"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Sob o negativo - Tantas mortes.

domingo, 14 de setembro de 2008

[Leia os capítulos anteriores clicando aqui]

Rompendo o silêncio (ensurdecedor) que tomava conta do lugar, a notícia: "...as mortes da última noite. Muito sangue e muito choro..."

O culpado? Ele! Rodrigo era o culpado. Ele matou. Sem piedade, sem escrúpulos. Ele já tivera piedade e escrúpulos demais com ela.

Rodrigo seria julgado. Com toda certeza, ele seria julgado. Ninguém pode sair por aí matando assim impunemente. E ao pé da sua cama, local onde fatalmente iriam procurá-lo, ele deixou uma carta dobrada em três. A carta, manchada de lágrimas e sangue, era a prova que faltava para Rodrigo ser condenado.

Nela ele dizia:

"Sim, sou o responsável pelas mortes. Eu não negaria isso. Sou responsável mas não sou culpado. Talvez eu nunca devesse ter cedido aos seus apelos. Infelizmente um dia eu cedi e cavei o meu próprio túmulo.

Hoje morre um amor. Morre o sentimento mais puro que tive por alguém. O amor morre e como se diz por ai, do pó veio, ao pó voltará. Hoje morreu um homem. Um homem apaixonado, envolvido, fiel, sincero e inocente. Morre o homem que você disse, tantas vezes, amar.

Hoje morre também uma mulher. Talvez a mulher que eu mais amei nessa vida. Morre a mulher que povoou os meus sonhos, que fez brilhar os meus olhos. Hoje eu matei tudo que um dia foi nosso.

E no mesmo dia de tantas mortes, fiz questão de fazer nascer um novo homem. Uma pessoa que você não conhece, que você nunca viu, que nunca te conheceu, que nunca te viu. Um homem sem amarras, livre e disponível para o mundo. Hoje - guarde bem essa data - morre o seu homem e nasce o homem que será de qualquer outra.


Infelizmente você não poderá comparecer ao velório de tantas mortes, pois enterrei tudo antes que o mau-cheiro tomasse conta do lugar.


E na lápide, que identificará o que está sete palmos abaixo do chão, eu escrevi: "foi eterno, sincero e verdadeiro enquanto durou."


A sentença? Absolvido! O culpado agiu em legítima defesa.





19 pessoas quiseram falar também!:

Geminiana Doce 14 setembro, 2008  

O que falar??
Só vc mesmo para trasnformar uma despedida em poesia...
O texto ficou lindo e inteligente...No mais é bola pra frente porque para frente é que se anda!!
Todo mundo merece ser completamente feliz!!!
Bjos e luz sempre

carla m. 14 setembro, 2008  

Mari, passa lá no Dos Crimes que tem coisinhas pra ti.

e inspiração não falta, se perde. e depois se acha!!!

flor, espero que esteja bem, viu?!

beijo

Vinícius Aguiar 15 setembro, 2008  

Esse é o pior tipo de assassinato que se pode cometer, no entanto, o mais inocente deles... é uma morte em mão dupla, que causa dor até mesmo para o assassino... deve, de fato, ser absolvido... não há culpados!
grande texto, parabéns!

Flavia Melissa 15 setembro, 2008  

ai, quem me dera morrer de amor...

e eu quero ser um link!
hahahahaha

Nataliinha 15 setembro, 2008  

E no mesmo dia de tantas mortes, fiz questão de fazer nascer um novo homem. Uma pessoa que você não conhece, que você nunca viu, que nunca te conheceu, que nunca te viu. Um homem sem amarras, livre e disponível para o mundo. Hoje - guarde bem essa data - morre o seu homem e nasce o homem que será de qualquer outra.


Adoreii essa parte .
É maraa !
Beiijoos .

E, sobre o post abaixo, eu tava no seus favoriitos . =D
Vc pediu pra avisar neh ?

Beiijoos =*

r_ogeri_o 15 setembro, 2008  

"A sentença? Absolvido! O culpado agiu em legítima defesa."
delicioso:)

Muriel Pando Pereira 16 setembro, 2008  

Lindo, e um final inesperado.
Beijo!

Confraria do Grito 16 setembro, 2008  

Cada linha foi escrita com uma paixão avassaladora.

Só o amor pra escrever histórias assim.

Parabéns

Audrofonso Araújo III

Ariana 16 setembro, 2008  

Texto simplesmente perfeitoo!

Beijão

Flavinha 17 setembro, 2008  

Bela Mari-quase-psicóloga: essa é uma das mais inteligentes reflexões que já li sobre amor e relacionamento. É mesmo assim - estamos sempre matando e morrendo, mas a vida é cíclica, coração é cíclico... estamos sempre matando, morrendo e, por isso mesmo, nascendo.

Parabéns pelo texto.

Beijão :)

Pedro Favaro 17 setembro, 2008  

Muito bonito!
Deveriamos sempre ser absolvidos por que sempre agimos nos defendendo. Muita sensibilidade sua.
bj

Renata 17 setembro, 2008  

Apesar do texto ter ficado ótimo, ficou tão triste... Às vezes é ótimo justamente por ser triste.
Muito bem escrito.

Beijos.

Dani 17 setembro, 2008  

Lindo texto viu?
Bj

Michelinha 17 setembro, 2008  

Oo
dispenso comentarios!
=)
agora tindi pq vc sumiu la no meu blog.. rsrs
me linka ai di novo.. rs
beju

Nathália 18 setembro, 2008  

Tem vezes que só a morte pra dar solução.
Uma pena...

Su 18 setembro, 2008  

Uau Mari que lindo, lindo e triste... mas a beleza está na essencia e em cada sentimento vivido.
Mesmo que o amor um dia acabe em morte, o importante foi viver!!!
BEijooos, saudadeees!!!

Junkie careta 18 setembro, 2008  

Você me atropelou Mariana.
Sinto-me avassalado por esse texto, comovido.

Vou colocar na parede do guarda- roupa por algum tempo.

Parabéns. Esse foi o seu trabalho mais intenso até aqui.

Grande abraço

Aline 18 setembro, 2008  

Só tenho uma coisa pra dzr: amiga, tu é foda!!!(no melhor sentido, viu?)

Bjm

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