"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

O restante das postagens estão disponíveis nos links a esquerda. Utilize a ferramenta de busca ou as tags.

Fique a vontade. E volte sempre!

Lá do alto...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Eu posso voar. Para onde eu quiser, eu posso voar. Eu tenho asas que ninguém vê, tenho hélices que poucos sentem. E eu posso voar.
Eu voo. Sobrevoo seus olhares e te encaro. Te encaro no meu mais alto voo. E desço. Desço e toco o chão. Eu posso voar, sabia... E você nunca reparou que eu voava. Até ontem.
Ontem você me viu lá em cima. Eu sei que você viu e subiu. Senti que subiu. E assim como eu, desceu e tocou. E você está querendo voar agora. Eu percebi que você está querendo voar, mas sei também que você nunca vai assumir isso.
E voar é tão bom! Devíamos voar, sabia?

Read more...

Palavreando?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ok. Tem alguma coisa errada. Tá, não vou fazer julgamentos. Prometo! Mas por favor, alguém me explica porque é tão difícil as pessoas terem olhares mais otimistas para as coisas?

Sabe... Não tem um evento ou data comemorativa que não abarrote blogs e mais blogs com comentários e opiniões sempre pejorativas. Pode ser a festa que for, pode ser a morte da Dercy e grande parte dos blogs depreciam o fato.

Carnaval, Natal, Páscoa, festa junina, eleições...: todo mundo só fala do lado feio da coisa. São raras as excessões das pessoas que tentam ver o que tem de bom nisso tudo. E sabe, sempre tem alguma coisa boa! Porque se não tivesse, essas festas e datas e seja lá o que tiver acontecendo, deixa de acontecer. Processos culturais vão fazendo o seu papel e transformando aquilo que não serve para algo que serve.

Mas, de verdade? Me torra a alegria ver gente de mal com tudo. Para essas, tudo é hipocrisia, é mídia, é farsa... E como se não existisse em outros períodos do ano.

Agora me fala: não tem gente que finge sentimento o ano inteiro? não tem gente que engana o ano inteiro? Não tem gente que gasta alucinadamente o ano inteiro? Não tem gente que reza e fervora a palavra do senhor o ano inteiro? Então... as datas apenas ressaltam aquilo que acontece o tempo todo.

Enquanto cada um está em sua casa, olhando de cima só se vê o telhado. Mas, quando todos vão para rua, as semelhanças se ressaltam e daí, palpiteiros de plantão vomitam suas críticas sociais. A diferença é que nenhum deles está vendo do alto, estão bem ali, no meio do povão, bem ao lado daqueles a quem lança suas críticas.

Igual eu fiz agora. Igual você vai fazer quando comentar!

Read more...

Dormir tranquila

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sabe, já faz tanto tempo...Na verdade não faz tanto tempo assim, mas Thereza se esqueceu dele tão fácil que parece que faz um tempão. Acho que o segredo foi ocupar seu tempo com coisas que ela não fazia com ele. Como viver, por exemplo. E daí, em poucos dias, Thereza já não se lembrava mais.

Mas ontem Thereza se lembrou. Passou alguma coisa na televisão e ela lembrou. E o mais gostoso de ter se lembrado dele, foi perceber que já não sentia mais nada! Absolutamente nada por ele. Nem amor e nem dor. Thereza apenas provou que sua memória não está falha e que o esquecimento foi sincero e não uma tremenda enganação. Thereza tinha uma mania chata de dizer que esquecia coisas que estavam ainda muito presentes.

Ela não fica mais buscando erros e falhas, sabe... Parece até que não se culpa mais, e acho que isso também faz parte do segredo. "Eu te deixei ir, querido! Te deixei ir para longe do meu pensamento, da minha vida. Eu me permiti 'ser' sem você de novo. E, me desculpe, é tão bom!!!" - dizia Thereza para ninguém ouvir.

Tão bom era dormir tranquila. E disso, Thereza jura não abrir mão jamais!


Read more...

' escorre

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O dia estava estranho. Podia até dizer que estava sem sentido, se não fosse tudo aquilo que ela estava sentindo. Já havia chorado, já havia gargalhado. Os olhos inchados denunciavam que alguma coisa acontecia, mas sabe-se lá o que? Não! Não se sabia o que era. Contou nos dedos para confirmar a TPM - desconfirmado. TPM só depois do carnaval. Deixou de lado certas coisas, priorizou outras.


Olhava e deixava escorrer alguma coisa. E tinha certeza que não queria chamar aquilo que escorria com o nome que seu pensamento insistia em avisar-lhe: fim.

Read more...

Agora, psicóloga!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O texto que segue é o discurso que escrevi e li ontem em minha colação de grau. É um pouco longo e vou compreender quem não tiver paciência de ler!

-------------------------------
Este é um momento muito especial para mim. Saibam que, ao pensar esse discurso, afloraram sentimentos com muitos significados impressos durante a minha formação em Psicologia.

Se por um lado o que eu disser aqui é o retrato de nossa jornada universitária; por outro, ser orador de turma é desenhar palavras que poderiam ser ditas por qualquer um de nós.

Quando se pensa em discurso de formatura, algumas pessoas bocejam e consideram a parte chata da cerimônia. Outras consideram que é a hora de se lembrar de fatos engraçados que só os formandos sabem, e, nesse caso, é o momento de traduzir em palavras nossa vivência integral de cinco anos: a parte chata e a parte engraçada, a parte dura e a parte sensível. E isso, realmente, não é uma tarefa fácil.

Vivemos tudo juntos: trabalhos, seminários, provas, TCC, churrascos, festas, brincadeiras, “Os mais-mais...”. Talvez não tão unidos, mas juntos, com certeza. Tantas coisas aconteceram nesses cinco anos, que fica difícil escolher um ou outro momento como o mais marcante. O fato é que chegamos ao final, formamo-nos psicólogos, e uma turma que antes vivia em pé-de-guerra, agora deixa escorrer as primeiras lágrimas de uma doce saudade.

Lembram-se da disciplina Psicologia do Desenvolvimento? Dessas provas ninguém esquece!! Podemos pensar que, como um bebezinho que se desenvolve pouco a pouco até atingir fases mais elaboradas e autônomas, nós nos desenvolvemos rumo à formação de psicólogo.


Piaget dizia: “os primeiros movimentos são sensório-motores: imita-se, copia-se”. Nós imitávamos, copiávamos e perguntávamos. Era preciso ver para crer.

Quantas vezes colocamos professores em xeque, um contra o outro, questionando as teorias, o vocabulário... Questões que giravam em torno de nosso próprio umbigo, nossas próprias experiências. Era um festival de "meu primo teve isso...", "a vizinha do amigo do meu pai falou aquilo...", “eu já me senti assim...”

Uns apenas passaram por aqui. Nós ficamos. E a psicologia tornou-se o estudo permanente. Então, deram início os movimentos pré-operatórios. Para uma turma como a nossa, essa fase deixou exaustiva a atividade de alguns professores. As “coisas” consideradas verdadeiras, não poderiam ser inverdadeiras. Tudo deveria valer para tudo. Como uma criança que olha e entende apenas uma face da situação, brincávamos que quase todos os nossos problemas (ainda muito centralizado) seriam resolvidos se cada um resolvesse o seu próprio Complexo de Édipo. As “coisas” tinham vida, e os livros tinham responsabilidade pelos nossos saberes. Dizíamos: "Não tem no texto, não podia cair na prova...". “Se não tem no caderno eu não tinha que saber...”.

Viramos estagiários. Não éramos somente alunos e tampouco profissionais. Estávamos em transição. E para ocupar um lugar que praticamente não existia, era preciso coordenar nossos pensamentos, conjugar teoria e prática. Operatório-concreto – é esse o nome que Piaget deu para a fase onde era preciso lidar com situações abstratas. Já éramos quase capazes de fazer análises mais sensíveis. E, quando questionados sobre qualquer assunto, em vez de responder imediatamente qualquer citação, dizíamos: É! Poder ser... Bom, não sei.. quer dizer:Vou perguntar para meu supervisor.

Hoje, comemorando o final, e assumindo um novo começo, curtimos a fase operatório-formal, quando o pensamento hipotético dedutivo é a mais importante característica. Passamos a criar hipóteses para tentar explicar e sanar problemas.

Não podíamos imaginar as coisas que nos aconteceriam. O início foi incerto, confuso e incomum, quando desconhecidos faziam parte de nossas vidas, quando todos os “cantos” teriam histórias escondidas. Aqui passamos bons anos de nossas vidas, fizemos amigos, muitos dos quais nos acompanharão para sempre.

Por isso, temos que comemorar! Esse é um momento especial! É hora de olharmos para trás e vermos tudo o que já passamos. Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos, mas, felizmente, inúmeros bons momentos de alegria, de vitórias e de cumplicidade.


Esta turma ‘deu trabalho’ em muitos aspectos, mas também foi motivo de muito orgulho. Sempre respeitando a ética, agindo cuidadosamente. Com regras até demais, é verdade. Assim, refletimos nossos valores. Nessa reflexão, percebemos que há muita coisa que choca, não é? (Alguém topa?)

Devemos valorizar e agradecer àqueles que nos estimularam a ir adiante:
A Deus, pela dádiva da vida, pelo amparo e proteção que sempre nos acompanhou. Muito obrigada.

Aos nossos pais, que nos deram a vida e nos ensinaram a vivê-la com dignidade, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não basta um muitíssimo obrigado. Aos senhores, nossos pais por natureza, por opção e amor, não basta dizer que não temos palavras para agradecer tudo isso. Mas é o que nos acontece agora, quando procuramos arduamente uma forma verbal de exprimir uma emoção ímpar. Saibam: Amamos vocês!

Aos professores, que nos guiaram e nos orientaram com sua sabedoria, que estiveram atentos aos nossos erros e vibrantes com nossos acertos. Dizem que deixamos pedacinhos nossos com cada pessoa que passa pela nossa vida, e, com isso, carregamos pedacinhos delas também. Talvez representemos apenas mais uma turma que parte, mas na partida levaremos saudades e pedacinhos de cada um de vocês e deixamos o agradecimento pela ajuda e dedicação. Muito obrigada.

À Universidade, que nos proporcionou laboratórios e um excelente corpo docente, que incentivou pesquisas e projetos de extensão, que com seu nome nos abriu portas para estágios e cursos extra-curriculares, também os nossos agradecimentos.

Ao nosso patrono, Tom - modelo de profissionalismo e ética, que nos colocou sempre em reflexão, apontando novas faces da história. A ele, que muito contribuiu com sugestões e críticas para nosso aprendizado e evolução como psicólogos e pesquisadores. Professor que colocava as questões que provavelmente teriam respostas óbvias, e que até hoje não tiveram resposta alguma...Muito obrigada!

À professora Elvira, nossa paraninfa, que, como ninguém, exerceu com maestria essa função, colocando-se à disposição de todos; que, com toda ‘delicadeza’, pedia atenção e dedicação aos textos; que nos ensinou a ter paciência enquanto esperávamos as notas e ensinou que aulas duram cinqüenta minutos, ou mais. Querida madrinha: a senhora ‘de fato’ repartiu conosco não somente seus conhecimentos, mas também inúmeros momentos de alegria, amizade e descontração, contribuindo com a nossa formação. Muito Obrigada!

Meu agradecimento pessoal à turma. A vocês, que me mostraram o quanto eu podia ser grande, que me ensinaram a importância de lutar pelo que quero. A vocês meus colegas e amigos, meus agradecimentos e meus sinceros parabéns. Sou uma pessoa e uma profissional melhor ao ter vivenciado tantas coisas com vocês.

Enfim, passamos por muitos processos de modelagem, temos coleções de atos falhos, nos envolvemos com o coletivo e estamos nos aproximando do desfecho. O desfecho nos diz que fechamos a porta do aluno universitário e abrimos a do profissional de psicologia. O profissional que enfrentará a árdua batalha entre a ciência-cuidado-prevenção e o senso comum de ‘cuidar de malucos’. Um profissional que leva na vida pessoal a responsabilidade de ‘ser’ psicólogo (“Ué, você não é Psicólogo?”).

Um profissional que aprenda a ouvir sem julgar, a ver sem se escandalizar e sempre acreditar no bem. Um profissional que, mesmo na contra-esperança, saiba esperar. E quando falar, tenha consciência do peso de suas palavras, dos conselhos e sinalizações. Que as lágrimas que rolarem diante de cada um de nós sejam estímulos para nosso aprendizado.

Caros colegas: aprendemos muito sobre psicologia, ciência e profissão. Não tenho dúvida de que seremos grandes profissionais, porém, resta saber se aprenderemos a lidar com a saudade.
Muito Obrigada!
Parabéns a todos.
Fiquem com Deus...

Read more...

Beleza

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Ela está nos seus sentidos, na sua experiência e no seu bem-estar. A beleza não está no espelho e muito menos nas capas e nessas telas, ela está no friozinho da barriga, no arrepiar de boas palavras.

Onde tudo é matéria, onde tudo é imagem, fica difícil aceitar conotações tão subjetivas. Acontece que, o que não se percebe é que transformamos o subjetivo em objetivo apenas para facilitar o entendimento.

A beleza está no tom da voz, no passeio da íris, no barulho que faz o contato da pele. Está em um lugar que não se sabe ao certo nome. Um lugar que já foi chamado de 'dentro', de 'alma', de 'autoestima'...

... onde, ao meu ver, só precisava ser chamado de 'você'.

Read more...

Ansiedade

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Não dá para colocar em palavras. Não dá! É uma mistura explosiva entre ser e estar. Já estou a horas nesse mesmo ponto. Eu quero falar do que, afinal? De mim e dos meu sorrisos? Dos suspiros?

Eu estava um pouco cansada de tentar me equilibrar na razão e mandar beijos e acenos para o público que, embora tantas vezes me aplaude, tinham uma vontadinha de me ver cair... Então eu estou deixando de lado a corda bamba.

A vida está tão leve, que chega a ser assustador não ter em que (e quem) pensar quando a noite se aproxima. Eu sou uma dramalhona confessa. Adoro um causo e um bom pote de lágrimas. Sabe que tudo isso é ansiedade. A vida tá mudando o seu curso e eu já sinto o processo, que mesmo lento está colocando as manguinhas de fora.

Inundada de ansiedade. Eu queria saber escrever quando eu fico assim. Mas nunca sai algo interessante.

Read more...

Vai ser feliz!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O clima está ótimo. Estou feliz e animada. Tá tudo correndo leve e cheio de coisa boa. Me agita o futuro que promete. Formatura. Carnaval. Pega essa energia e vai ser feliz!!!

Read more...

Atire a primeira palavra...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Não importa o que você faça ou deixe de fazer: as pessoas vão te julgar e pronto. Elas vão dizer o que elas pensam ou não vão dizer coisa alguma, mas certamente farão o seu julgamento. Todos nós fazemos isso. Uma das coisas mais difíceis de aprender na faculdade foi isso: suspender meus valores pessoais e tentar entender e compreender os valores do outro.

Fico irritada com essa mania de proferir linhas e mais linhas sobre a liberdade de expressão, de ir e vir, sobre o preconceito e sobre um mundo de coisas, quando no fundo, tudo acaba sendo uma mera reprodução de um texto manjado camuflando a existência uma dificuldade clara em olhar globalmente, em olhar para o mundo e para o outro além do seu próprio prisma.

Ok. Ninguém tem a obrigação de olhar além do seu próprio prisma mas, seria interessante se as pessoas começassem a pensar que viver é uma atuação coletiva e, por mais que se diga que nascemos só e viveremos só, o caminho é feito em conjunto.

Eu fico observando o quanto é fácil aceitar a modernidade e as novas formas e maneira de se viver quando isso não afeta o nosso mundinho conservador. Em casa, por exemplo, a minha avó acha legal e 'aceita' que as mulheres estudem, tenham seu dinheiro, seu trabalho, o sucesso profissional, independencia e coisa-e-tal, mas vive me perguntando quando eu vou arrumar um marido. Como se as duas coisas não pudessem acontecer simultaneamente...

Alguém notou que poucas pessoas ainda falam sobre o preconceito? Fico pensando se não foi uma boa maneira de fazer-de-conta que ele não existe, mesmo que todos saibam que ele está lá... Em um olhar mais malicioso, em uma distância 'segura', em piadinhas que circulam pelos nossos e-mails. E não me refiro somente aos preconceitos mais clichês, não. Estendo essa reflexão aos preconceitos mais sutis - com aquela pessoa que um dia foi vilã, com aquela que foi vítima, com os bonitos demais, com os bonzinhos, os certinhos, estudiosos...e por aí vai.

Tudo isso para falar que não vale muito encher a boca para dizer que aceita, entende e compreende as diferenças se, quando elas esbarram no seu mundinho conservador, tudo se esvazia em segundos.

Read more...

Importante

Os textos postados neste blog são de minha autoria. Aqueles que não são, faço referência aos autores e/ou locais onde encontrei. Faça o mesmo e respeite: se copiar, credite.

Os comentários são abertos e o conteúdo dos mesmos não necessariamente expressa a opinião da autora.

Para parcerias e contatos profissionais utilize o formulário do 'Fale comigo'.

Fale comigo

Envie um e-mail diretamente para mim.


Seu nome:

E-Mail:

Mensagem:


Você é sempre bem vindo aqui! Volte sempre que quiser!

  © Blogger template The Professional Template II by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP