"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Aqui tudo fica bonito

quarta-feira, 1 de outubro de 2008


Ela chorava contidamente....


Sabia que precisava deixar aquelas lágrimas rolarem. Não importa o quanto ela já estivesse acostumada em perder, perder não é uma coisa fácil.


Então a mais valente se desmonta, a mais humorada perde o tom. Thereza se lança para dentro de si mesma, reavaliando seus últimos relacionamentos interpessoais. Sempre foi de muitos amigos, mas de tempos para cá ela cultivou mais inimizades do que amizades.


Não sabia o que tinha feito para isso acontecer. Se o que fez era certo ou errado. "Antes só do que mal acompanhada.." - ela repetia para si mesma em seus pensamentos.


O tempo está passando e o cerco vai se fechando. Não se precisa mais dos pares, ou melhor, dizem que não se precisa mais dos pares. Thereza sabe que ainda precisa, seu lado infantil tem sede de contato.


E todo esse movimento de ser diferente se corta quando o orgulho chega à tona. Thereza se recolhe em seu refugio mental, se nega a discutir relações e se afoga cada vez mais em livros, trabalhos, poemas e sentimentos.


Thereza não é menos e nem mais que ninguém nesse mundo. Em palavras, Thereza pode ser exatamente o que ela é, e isso fica bonito. Fica bonito a rima e fica bonito a marca da lágrima no papel. Fica bonito dizer que dói, que arde, que machuca e que ao fim supera. Nas palavras tudo fica mais bonito.


...Ela chorava contidamente. Tinha perdido mais uma vez

15 pessoas quiseram falar também!:

tiagovirgo 01 outubro, 2008  

oie mariana esse textonao ficou 10. ele ficou 1.000! muito legal gostei bjus de seu novo amigo thiago!!!!!!!!!

Michelinha 02 outubro, 2008  

ei marii.. tem um poko de projeção ae? =P

ps.. mtooo obrigada pela cara nova do meu bloguinhu!
=D

bejaooo

Filipe Garcia 02 outubro, 2008  

Realmente, as palavras transformam qualquer dor em poesia.

Acho interessante a forma como você usa suas personagens para falar de problemas tão nossos. Coisa de psicóloga, rs.

Beijo.

Confraria do Grito 02 outubro, 2008  

Belo texto...

Belo texto mesmo.

Acho que livros, trabalho e poemas serão os refúgios eternos de todos os seres. São nesses lugares que costumo me esconder, apesar de saber que é preciso encarar a verdade de frente. Mas só de vez em quando.

Audrofonso Araújo III

Salve Jorge 02 outubro, 2008  

Capaz dela ver
Que perder,
Thereza
É sempre ponto de vista
E pode haver
Beleza
Caso invista
Em outro ponto
Outro conto
Outra certeza...

Confraria do Grito 02 outubro, 2008  

Selo comemorativo pra vc lá no blog.

Bjo

Flavia Melissa 02 outubro, 2008  

caramba, maricotinha.
lágrimas surgiram aqui, viu?

e quem é que não tem uma thereza dentro de si? eu tenho, pelo menos duas, tereza com Z e teresa com S: uma chora a perda, a outra comemora o ganho.

ps nada é absoluto; sempre que se perde algo se ganha algo, mesmo que não percebamos...

beijos & queijos :)

Flavia Melissa 02 outubro, 2008  

ah, e seu blog tá tão bonitinho!
eu quero reformar o meu, me ajuda?

beijos :)

Pedro Favaro 02 outubro, 2008  

Perder faz parte. Quem não sabe perder dificilmente ganha.

Su 02 outubro, 2008  

Victória está precisando se encontrar e chorar um pouco... Hoje Victória está parecida deeeemais com a Thereza!!!!

Beeijos, Flor!!
Tô com saudade de vc!!
Tá tudo bem?

Éverton Vidal 02 outubro, 2008  

Hi... sou/fui meio Thereza também. Belo texto!

Vinícius Aguiar 02 outubro, 2008  
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Narradora 02 outubro, 2008  

Perder é sempre difícil... Ainda bem que não é a regra.
Bjs

Mary West 04 outubro, 2008  

Eu naum gosto muito de chorar, mas as vezes um arrumo um cantinho escuro e escondido p/ fazer isso.

poetriz 04 outubro, 2008  

É... nas palavras tudo fica bonito.

Lindo texto.
Me vi nele...

Bjs!

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