"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

O restante das postagens estão disponíveis nos links a esquerda. Utilize a ferramenta de busca ou as tags.

Fique a vontade. E volte sempre!

Noite oca

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Acordou assustada com a eminência da queda. Era um sonho. Thereza riu de si mesma e pôs-se de lado na cama, tentando buscar o restante do sono que ainda lhe cabia na noite. Olhando para a parede branca, desenhava com os olhos seus próximos compromissos. Uma lista infinita.


Cantou para dentro. Ela tinha essa mania de cantarolar "hum-hum-hum's". Seus pensamentos vooam distantes quando ela se entrega ao canto para dentro. E, embora exausta da rotina que a cada dia ela escolhe, Thereza não conseguia aprofundar-se em sono.


Respirava fundo, como quem pede o ar e soltava lentamente, como um suspiro satisfeito. Pensamentos já altos, ela tentava entender os motivos pelos quais ela se esforçava tanto para algumas coisas e nada para outras. Não achava justo chorar por se sentir incompleta, seria injusto. Ela estava num momento de ouro. "Ouro oco!"- pensou Thereza.


Abraçou o travesseiro, encolheu as pernas e como um feto ajeitou-se debaixo das cobertas. Apertou os olhos forçando o sono a chegar e chorou. Suas lágrimas sairam como o suco de uma fruta ao ser espremida. E Thereza sabe que, quando o suco de lágrimas sai, o oco de si é sentido como uma ferida.

"Falta algo. Falta algo e eu não sei onde encontrar. Não sei onde..." - ...e Thereza dormiu.

Read more...

O meu final

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Então que a Line desafiou seus leitores. E eu tentei a sorte. Era preciso continuar a história com um paragráfo. E o resultado saiu hoje. Onde eu fui a vencedora!!!




E como disse minha querida Line:



"Sem mais delongas, eis o final:
.

Noite com luar cor de sangue, vento quente a soprar no rosto disforme pelas lágrimas.Do penhasco, ele olha fixamente para as ondas batendo no paredão de pedras.Respiração suspensa, olhos fechados, braços esticados e o impulso para a morte iminente.Em cinco segundos uma cena passa em sua mente...


(...)
Sentado no chão da sala, ele com seus seis anos de idade, brincava com seus carrinhos de madeira um tanto quanto desrodados, sob o tapete encardido cheirando a alguma bebida alcoolica.
Noite passada ele havia ouvido gritos de sua mãe. Assustado, aguardava ansiosamente o levantar do casal. O pai saiu mais cedo. A mãe abre a porta do quarto vestindo aquele penhoar de flores japonesas, caminha mancando até ele e agacha-se, expondo duramente aos olhares do pequeno, nítidas marcas em seu rosto de porcelana, dizendo: "para sempre nós". Beijou-lhe a testa. (...)
A cena corre veloz e há pouco menos de quinze minutos atrás, era ele quem estava agachado sob um tapete. Dessa vez, um tapete verde gramíneo.
As flores do penhoar agora decoram a placa onde ele fez questão de mandar gravar: "para sempre nós".

Leia aqui o post todo, com as justificativas da escolha e tudo mais!

Read more...

Porque precisa fazer sentido...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Não é uma questão de pôsters na parede. Não é ânsia de ser seguidora e de gritinhos na primeira fileira. Não é decorar a letra toda, e as pausas e todas as coreografias.
Não é colocar as mesmas roupas ou fazer as mesmas vozes. Não é colocar no repeat. Seja aleatório.
É sentir. É ser colorida entre tantos pretos e brancos - ou ser escala de cinza em tantos coloridos.
Não é uma questão de fidelidade, é afinidade. É vivenciar cada dia uma coisa nova, com os acordes antigos.
E quando eu os escuto, nos últimos minutos, acho que sei do que estás a dizer. Mas sabe, eu só acho. Porque tudo aquilo que vocês cantam, eu ouço com as minhas cores...
[Pensamentos sobre gostar de
Teatro Mágico, em tempos que
até o que é diferente, fica igual]
... Solução é a solidão de nós, deixa eu me livrar das minhas marcas...Deixa eu me lembrar de criar asas....Lembra o que valeu a pena, foi nossa cena não ter pressa para passar...

Read more...

(In)verso

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quando é para dizer, me calo. Quando preciso me calar, digo.

É assim, eu sou o avesso. Eu faço pela contramão.


Saio correndo andando, saio andando correndo. Nado contra corrente, eu falo que não
onde esperam que eu diga sim?


E vivo seguindo como se fosse ao início
partindo sempre do fim.


* Isso tem uma melodia. Vou gravar e posto aqui *

Read more...

PLaYlavras

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Me incomoda o morno
O médio, o quase

Me fascina o todo
O completo, o complexo

Me brilha o sorriso
A felicidade, a gentileza

Me agita o som
A luz e palavras

Me acolhe o olhar
O toque, o suspiro

Me entusiasma o pós
O antes e o agora.

Agora.

Agora.

Agora.

Read more...

Será hora?

domingo, 3 de maio de 2009

Eu tive a chance de revelar, mas fiquei quieta. Eu tive a chance na minha frente, nas minhas mãos para que o peso diluisse. Mas não o fiz.

Eu sorri. Apenas isso. Fiquei quieta e sorri.



Ps* Eu faço uso de marcadores de
postagem neste blog. Identifique
o tipo do texto a partir deles. Eles
ficam logo abaixo de cada post.

Read more...

Importante

Os textos postados neste blog são de minha autoria. Aqueles que não são, faço referência aos autores e/ou locais onde encontrei. Faça o mesmo e respeite: se copiar, credite.

Os comentários são abertos e o conteúdo dos mesmos não necessariamente expressa a opinião da autora.

Para parcerias e contatos profissionais utilize o formulário do 'Fale comigo'.

Fale comigo

Envie um e-mail diretamente para mim.


Seu nome:

E-Mail:

Mensagem:


Você é sempre bem vindo aqui! Volte sempre que quiser!

  © Blogger template The Professional Template II by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP