"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

O restante das postagens estão disponíveis nos links a esquerda. Utilize a ferramenta de busca ou as tags.

Fique a vontade. E volte sempre!

Assim, denunciando de novo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Não sei descrever exatamente o que sinto agora. É um misto de surpresa, raiva, orgulho, decepção...

Descobri que fui plagiada, mais uma vez. A primeira vez foi pelo orkut e eu descobri porque o plagiador estava sendo acusado e para livrar a cara resolveu entrar em contato comigo, pedindo permissão para uma publicação que JÁ HAVIA SIDO PUBLICADA.

Bom, hoje durante minha rotina virtual, entre comentários, leituras de outros blogs, MSN e twitter, li o último post do meu querido amigo Marco o qual ele intitula com a seguite questão: Isso é um assalto?

Ele foi plagiado, seu texto foi copiado na íntegra e sem nenhum referência ao autor ou ao blog. Como ele descobriu? Esse site/
aqui nos ajuda.

O mesmo site que acessei e SUPRESA! Também haviam textos meus copiados na íntegra e sem nenhuma referência a mim ou ao meu blog.


Sim, você seu certo: textos - no plural! Então também questiono: ISSO É UM ASSALTO?

Vejamos os fatos. Observem as datas, as quais ressaltei com um retângulo vermelho.

Para melhor visualização, clique na imagem para que aumente de tamanho e para conferir a semelhança dos posts, use os links.


1.
Mãe original





Dia das Mães cópia.




2.

Pula! Pula! Pula! Original






É assim... cópia - alteração do título.




3.

Eu sou do tipo... original.




Eu sou do tipo. cópia



Feito isso, não cabe a mim julgar o motivo pelos quais cada uma dessas garotas copiaram os textos. Prefiro pensar que nenhuma delas usou de má fé - pelo contrário - prefiro pensar que cada uma dessas moças se identificaram comigo, gostaram do que escrevi, sentiram algo parecido com o que senti.

Por isso, espero que todas, façam as devidas referencias em seus blogs e posts. Caso contrário, gostaria de pedir que apagassem os meus textos.

Não me importo, de verdade, de compartilhar aquilo que escrevo. A prova é publicá-los em um blog, caso contrário escreveria num caderno e guardaria na gaveta.

O que me incomoda não são os meus textos colocados em outros locais. Isso é legal! É bom, é divulgação. Mas MINIMAMENTE coloque a referência. Foi eu quem escrevi, portanto o texto é meu. Entendam bem esta parte: meu.

Foi eu quem falei. Foi na minha mãe que pensei quando escrevi o texto do dia das mães.

O que queixo não é de meia dúzia de palavras iguais, mas sim de um caminhão de sentimentos MEUS colocados para outras pessoas em outras bocas.

Respeito é fundamental. Mesmo nessa internet - a dita terra de ninguém!

Read more...

Mais um ponto.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tinha duvidas sobre seu paradeiro. Dominava meus sonhos naquela madrugada. Eu dormia com o celular ao lado e seu despertador nunca me fez chegar atrasado. O celular tocou e pensei que era hora de levantar, procurava ansiosamente pelo botão de terminava aquele som. Foi quando meus olhos ainda com sono, leram- ou adivinharam- o nome dela. Atendi com uma mistura de raiva e curiosidade por ser acordado tal hora. Que horas eram?

Ouvi sua voz sussurrando do outro lado da linha. Eu já tive aquele mesmo sonho outras vezes. Um tormento! Mês seguido de mês. Sabia que tinha que por um ponto final nesta história. Eu nao iria aguentar mais.

Vir comigo? Eu preciso de você.... Pegar as nove. Clara. Sempre a Clara. Aquela que nunca se importa com a minha opinião. E ela sabia que eu estaria lá. E eu sabia que tinha estar lá.

MAs já faz quanto tempo? Meses? Anos? Ela confiava em mim e sabia que em breve decidiria vê-la. Não suportaria mais tanta angustia. Tormento mental!

Coitada de Clara, naquela manhã, eu que era sempre pontual, me atrasei.
Talvez perdido em pensamentos. Olhos fundos.Noite mal dormida. Buzina. Peguei minhas chaves, dei uma última e rápida olhada no espelho. O celular também. O sol estava forte e seu cabelo vermelho brilhava.

Doía meus olhos o seu olhar perdido. O brilho do sol sumia diante daqueles olhos claros de uma beleza triste. Surpresa. Sorriso forçado. Sumi. Forçado.

Dialogos com o silêncio. É logo ali. Tranquilidade que me lembra morte. Clara na frente. Eu observando a paisagem. Ansiedade. Ela parou e esbarramos. Não havia notado sua pausa. Ela segura a minha mão com firmeza como quem pede por socorro. E ela seguiu em frente. Um túmulo branco. Flores amarelas. Lágrimas! Muitas lágrimas!

Perdida em sua dor, me encontrei nos seus ombros. A mão no seu ombro. Na sepultura uma data: nascimento. Um amor nasceu e foi enterrado vivo.

A brincadeira nasceu com a Fernanda, Passou pela Aline, pelo Antonio, pela Dani , por mim e agora é a vez do Nasca continuar.

Read more...

Cap. I

sábado, 11 de julho de 2009

- É o momento da sua decisão, Lia.

Ela o olhava fixamente e entendia o que ele dizia. Ela já não fazia mais aquela cara de quem não sabia do que se tratava. Ela pensava. Olhava fixamente para ele, entendia, sem caras e pensava. Sabia que precisava tomar uma decisão.



Bom, comecemos do princípio. Quando conheci Lia ela era apenas uma criança. Tinha uns 8 anos. Não, ela tinha 7. Sete e pouco. Lembro do seu aniversário de oito anos. O primeiro aniversário de tantos que parabenizei Lia. Uma semana antes de fazer oito anos, Lia e eu já éramos um pouco próximas. Não por Lia, desde aquela época ela já tinha essa coisa de não se aproximar. Eu é quem já me sentia próxima, sem saber que a proximidade verdadeira se daria depois de um bom tempo. Entenda: depois de um bom e longo tempo.


Retomando... quando conheci Lia ela tinha sete anos e poucos meses. Eu tinha cinco. Cinco anos recém comemorados. Quando fiz cinco anos não ganhei tantos presentes. Não se davam tantos presentes como hoje. Quando fiz cinco anos ganhei um caderno. Um caderno de capa vermelha cor de sangue. Ele tinha as primeiras páginas usadas. Números. Passei um longo período acreditando que aqueles números não tinham significado, passei um longo período acreditando que era apenas alguma marcação errada que fizera o belo caderno vermelho ser descartado e transformado em presente para mim. Mais tarde, dez anos mais tarde, eu saberia o que significavam.


Tudo tem algum significado. Aprendi isso com o tempo. Existem muitas coisas importantes na vida, e duas delas são os significados e o tempo.


Então eu conheci Lia. Papai, mamãe, eu e o bebê paramos em frente a uma porta bem grande de madeira. Não sei nomes de madeira, mas sei que ela cheirava a madeira nova. Papai chamou por Shelmon. Achei aquele nome engraçado: Shelmon. Papai continuava a chamar. Então um barulho. Chinelos talvez, eu nunca soube. Tio Shelmon era tão alto e tão sorridente que não me lembrei de olhar para seus pés. Isso, tio Shelmon é o pai de Lia. E do Pedro também. Tio Shelmon abriu a porta sorrindo, abraçou papai e mamãe, mexeu com minhas bochechas, fez barulhos engraçados para o bebê e nos convidou para entrar. A casa do tio Shelmon e tia Judith tinha cheiro de biscoitos. Judith era esposa do tio Shelmon e era mãe da Lia e do Pedro. Ela não gostava que ninguém a chamasse de tia, mas não era rude. Dizia isso com graça, principalmente para as crianças. "Titia não, anjo doce. Isso me dá mais idade do que tenho" e nos lançava a mão algum doce. Isso é outra coisa que só entendi mais tarde: como Judith sempre tinha doces a mão?


A sala da casa do tio Shelmon era grande mas não se impressione, tudo é relativamente grande para uma criança de cinco anos. E Lia estava lá. Sentada bem no centro, sob um tapete indiano, brincando com a sua boneca. E ela tinha uma fita no cabelo. Lembro-me disso porque eu tinha uma fita igual. Acho que mamãe e Judith já tinham feito compras juntas antes que eu conhecesse Lia. Papai sentou-se a mesa com mamãe, tio Shelmon e Judith, que tinha pegado o bebê no colo assim que me deu um pirulito, por não tê-la chamado de tia. A princípio eu não a tinha chamado. Nem de tia, nem de nada, mas mesmo assim ela me alertou. Acho que não entendi muito bem naquele dia. Isso não é coisa que se entende assim, rápido, quando se tem cinco anos. Ganhei o pirulito: lucro!


Lia nem olhou para mim. Quero dizer, ela olhou com o cantinho do olho e eu retribui com um sorriso. Ela não respondeu, continuou brincando com sua boneca. Não liguei, fui lá sentar ao lado dela. Já disse, Lia não era de se aproximar, enquanto eu...Bom, sobre mim, vocês saberão bastante.


Sentei ao lado dela, sorri. Ela fez cara que não entendeu onde eu queria chegar. Lia era assim, fazia caras, falava pouco. Judith gritou da mesa para Lia. "Brinca com ela Lia, mostra sua boneca". O bebê acordou. Chorava. Urrava.

Incomodava, mas eu já estava acostumada. Lia não. Ela é a mais nova. Em casa, quem chorava e urrava era o Julinho, o bebê - Júlio, na verdade - Na casa do tio Shelmon quem chorava era Lia.


E enquanto ela olhava para o Julinho agarrei a boneca do colo de Lia. Então chorava Julinho e ela. Segurei forte a boneca, não soltava. Ela puxava pelas pernas e eu mantinha a firmeza de meus bracinhos de cinco anos na cabeça. Ela chorava. Julinho chorava. Judith pedia para Lia parar. Mamãe já estava com Julinho no colo. Eu segurava firme a cabeça. Certo: corpo para um lado, cabeça nas minhas mãos. Foi assim que conheci Lia. Ela me destestou.


Mais uma divisão: eu em um canto do sofá, Lia noutro.

Read more...

Importante

Os textos postados neste blog são de minha autoria. Aqueles que não são, faço referência aos autores e/ou locais onde encontrei. Faça o mesmo e respeite: se copiar, credite.

Os comentários são abertos e o conteúdo dos mesmos não necessariamente expressa a opinião da autora.

Para parcerias e contatos profissionais utilize o formulário do 'Fale comigo'.

Fale comigo

Envie um e-mail diretamente para mim.


Seu nome:

E-Mail:

Mensagem:


Você é sempre bem vindo aqui! Volte sempre que quiser!

  © Blogger template The Professional Template II by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP