Depois do depois.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Eu não consigo te encarar, você percebeu? Não sei explicar, mas sempre quando você está eu me desconforto em te olhar quando você fala. Isso me intriga. Logo eu, que sempre te pedi para me olhar nos olhos, agora não consigo te encarar.
E também senti que nossos corpos se repelem. Nosso cumprimento fica distante, entre um acenar e, no máximo da nossa intimidade, um beijo no rosto. Sem abraços. Um beijinho na bochecha direita. Mal me lembro a última vez que nos abraçamos. E pensar que foi assim que tudo nasceu: eu correndo e você me abraçando. Pura inocência.
E a gente quase não fala. Nos envolvemos na conversa dos outros. O que é engraçado quando se trata da minha pessoa e da sua. Dois falantes.
Eu percebo que você nota quando minhas mãos se entrelaçam em outra. E eu reconheço que alguma coisa acontece comigo quando as suas mãos se entrelaçam em outras. E fico pensando: se houveram vezes em que fiz de propósito...quantas vezes você também não teria feito por pura provocação?
Qualquer dia eu te conto que ainda guardo aquele bilhete na carteira. Read more...
