"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Dialéticamente, Thereza.

sexta-feira, 13 de junho de 2008


Enquanto a água quente do chuveiro caía sobre os ombros de Thereza ela ia pensando nas coisas rotineiras. Nas brigas que tivera dias atrás, nas desculpas, nas reconciliações...


Dizia mentalmente para si mesma: "Quem é você, Thereza? Que tipo de mulher você se tornou aceitando tanto as coisas? O que você está esperando da vida? Você nunca foi de esperar, Thereza... Nunca foi..."


Thereza pensava e continuava deixar a água quente cair. "Ah.. só mais um minutinho.. deixa o aquecimento global para lá..." - disse Thereza num tom sarcástico quanto a essa nova moda de proteger a natureza.


Os pensamentos de Thereza são randômicos, quase que não tem ligação um com o outro. Quase! Ou talvez apenas aparentemente não têm.


Então ela fechou o chuveiro. Levou um pequeno choque na ponta dos dedos e saiu. O vapor tomava conta e no espelho ela desenhou seu nome com o dedo indicador. "The....re...za!" - ela disse, rindo e imitando uma menina de primário.


Thereza gostava muito de imitações. Ela vivia fazendo vozes e caras e bocas e gestos e...


Acabou secando-se, vestindo-se e o vapor já não cobria todo o espelho. Penteou-se e saiu. Voltou para a rotina.


E no meio do dia ela perguntou para si: "Thereza... mas que raio de mulher é você, hein?"

28 pessoas quiseram falar também!:

Lila Rose 13 junho, 2008  

Tem dia que a gente tem certeza que outro ser habita nosso corpo, não é mesmo???

Tenho medo. Geralmente são nesses dias que fazemos mais besteiras...rsrs

Bisous.

Ultra Violet 13 junho, 2008  

Quando estou no chuveiro surgem tantas idéias, por isso, em nome da minha inspiração, não sou ecologicamente correta!

Essa pergunta aí, só própria poderá responder.

Bjs.

Dama de Cinzas 14 junho, 2008  

Tb me pergunto isso: Que diabo de pessoa eu sou? rs


Beijos

Three Love's 14 junho, 2008  

gostei,
singelo,
ta ai uma pergunta que não é só a Threreza que se faz?

b.e.i.j.o.s.

' uma dose de vodka 14 junho, 2008  

minha inspiração vem qnd eu to tomando banho, deve ser pq é o único momento que eu to realmente sozinha rs
bJos

Susanna Martins 14 junho, 2008  

Tenho a impressão que a Thereza dos seus textos sou eu!
Abraços minha amiga!
Beijoos

Clecia 14 junho, 2008  

É por isso que dizem ser difícil entender as mulheres, pois nem nós mesmas nos entendemos! Bjos e um ótimo fim de semana!

Vinícius Aguiar 14 junho, 2008  

Espero que os momentos de reflexão de Thereza embaixo do chuveiro não venham a ir pelo ralo, assim como a água quente que caiu sobre o corpo dela, pois esta é uma pergunta que há sempre de ser feita... quem somos nós? espero que Thereza encontre a resposta!

Beijos Mari!

Aline 14 junho, 2008  

Oie!
Tem coisinha pra vc no meu blog! :)

Bjm

Anônimo,  14 junho, 2008  

só vamos nos encontrando conforme vivemos, não podemos deixar que oportunidades de crescimento vá pelo ralo como disse vinicius.Por toda vida vamos nos fazer essa pergunta... sempre estamos adquirindo e vivendo novas oportunidades... o resultado será nossa resposta.
beijos
Ruivinha

Narradora 14 junho, 2008  

Pensamentos randômicos... vá lá, entendo a Thereza. :)
Bjs

Dani 15 junho, 2008  

Essas questões são complicadas...pergunto isso a mim mesma de vez em quando.
Por isso no perfil do meu blog eu escrevi: quando eu me entender eu aviso, rs
Bj

Euzer Lopes 15 junho, 2008  

Este choque que Thereza tomou pareceu uma metáfora do choque que tomamos quando perguntamos demais e não encontramos as respostas.
Mania de querer saber de nós mesmos o que não temos respostas e, pior, mania de fazermos as perguntas erradas nas horas mais impróprias.

*Raíssa 15 junho, 2008  

Às vezes me faço a mesma pergunta. Acho que ninguém sabe realmente quem é, qual a sua real capacidade.
Chuveiro e água quente são a combinação perfeita pra pensar e refletir. Já tive várias idéias durante o banho haha

De uns tempos pra cá, tenho pensado em fazer Psicologia depois que terminar Publicidade. Acho que tenho certa inclinação pra Psicologia, consigo perceber e entender coisas que poucos conseguem e adoro analisar pessoas.

E acho, sinceramente, que muita gente se identificou com o meu post sobre o dia dos namorados, só não se manifestou nos comentários por algum motivo. Só sei que eu precisava "cuspir" aquilo tudo que estava intalado há anos na minha garganta. Que bom que você gostou :)

Beijos

Mandy 16 junho, 2008  

Muito bom seu texto!

Às vezes tbm me pergunto quem sou eu...

Acho q cobramos d+ de nós mesmos, procuramos muitas respostas, e nem sempre isso é bom. Vc é estudante de psicologia né... q legal, é algo q me agrada muito! Bom espero q não tenha problema add seu bloga na minha lista!

Bjuxxxxxx

Nathália 16 junho, 2008  

Acho que tem sempre aqueles momentos em que a gente se pergunta essas coisas...

Beijo, frô!

Pedro Favaro 17 junho, 2008  

Será que algum dia thereza vai ter uma resposta?

Luifel 17 junho, 2008  

Moça,

Na verdade todo mundo vive numa torre de babel, e provavelmente nem a Thereza e nem a gte sabe bem quem somos.

Bjs.

Andréia 18 junho, 2008  

acho que eu preciso de um terapeuta tbm..hahahaha

eu ja tive umas sensações meio assim. sem saber quem eu era, se eu realmente gostava de tal coisa ou se era por impulso da maioria...

acho q somos todos assim..

beijossss

Pavón 18 junho, 2008  

Thereza é uma mulher como qualquer outra, ou um ser humano como qualquer outro, capaz de demonstrar sem um milhao dentro de um só, sem perder a pose...rsss

Beijos!

Elvira 18 junho, 2008  

Veja! Passei mesmo, gostei mesmo, depois da tatuagem vou fazer um pra mim!
Beijos,
Elvira

NANDO DAMÁZIO 19 junho, 2008  

Ah, Thereza, quem dera se eu tivesse a resposta, rs ..

E, Mariana, tô levando seu 'banim' pra lá .. Abração !!

NANDO DAMÁZIO 19 junho, 2008  

Aff, consegui inserir o banner não, mas mesmo assim, tá linkada !! ;p

Lalinha 19 junho, 2008  

Sabe o que mais me marcou?

Voltou para a rotina.

É tão incrível essa nossa capacidade de sermos alienados que, enfrentamentos como esse de Thereza são raros e passageiros. Mesmo depois de nos revoltarmos muito com o que nos tornamos, somos obrigados a esquecer e voltar a rotina, fato.


Muito lindo!

Beeijo!

Flá Costa * 19 junho, 2008  

"quantas vezes não me senti assim, só que trocando o Thereza por Flávia?"

Lindo Post!
amei.

volto cedo!

beijoca

.a negra. 20 junho, 2008  

E quem já não foi Thereza uma vez na vida...ou melhor é sempre Thereza uma vez por semana!


Pq eu sou!


Beiju

Louise 20 junho, 2008  

Muito prazer, Thereza!

Eu nos meus dias...

B e i j o.

Priscila Rocha 27 junho, 2008  

Ótimo post...
Mas melhor seria se proteger o meio ambiente não fosse moda....

Bjos Priscila!

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