"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Difícil entender

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Você sempre a observou. Ela observa tudo: você e mais um monte de coisas. Você não entende como ela pode lacrimejar quando vocês conversam sobre amores. Você abre as mãos e conta dedo a dedo e descobre que ela tem tudo que a maioria das pessoas que você conhece gostariam de ter.


Você sabe, e ela também, que sempre faltará alguma coisa. 'Como se fosse algo pelo que buscar' - é o que ela diz.


Mas honestamente você não entende porque os olhos dela ficam tão brilhantes quando vocês falam de amores. E mesmo que você saiba que isto é uma grande vontade dela, você acha exagero.


Primeiro porque amores sempre trazem dores-de-cabeça e depois porque dores-de-cabeça não seriam bem vindas neste momento para ela. Embora você saiba que não és quem decide o que é bom ou não para ela.


E fica nítida a sua confusão quando o que ela fala parece discrepante com o que o rosto dela diz. E quando você olha o jeito que ela sorri e brinca com os cabelos, você fica hipnotizado e acha difícil demais enxergar aquilo que ela vive chamando de vazio.


Quando ela grita e põe a mão na cintura, você se ocupa em passar longe e acha difícil demais identificar aquilo que ela sempre chama de insegurança.


É quase incompreensivel todas as teorias que ela constrói sobre si mesma. Porque o jeito despachado que ela tem, faz você pensar que a vida flui gostosamente, que problemas só existem na sua vida e que você é o único que não aprendeu a ser tão contente.


Sabe que, talvez flua mesmo. Talvez você tenha razão em dizer que não existe vazio algum ou certa insegurança. Talvez você esteja certo em chamar aquelas lágrimas de drama. Ou talvez não.


E quando você a vê fazendo perguntas inocentes, fica dificil de encontrar aquilo que o mundo diz ser malícia e orgulho. Convenhamos, o mundo diz coisas demais sobre as pessoas que você, e ela - e eu também - muitas vezes, não entendem.


Porque, se for verdade que são as pequenas atitudes que desenham a personalidade de um homem, a dela é uma obra abstrata. São detalhes demais. Ela sempre gostou de detalhes.


E quando você sente o acariciar daquelas mãos ou a doçura de caber perfeitamente em seu abraço, fica terrívelmente dificil entender aquilo que ela disse um dia sobre sua dificuldade em se relacionar. Então você pensa: muitas pessoas no mundo podem ter dificuldades em se relacionar, menos ela.


Desse jeito, quando ela ameaça chorar nos seus ombros, ou quando ela lhe pede com os olhos e com os gestos o seu acolhimento, você simplesmente não faz. E não faz, não porque você não queira se aproximar ou lhe oferecer colo, mas porque talvez, você ainda não entenda o porque ela precise tanto disso.


E a sua falta de entendimento é aquilo que mais alimenta tudo o que a tira o sono, que a enche os olhos d'agua, que aumenta o vazio e a insegurança. A sua falta de entendimento é tudo que ela mais se queixa nas entrelinhas.

16 pessoas quiseram falar também!:

Dri~ 06 abril, 2009  

e Insegurança, medo, lagrimas... tudo isso faz parte de um unico sentimento...



Otimo texto moça
Grande Beijo!

Afobório. 06 abril, 2009  

bah, me desculpe adentrar assim, chutando a porta, mas não resiti, hehe.

achei muito tocante o seu texto, tem tanta sensibilidade nele que dá pra gente tocar nela.

muito bom.

sorte e luz.

MAhkau 06 abril, 2009  

Sem palavras!!

Kika® 06 abril, 2009  

wow...

so deep... Gostei mto moça. Eu volto pra ler os outros.. ;)

alex e! 06 abril, 2009  

...o assunto desse teu post é dos mais intrigantes: relacionamentos humanos por vezes tomam trajetos tão inacreditáveis como os da montanha-russa mais moderna. Por mais racionais que sejamos (ou por mais que assim o tentemos ser), há sempre momentos de ranhuras, de rusgas, que nos fazem perceber que as coisas nunca são tão simples (e que na teoria, nossa, principalmente, as coisas funcionam muito melhor). Lidar com o outro exige atenção, vontade e, sobretudo, respeito mútuo, pois é o que nos faz ter empatia, é o que nos faz pensar na posição do outro, pôr-se sob seu ponto de vista. Claro que sempre haverá lágrimas e desentendimentos (ou "mal-entendimentos"...), no entanto, havendo esse mínimo, o respeito, tudo certamente se torna mais claro e equilibrado...

bju pra ti...

do alex

Su 06 abril, 2009  

Obras abstratas sempre possuem detalhes, muitos detalhes. E são essas pinturas que talvez a deixe tão fascinada. Um envolvimento tanto dele quanto dela.
Seres humanos em seus relacionamentos, são complexos sempre falam pelas entrelinhas e pintam telas abstratas, cheias de curvas e formas, mas só enxergam o que realmente quer!
Ombros, abraços e sorrisos... só quem vive entende!!

Beijos, FLor!!!
Sauudade de tuu!!

Tatá R. da S. 06 abril, 2009  

Mariiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!

Amayyyyyyyyy!!!!!!!!!!! TT_TT

Traduziu toda uma relação... >.<'

Pelo menos não sou a única que passou ou passa por isso né? ^^'

Os últimos 3 trechos então me desmontou...

Lindíssimo, Mari, parabéns.
Beijos. =*

Su 07 abril, 2009  

muito bom seu blog, gostei muito...
e nem me fale em dor de cabeça causada por sentimentos...

bjosss!!!

Sandra Paula 07 abril, 2009  

nossa...e como o meu "ela" anda perdida...rs
parabéns...

@line-;-- 07 abril, 2009  

Fato: essa moça aí é virginiana! rs...
Outr fato: esse moço aí sabe que ela é mta areia pro caminhãozinho dele, por isso tanta insegurança! :P

bjnhos lindeza que escreve lindamente.

Vinícius Aguiar 07 abril, 2009  

Adoro sua forma de usar a terceira pessoa, com clara intenção (ás vezes)de usar a primeira! Muito bom!

Apareça,vc ta sumida!
beijos!

07 abril, 2009  

Todo mundo vê aquilo que a gente não quer mostrar e todo mundo não vê aquilo que está na nossa cara...pra todo mundo vê!

tem algo errado ai

manzas 08 abril, 2009  

Num traço de avião, desvendo o teu rosto,
Rosto de nuvem em céu azul, luz do infinito…
Infinito desfasamento de Poalhas em fundo fosco,
Fosco cálice vazio que cala a voz de um grito!

Grito queimado nas cinzas de um cinzeiro,
Cinzeiro apagado de um quarto de hotel perdido…
Perdido por um ardente amor, enamorado por inteiro!
Inteiro o calor de um corço que arde consumido.

Que nesta Páscoa receba muitas bênçãos,
Que esta passagem lhe traga
Muito amor, saúde, paz e esperança…
Por ser uma pessoa especial,
Lhe desejo…

Uma FELIZ PÁSCOA!
Bem-haja!

O eterno abraço…

-MANZAS-

Pequena; 09 abril, 2009  

Mari, você escreveu a minha história, nossa, estou sem palavras, tocou aqui, de verdade. Meus olhinhos estão cheios d'água, me vi pintada no seu texto. Um turbilhão de recordaçãos me surgiram agora. Oi, eu não sei como explicar o que me aconteceu.

Queria ter escrito esse texto.

Te beijo.

João Guilherme 09 abril, 2009  

mewww...vc é demais!!!

hehehe..
nem preciso falar mais nada! =D

Clecia 10 abril, 2009  

Oi, Mariana! Quanto tempo!Tudo bem? Passando para matar a saudade e também para desejar uma Feliz Páscoa! Bjos!

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