incomodo tanto? Ou você apenas se preocupa em se preocupar com a vida dos outros, só por diversão?
Esse tipo de diversão eu não gosto! Tem quem não se importe. E que bom para estes. Eu me importo. Urrr [ranger de dentes]
Eu estou tentando entender o porque você me irrita tanto, porque eu fico pê-da-vida quando vira e mexe você aparece.
Quem olha muito para fora, olha pouco para dentro. E a aquele que fala é sempre o primeiro que escuta. Portanto, não me venham com 'lero-leros', lição de vida e coisa-e-tal.
Eu estou incomodada. E a gente nunca se incomoda à toa.
Eu quero que você (e todo mundo desse tipo) suma, na verdade. Eu não sou sua amiga. Eu nunca quis ser. Eu fui legal, só.
Ps* Nossa, eu estou tão atrasada com meu TCC, tão enlouquecida com os prazos, tão atrapalhada e atarefada com minhas atividades que quase não consigo postar. Minha inspiração até falhou ontem. Também considero a variável 'felicidade-tranquilidade', responsável pela queda de inspiração e posts freqüentes. Não porque eu não fale de sorrisos, mas porque talvez falar deles alimentem essa fera que tem me incomodado tanto!

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Pedacinhos de papel

terça-feira, 15 de julho de 2008

"Pegue um pedacinho de papel de pão e escreva que a felicidade já voltou, deixe guardadinho em seu coração, a paz que um dia te traga de novo aqui.."
Circuladô de Fulô




Passou um vento e levou toda minha inspiração.

Como se elas fossem pedacinhos de papel jogados a mesa. Elas estavam soltas, mas juntinhas davam uma boa impressão, transformavam-se em uma linda imagem. Só faltava algo que juntasse tudo. Talvez uma fita colante, um papel contact, uma cola de pipa... uma bela frase, um texto coeso.

No fim, só vento...

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Surpresas do mundo blogueiro...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Estou surpresa! Meu blog completará 6 meses na próxima semana e sua repercussão está sendo maior daquela que eu esperava. Não só de comentários registrados aqui, pois não é pela quantidade que avalio a minha qualidade.
Tenho mais leitores do que imaginava. Professores, colegas de sala, familiares e amigos que leêm frequentemente e não registram os comentários aqui. Eles comentam pessoalmente sobre algum texto que tenham gostado, outros comentam sobre o aspecto gráfico, uns dão dicas, outros disseram que é "coisa de mariquinha" e etc. E eu gostei muito disso. Acho que esse reconhecimento é valioso demais.
Quando criei o blog, eu só queria escrever umas coisas, o próprio nome do blog já mostra minha inicial intenção. Minha terapeuta estava, mesmo, em férias e, eu tinha um punhado de coisa para falar. Fiquei meses (quase) solitária no mundo blogueiro. Meses que hoje considero ter sido um berço para frutificar minha inspiração.
De lá para cá, publiquei aproximadamente 127 textos. A maioria meus. Não sei ao certo quantos comentários eu recebi. Sei que não são números exorbitantes. O meu blog já rendeu lágrimas alheias. Por felicidade e por tristeza, também. O meu blog já me rendeu amigos, embora eu não tenha tido muito tempo para falar com eles. Sem contar nos selos, nas indicações que são a prova da minha presença na lembrança dos outros.
Acho que a coisa mais difícil de se ter um blog é não se importar, de fato, com os comentários. É bem fácil dizer que não nos incomodamos com eles e é bem difícil que seja verdade, quando a gente gosta de blogar. Quando a gente ama escrever e sentir (pois escrevo cheia de sentimentos - como diz Vinícius ) é como se cada texto fosse um filhozinho. A gente planeja, gera (escreve) e ele nasce (publica) para o mundo, para as pessoas gostarem ou não.
Quando recebemos bons comentários, mesmo aqueles tão criticados "oi, legal seu blog, me linka", a gente fica contentinho. Da mesma forma que a gente fica ofendidinho quando alguém coloca um comentário que diz coisas que a gente "prefere não escutar/ler".
Eu deixo meus comentários abertos, comenta quem quiser e o que quiser. Nem a moderação eu coloquei. Permito a todos se expressar e compartilhar comigo e com quem mais quiser, seus pensamentos e reflexões. E do mesmo jeito que todo mundo tem direito de escrever o que quiser, eu tenho o direito de sentir o que quiser.
A minha surpresa está vinculada com os aspectos positivos do meu blog, porque sobre minha suscetibilidade aos comentários eu já sabia. Já tive outro blog! e outro antes deste outro!
É bom demais quando a gente vê, por exemplo, a Carla , muito fofa, frequentadora do meu blog que nunca havia comentado, me indicando um selo. É uma grande surpresa quando a gente lê coisas tão legais sobre nós, vindo de uma pessoa tão inteligente, tão sensível e que cuida de um blog de muita qualidade. É honra, sabe? Assim como é uma uma honra, ser amiga de alguém que me diverte, me entende que vive metendo o bedelho e que é dono de uns dos comentários mais interessantes que recebo no blog.
Eu gosto de ficar próxima de pessoas inteligentes, de gente que pensa que reflete, que se irrita com alienação. Como o Vinícius, formado em Letras, foi uma ótima surpresa ler ele me dizendo que eu escrevo muito bem, que tenho estilo literário, e essas coisas. Pô, fico feliz a beça!
A Nathália, dona do blog mais famoso que conheço, me indicando selinhos, dispensando seu tempinho para me ler. Sem contar que me aguenta no msn reclamando, choramingando, rindo e planejando ritos maquiavélicos...
E dentre essas várias coisas fantásticas, que só quem tem carinho pelo blog sabe como é, também incluo os comentários carinhosos dos meus familiares que sempre (sempre!!) lêem e os elogios muito bem recebidos das minhas professoras tão queridas.
Motivos deste post: Eu estava pensando em deletá-lo ou abandoná-lo. Até comentei com a Nath, semanas atrás. E para não fazê-lo de cabeça quente, resolvi escrever e se saísse um texto que me justificasse continuar eu continuaria, se saísse um texto muito cheio de dor, eu pararia.
Resultado: continuarei... Quem gostar, continue sempre bem-vindo!

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Clichê

domingo, 6 de julho de 2008

Eu sou muito clichê. Acho que gosto de ser clichê. Sou um baú de frases feitas, ditos populares e pensamentos cheios de moral-da-história.

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Quando o quebra-cabeça não quebra mais a sua cabeça...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Falta uma ou duas peças se encaixarem e pronto... o quebra-cabeça estaria montado, perfeitamente encaixado, trazendo formas, figuras e paisagens...
Uma peça eu encontrei agorinha...recebi uma ótima notícia.
Agora falta outra, e quem sabe fica tudo pronto, bonito e encaixado!
ps* E digo mais: eu sou um sucesso...

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Pula! Pula! Pula!

terça-feira, 1 de julho de 2008

E passou a manhã inteira olhando para a piscina. Sol quente. Todo mundo pulando e brincando. As outras crianças vinham contar como era legal dar um belo de um pulo, espirrar água pros lados, essas coisas.


Ela queria muito pular. Cair na água com gosto, se refrescar e nunca mais sair dali. Acontece que ela tinha medo. Tinha medo de pular com tudo e se afogar. E se a piscina fosse funda demais? Ela ficava só olhando.

Daí ela ouviu alguem dizendo: "Pula! Pula!" . Ela fez que não com a cabeça e sorriu. Outro ainda insistiu: "Pula, eu te seguro!". A criança ficou muito animada e arriscou por o pé na água para sentir o gelo. Estava morna. Talvez pelos dias de sol.

Colocou a pontinha do dedão na água e recuou. "Tenho medo!Dexa pra depois...".

De tanto o outro insistir, a criança ficou mais confiante. Olhou para a piscina, o viu com os braços esticados, preparados para agarrá-la e ela pulou.

Pulou com muito gosto! E o outro não segurou. Ela afundou e só via água por todo lado.

Ela ainda ficou um tempo se debatendo e esperando que o outro a tirasse do fundo. Não aconteceu.

Bom... Pelo menos agora, ela usa a escadinha...

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