"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Sob o negativo - Juntos (?)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

[Leia os capítulos anteriores I, II e III]


Mais de um mês depois de toda aquela discussão, Rodrigo tinha falado com ela uma porção de vezes. Eles tinham se resolvido, se diziam "estar bem".

Era nítido que Rodrigo ficava um pouco incomodado com tantas desculpas e compromissos que ela lhe falava, mas ele estava aprendendo a jogar o mesmo jogo. Como se tivesse aprendido as regras.

Para Rodrigo, ter aprendido as regras não significava gostar do jogo. Ele estava é muito cansado de todas essas partidas. Rodrigo já não sabia se o nome daquilo tudo era amor, e se não fosse, que mais poderia ser? Era amor sim! - Rodrigo gostava de repetir isso para si.
Ele sempre se pegava pensando nela, sorria para o nada, escrevia os mais belos poemas, as cartas mais recheadas de romantismo e sentia frios na barriga sempre que o telefone dava o primeiro sinal de toque.
E os olhos? Aqueles olhos o tiravam do sério. Os olhos que lhe diziam tudo sem precisar falar. O que foi que aquela mulher fez com ele? Ela conseguiu enxergar tudo aquilo que somente Rodrigo via em si mesmo. Será ela um espelho? - Ele pensava e ria de si mesmo.
Ela tinha seus defeitos. Que mal tem? Ele tinha os dele também. Eles fazem um casal perfeito. Rodrigo diz que é perfeito pois foi feito e feito novamente e feito sobre isso, ficando maravilhosamente feito.
Ela passou por poucas e boas. Rodrigo sabe que ela não tem levado uma vida muito fácil. A diferença entre eles é o que parece dar a liga do sentimento.
Ela faz dos acontecimentos, tempestades e Rodrigo faz das tempestades, acontecimentos.
Ela planeja tudo nos mínimos detalhes, ele vai no impulso e se entrega. Rodrigo aprendeu a pensar antes de agir, planejar e estabelecer objetivos. Ela aprendeu a dizer o que pensa, não guardar as dores e sorrir para a vida.
Se eles estão juntos?
Sim! Nos pensamentos estarão eternamente juntos. Fisicamente e socialmente, não. Ela continua fazendo dos acontecimentos, tempestades e ele falando coisas sem pensar.




13 pessoas quiseram falar também!:

Euzer Lopes 19 maio, 2008  

Pois é... Juntos em pensamentos, mas separados, quando as bocas se desejam, os olhares se necessitam.
Não estão juntos por que?
O que impede? Diferenças? Elas precisam existir, são seres humanos. São plurais, em sua singularidade.
Completam-se. Necessitam-se.

Vinícius Aguiar 20 maio, 2008  

É a pior sensação possível! Infelizmente (ou felizmente) a presença física ainda é extremamente relevante para a felicidade plena, na minha opinião!

Parabéns mais uma vez pelo texto, muito bom!!

Ana Laura 20 maio, 2008  

Não sei o quão biográfico o texto é, ou se não é, mas fiquei surpreendida com a sua facilidade com narrativas, muito bom!

Adorei.

Beeijo.

Nathália 20 maio, 2008  

Por favor, me diga que não acabou por aí!!
Preciso desses dois juntos e felizes! *convulsiona*
Hahaha. Sou apaixonada por finais felizes.

:*

Lorita 20 maio, 2008  

Conheço essa história e suas personagens!

Bjm amiga, saudades de tc com vc

MARIUS QUIRÓZ 20 maio, 2008  

Gostei e achei um texto muito fácil e bom de ler!

Sempre penso que pessoas não são peças que se encaixam. É quase um milagre 2 pessoas serem feitas "uma para a outra". Não creio.

A vida à dois tem sido: "amar", "negociar" e "adequar".

E é claro, ser feliz!

Bjo

Clecia 20 maio, 2008  

Oi, Mariana!Visitando alguns blogs acabei chegando até o seu. Gostei do seu cantinho. Achei o nome do blog bem criativo. Um abraço e boa quarta!

O Profeta 21 maio, 2008  

Solta nota de uma flauta
Um retrato preso à mão
Um tambor fora do compasso
Segue o bater de coração


Convido-te a partilhar as emoções
Deixadas pelos ponteiros de um relógio…


Boa semana


Mágico beijo

Igor Lessa 21 maio, 2008  

É difícil mudar as características a tempo de poderem ficar juntos, além de no pensamento, também, fisica e socialmente... Mas, ainda bem, que o pensamento é, também, uma forma muito válida de viver as coisas...

Muito bonito =]
Até!


Olhando Pra Grama - Crônicas de um ansioso

Susanna Martins 21 maio, 2008  

Fazer das tempestades acontecimentos, uma ótima sugestão!!

carla m. 22 maio, 2008  

Mariana, de nada pela citação, foi só por que eu queria há muito falar disso...

sobre teu texto, é tão real. infelizmente, as contingências chegam aos sentimentos também. São alienígenas, mas operam.

MARCIO CANDIANI 22 maio, 2008  

Joia seu blog... gostei do nome, da musica... de tudo....

Visite o http://saudementaldasgeraes.blogspot.com

Márcio Candiani

Ultra Violet 22 maio, 2008  

As diferenças é que fazem a diferença!

Bjs.

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