"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Nada viva, não tão morta.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


Eu achei que nunca ia passar. Juro! Pensei que aquele aperto, dor e instabilidade jamais iria cessar. Então eu morreria poéticamente de amores. Não morri. Foi minha poesia quem parece ter morrido.


Quando as luzes do salão se acenderam, o Carnaval terminou. Minha fantasia estava gasta e meus olhos profundos e negros denunciavam que eu havia perdido muitas energias. Eu achei que naquele dia eu morreria. Morreria por terem acendido a luz, por ter perdido a minha fantasia. Eu tinha aquela certeza chata que minha lágrimas até poderiam não mais escorrer, porém cristalizariam e afiadas me fariam sangrar até os últimos dias da minha vida. Neste dia atestei meu óbito. E minha poesia adoeceu na quarta de cinzas.


Doente e sem bons prognósticos. Minha poesia, meu combustível - a falta dele -me levaria a falência. Não morri como pensei, já disse. Perdi a confiança no amor. Desacredito enquanto espero. Assim como minha poesia respira com ajuda de aparelhos. Nada viva, não tão morta.

5 pessoas quiseram falar também!:

Vinícius Aguiar 25 novembro, 2009  

Tudo que é verdadeirom e bonito não morrerá jamais, e assim são suas palavras! Elas adormecem por um estado de espírito, mas estarão sempre vivas, escondidas em algum recanto do seu coração!

Beijos Mari!

Pâmela Marques 25 novembro, 2009  

A poesia nunca morre em nós. O máximo que acontece é ela ficar tímida. Sofrendo calada.

sumartins 25 novembro, 2009  

A poesia está apenas adormecida, mas morta? Jamais! Ela descansa, está se recompondo da dor dos dias que passou acordada com a agitação do carnaval. Tempo de hibernação! Breve ela desperta e escorre seus versos pelo salão!!
Beijos, flor!
Êee saudade danada!!

C.L. 26 novembro, 2009  

Morta?Não...digamos que está em coma, inerte, alheia até. Mas passa, acredite. E ela volta, renasce e continua linda!
E o amor?Volta também. A gente volta a acreditar no momento exato em que se depara com ele.
Palavras de quem já passou exatamente por isso.

E eu?Estou de volta!Finally!

Beijos e saudades!

Aparece, querida.

Tatá R. da S. 26 novembro, 2009  

Eu conheço esse coma. Mas um dia você volta mesmo que realmente nunca tenha ido.
Se não é possível mais amar ao outro, ame e se apaixone por si mesma.
Muito bonito o texto apesar de dramático.
Melhoras, moça!
=*

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