"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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É uma cilada?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O quanto você tem evitado se envolver? Não me venha com desculpinhas sobre sofrer e chorar, amor e dor. Blá, blá, blá fajuto! Pensemos: existe alguém como você no mundo? Não, né! Então, porque pensar que todos os outros são iguais? 


Porque sempre tudo acaba igual? Você chorando pelos cantos, frustrado, abandonado e carente? Bate aquela sensação de que você fez tudo e mais um pouco pelo outro e o outro nem se importou quando foi embora... 

É eu sei. Eu juro que sei... E sabe do que mais? Também tenho minhas evitações. Todos temos, acredito eu. Então eu fico reticente, com todos os pés atrás que posso ter. Daí, de repente - ou não tão de repente assim - confrontando todas as minhas generalizações, meus amigos compartilham inúmeros casos de evitação comigo...

Acesso meu reservatório de 'conselhinhos-entre-amigos' e, entre um coçar de costas e um abraço afagado no final, eu questiono os motivos de cada um por se manterem distantes ou receosos com novas relações. "E se der tudo errado...", "E se acontecer tudo igual de novo..." 

E se... e se... E se a gente começasse a pensar que, de repente, somos nós mesmos quem repetimos os nossos comportamentos... 

Será que todos os homens são iguais? Será que todas as mulheres agem de forma semelhante? Ou será que é cada um de nós que nos mantemos os mesmos, agindo de maneira equivalente e, infelizmente, depositando no outro expectativas muito pessoais? 

Sabe, as vezes vale a pena se questionar: "Se tudo que eu sempre quis, nunca ninguém conseguiu me dar...talvez isso precise vir de mim mesmo!"

As vezes ficamos presos demais em conceitos sobre os outros. Separamos as pessoas por rótulos.... E facilmente se escuta a expressão: "é tudo farinha do mesmo saco". Então apontamos para o outro algo que, definitivamente, creio muito que seja apenas nosso.

E se eu continuo evitando? Talvez sim....muito provavelmente que sim! Afinal, é tudo fruto de uma experiência de vida, história de reforçamento e coisa-e-tal. Só que, de agora em diante, escolho fazer diferente. E tentarei ficar com um pé a frente e outro atrás. De qualquer forma, é nessa posição que tomamos mais impulso para correr de uma cilada! 



11 pessoas quiseram falar também!:

Maldito 05 abril, 2010  

cilada,.. não é atoa que essa palavra é feminina!

João Guilherme 05 abril, 2010  

nossa..
sensacional!!!

acho q algumas vezes tentei te falar isso..
é bom mudar e abrir os olhos para novos horizontes!

bjoooooooos!

(aí sim, fomos surpreendidos novamente..rs)

:) 05 abril, 2010  

Ainda bem que existem os amigos, os conselhos, as semelhanças, os iguais e os diferentes ne?

Que venha a próxima cilada ou não!

Bjssssss

Kamilla Barcelos 05 abril, 2010  

Tanto tempo que eu não venho aqui! Já estava com saudade.
Muito bom o seu texto. É bom ouvir a opinião dos outros, para chegarmos no consenso de como agir ou não. O olhar de quem está de fora, pode estar mais centrado.

M.F. 05 abril, 2010  

Poxa... Esse post foi um tapa na minha cara, rs. Mas foi um ótimo tapa, admito. Sinceramente, tenho evitado há taaaanto tempo que nem sei mais o que é sentir qualquer coisa. Mas adorei o que você disse logo no início do post. Se não existe ninguém igual a mim, pq todos os outros seriam iguais? Realmente, faz todo o sentido... É porque acho que tá todo mundo meio acostumado a jogar as culpas pras costas dos outros, né? :( é mais fácil, mais cômodo. Péssimo...
Enfim... :*

Dama de Cinzas 06 abril, 2010  

São as necessidades de rótulos, as pessoas não vivem sem "prateleiras"! Nessa parte aqui ficam as pessoas que pensam tal coisa, nessa outra aqui as que tem tal característica física e no final estamos todos ali generalizados... Cabe sempre a nós fazer a diferença, o que não é nada fácil... rs

Beijocas

Nathália E. 06 abril, 2010  

A maior parte das coisas precisa partir de nós mesmos. Esperar por atitudes alheias quase sempre termina em frustração.

Juliana Gulka 07 abril, 2010  

Acho que deveriamos sim encarar cada pessoa, cada cilada (ou não) de forma diferente. Experimentar novas sensações, novas atitudes, e assim não esperar sempre o mesmo retorno de todo mundo. Esperar sim cada vez um retorno diferente, uma vida diferente. Talvez fossemos mais felizes e menos frustrados se encarassemos dessa forma.
:*

Amanda Guerra 07 abril, 2010  

uhn... duas coisas: primeiro, acredito fielmente que se a gente não se dá achance de quebrar a cara, também não se dá a chance de ser feliz por completo. vc precisa apostar no risco...e ver no que dá. isso claro, no meu ponto de vista...

e outra coisa é que o que você escreveu me remeteu a uma coisa que minha mae sempre dizia quando eu era uma piazinha... a gente só consegue ver nos outros os defeitos que temos na gente, mesmo que estes estejam controlados...

lembrei disso agora...

Enfim...
Beijos,moça!

Maria 07 abril, 2010  

Oi moça.

Muito obrigada pela doce visita. E por ficar lá pertinho. ^^

Bem, achei interessantíssimo o texto. Acho que somos completamente responsáveis por nossas decepções, lê-se, expectativas. Um dia a gente aprende...

Volte, sim?
Meu beijo

*Natália* 08 abril, 2010  

Marii !!
Ficou lindo o novo lay !
Adorei, sério !

E nossa... quer ser minha psicologa particular ??

adooreii =)

beiijos.

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