"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Sob o negativo - a blusa vermelha.

terça-feira, 27 de maio de 2008

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Rodrigo não estava acreditando! Ela estava vindo em direção dele com aquela blusa...

A blusa vermelha. Ela sabia como provocá-lo, não se pode excluir o fato de que ela é muito sedutora. E aquela blusa vermelha era, simplesmente, 'a' blusa. A blusa do primeiro dia. Vermelha paixão. Usando uma blusa daquela ela só podia estar querendo isto mesmo. E queria.

A primeira vez que se encontraram, Rodrigo tinha jeitão moleque. Não que ele tenha mudado tanto de lá para cá, mas o ar descompromissado era característico e faltamente a encantou.

Encantamento. Quase um conto-de-fadas, pode-se dizer. Ela perguntava "sobre o que vamos falar?" e Rodrigo respondia "sobre o que quiser, eu falo de tudo...".

Ela diz que foi essa colocação que lhe tocou a alma. Como se os céus lhe avisassem que ele, Rodrigo, era o homem que ela tanto procurava. Rodrigo, ainda muito brincalhão e um pouco sem jeito, envergonhava-se com os olhares e suspiros acompanhados de "você é muito lindo, sim...".

Rodrigo precisou ir. Ela pediu que ele ficasse mais um pouco, pois já tinham adentrado a madrugada num papo que nunca poderia ter se encerrado.

Neste primeiro dia, ela com a blusa vermelha mais bonita que ele já vira, sentiram que estavam diante de pessoas especiais em suas vidas. Se iriam se ver novamente, era, certamente, uma grande dúvida. Se encontraram por acaso!! Tanta gente andava por lá, tantos tentando tomar a atenção deles para si.

Bom que seus olhares se cruzaram. Então eles trocaram contatos. Rodrigo disse que nos próximos dois dias não poderia falar com ela. Tinha um compromisso. Uma festa.

Se despediram e prometeram para si que voltariam a se encontrar. E, de fato, se encontraram. Ela perguntou sobre a festa e Rodrigo disse que havia conhecido alguém, mas estava cabisbaixo pois não trocaram telefones. Ela sentiu uma ponta de ciúmes daquele que ela pouco conhecia. Não se deixou abater e logo disse: "se é por falta de passar o telefone para alguém, passe para mim..."

Eles riram e ele passou.

Agora, ela continua se aproximando. Com o andar mais belo que Rodrigo já tinha observado, com a blusa mais recheada de significados que ele conhecera, ela vinha acompanhada pelos raios de sol e o cheiro do outono. O outono cheirava bem para Rodrigo. Cheirava a ela. Os dias de festa aconteceram no início do outono.


Rodrigo sorria para ela. Ela sorria para ele. "Ela voltou..." - pensava Rodrigo entusiasmado e suspirando.

Então, ela chegou mais perto dele, deu uma voltinha, exibindo sua beleza, e perguntou: "Gostou?"

Ele somente a abraçou e disse: "Senti tanto a sua falta..."
É claro que Rodrigo havia gostado. Aquela blusa tinham significado para ele os melhores momentos de sua vida. Usá-la naquele dia, aproximar-se dele com toda classe que ela tinha, era sinônimo de boas novas. De antigas boas novas.


11 pessoas quiseram falar também!:

Dama de Cinzas 28 maio, 2008  

É impressionante como objetos podem ser tão dispensáveis e às vezes ter um significado imenso! Gostei do post!

Beijos

Ciça. 28 maio, 2008  

Engraçado como uma simples blusa pode fazer toda a diferença.


:*

Arnaldo Reis Trindade 28 maio, 2008  

Parabens pelo texto, pelo blog, realmente a blusa faz toda a diferença e é capaz além de fazê-lo relembrar algo que passou também pode ser algo para que sua imaginação transforme em algo que ainda está por vir.

Abraços.

Susanna Martins 28 maio, 2008  

REalmente qndo impressionamos no primeiro encontro, fica difícil resistir os outros dias!
Beijoos

(desculpe a minha ausência, mas esses dias estou meio sem tempo)

Nathália 28 maio, 2008  

O poder que simples acessórios possuem é impressionante!
Mais impressionante ainda quando bem usados. Hehe

Beijo!

Vinícius Aguiar 29 maio, 2008  

É impressionante como os maiores significados sempre estão nos menores detalhes... uma blusa, um perfume, uma palavra, um olhar... são essas pequenas coisas que passam a ter uma grande significância como preliminares de um lindo sentimento que certamente está por vir!!

Beijos!

.a negra. 29 maio, 2008  

E qm diria que um detalhe faria TODA-A-DIFERENÇA.

Espero um dia marcar desse jeito.
=)
Beiju flôr

janao 29 maio, 2008  

o que seria do todo se não houvessem os detalhes?

bjO

p.s: tô sumida pq to sem PC mas sempre que posso dou uma passadinha por aqui! ;)

*Raíssa 29 maio, 2008  

Vermelho é uma cor que marca muito, ainda mais se estiver em um belo acessório numa bela moça.
Os detalhes, para mim, sempre fazem a diferença. Eu, como boa detalhista que sou, reparo mais nos detalhes que no conjunto propriamente dito, detalhes que apenas uma pequena parcela da população já pensou em reparar.
Gostei de texto!
Beijos

Euzer Lopes 29 maio, 2008  

Hummmmm, por que eu acho que teve um certo ar biográfico neste post?

João Guilherme 31 maio, 2008  

mary...
uauu..

adoreiii..
vai ter continuação??

mto legal..

bjos

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