"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

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Fique a vontade. E volte sempre!

Tudo, ou quase tudo!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eu gosto de gente. De multidão, de falatório. Gosto de risadas e piadinhas maliciosas. Eu gosto de sentar no portão e conversar sobre os carros que passam e não me importo se precisar enxugar alguma lágrima.

Eu gosto de parar na esquina para contar as úlimas fofocas, e de encompridar a caminhada para terminar de ouvir a história do fim de semana. Eu gosto de forçar a gargalhada até não conseguirmos mais segurar. E de inventar música também.

De andar a pé longas distâncias e parar em lugares engraçados para sentar e rir. Eu gosto de contar os meus segredos e ouvir dizer "pare de graça" e que sou boba demais. Gosto de pensar que estão pensando no que eu disse, gosto de apartar discussõezinhas engraçadas.

Eu gosto de repetir histórias e aumentá-las para garantir as risadas. Eu gosto de ter vocês para contar e que se eu sumir, depois eu posso voltar. Eu gosto de ser criança com vocês, de ser boba com vocês, de ser Mariana com vocês.
Amigos são tudo. Se não forem, são quase tudo!

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Agora não mais...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sorte no jogo, azar no amor. Escuto sempre que jogo alguma coisa. Uma máxima para confortar a derrota ou para compensar grande vitórias. Para ganhar você precisa perder e perdendo se ganha.

O tabuleiro ficava a disposição e nossos peões andavam conforme os dados. Ditava as regras e dava as cartas aquele que tivesse mais jeito com os dados. Maiores somas ou pares perfeitos. Eu jogava para ganhar e perdi.

E eu que pensava que sabia jogar os dados. Pior ainda, eu que pensava que era eu quem sempre jogava os dados. Dados viciados. Sempre caíam a seu favor. Agora não importa mais, eu parei de jogar. Ganhei! A vida não é um jogo, muito menos um jogo de dados.

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É assim: é óbvio!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O quanto as coisas são óbvias para você? O quanto você tem certeza que sabe? Sobre as coisas, sobre as pessoas, sobre a vida e sobre tudo...Quantas coisas que você pensa estão absolutamente certas? Nada é exato. Tudo está em constante movimento.

"Se o corpo está em movimento sempre, ele nunca está no mesmo lugar. Logo, onde eu estou, eu não estou" - escutei em um filme

O quanto você garante que seus pensamentos são tão certos, tão claros e tão cheios de razão?

Você não pode garantir nada! Eu não posso garantir nada... Quer saber? As coisas não são óbvias...

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Andei pensando...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nós nos colocamos em diversas situações para que possamos nos tornar pessoas melhores. Até a mais dura das condições - se não, principalmente elas - é uma oportunidade de reestabelecermos novos valores pessoais. Nessas horas eu costumo esbravejar, chorar e culpar alguém mesmo sabendo que sou eu a responsável.

É claro que não é tão fácil assim, assumir que fizemos escolhas equivocadas e que nem sempre controlamos as condições externas a nós, mas o que fazemos com elas - escolhas equivocadas e condições externas - acaba sendo o passaporte para o sorriso ou para a lágrima.


Certo dia eu li que muitas vezes nos encontramos em um ciclo vicioso e a vida parece se repetir. Se é verdade ou se é mais uma máxima que calha bem em muitas circunstâncias na vida, eu não sei. Sei que talvez a vida se repita tanto, simplesmente porque não sabemos agir de outra maneira e porque repetir talvez seja, além de uma consequência natural de nossos atos sempre semelhantes, uma chance de aprendermos a fazer diferente.


Sou teimosa e custo a reconhecer minhas escolhas equivocadas, principalmente quando elas estão amarradas em prazeres tão subjetivos. Com isso já vi minha vida se repetir tantas vezes quanto foram precisas. A precisão não é divina e muito menos algo secreto e intocável, ao meu ver a precisão é a disputa entre o a alegria e o sofrimento de ser o que se é. Quando o sofrimento ganha, a vida entra em pause e procuramos novas maneiras de ser. Não é a toa que tanta vezes eu disse que minha vida estava parada demais.


Hoje eu estou passando para a próxima cena, com esperanças de que a próxima cena não seja apenas uma releitura das anteriores. Acredito que não seja, pois assim que reconheço minha lacuna fica quase impossível permanecer inerte e assistir o reprise das minhas falhas. Sofro muito com elas. Mesmo que eu saiba e tenha plena consciência da humanidade que compõe a falha, eu sofro muito com isso.


Eu me deixei levar e tudo aquilo que enxi a boca para dizer, hoje eu preciso esvaziar. A vida se repetiu dezenas de vezes para que um dia eu consequisse perceber que ser mais humilde é fundamental e que assumir carências é menos expositivo que negá-las.


E tudo isso não é uma teoria ou muita coisa, é que eu só andei pensando...

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Incômodo

domingo, 18 de janeiro de 2009

"Foi alguma coisa que comi" - pensava Thereza ao sentir algo na barriga.


Acontece que ela não havia comido nada. Poderia ser isso, se o nada nesta frase significasse quantidade. Thereza sentia incomodos, algo na garganta também.

"Vai ver eu dormi demais ou só pode ser alguma coisa que eu comi" - era extremamente dificil se conformar que estava passando mal sabe-se lá por qual motivo.

Thereza adora ter motivos, gosta de dizer os porquês e quando isso lhe falta era se desespera. Tem quase certeza que perderá o controle. O que não é uma verdade, tampouco mentira. Thereza já esteve onde não queria estar por saber motivos demais mas, ela insiste em dizer que 'não', que foi a falta deles que a mandaram para lá.

Não importa o que foi que mandou ou deixou de mandá-la para onde não queria, o fato é que o incômodo permanecia e ela não sabia o porque. Resolveu sair. Foi ao cinema. Comprou um bilhete qualquer, um pacotinho de confeitos de chocolate e entrou em uma sala qualquer. Sequer lembrou de ler o letreiro indicativo do filme.

Escolheu uma poltrona qualquer. Não no fundo onde ela mais gostava, nem na frente onde ela dormia. E as luzes se apagaram.

Podia ser uma comédia porque Thereza ouviu risos. Podia ser um romance porque ouviu suspiros. Podia ser suspense ou terror, pois teve a clara impressão de que a moça da frente apertava as mãos do namorado. Porém saiu de lá com a convicção de ter visto um drama.

As luzes se acenderam e ela continuou sentada, como se o filme ainda estivesse na tela. Ela estava com os olhos vermelhos. Thereza chorou o filme todo. Suspirou, riu e chorou.

E sentada numa mesinha, vendo o movimento, Thereza passou a mão na barriga buscando o incômodo que tinha passado, tateou o pescoço tentando encontrar a dor na garganta. Não achou nada.

E se tinha sido algo que ela comeu que não lhe havia feito bem, certamente não era do gênero alimentício. E se ela tinha vomitado tudo, não foi nada nojento.

Ela jura ter sido o filme mais interessante que já viu, mas não se lembra sequer de uma cena.

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Respeito

sábado, 17 de janeiro de 2009

A vida e o ser humano são muito precisosos para serem brinquedo na mão de quem quer que seja.

Respeitar o próximo é uma das tarefas mais difíceis. Isso porque esbarra em todas as arestas humanas. Esbarra no egoísmo, na vaidade, na avareza... Ao respeitar o próximo, muitas vezes, é preciso abrir mão de coisas que nos são caras. Deixar de lado o espelho e contemplar o horizonte é um exercicio que precisa ser diário.

É assumir que existe um limite, e que esse limite é a corda que separa os desejos puros de um e de outro. Invadir este limite é o mesmo que rasgar sem anestesia a barriga de uma grávida: lhe tira a vida, os sonhos. Suga as energias e deixa seco o ambiente mais fértil.

Não é fácil respeitar o outro. Não é fácil abrir mão de fantasias tão intrinsecas, pelo outro. Não é fácil respeitar a si mesmo. Reconhecer suas vontades, seus sentimentos e assumí-los. Respeitar a si mesmo, sua vida é o primeiro passo para reconhecer o desrespeito que vem do próximo. Assim como, respeitar o outro é o convite para que o outro vos respeite.

Ame-se. Conheça-se. Preencha-se. Respeite-se. Faça isso por você e consequentemente fará pelo outro.
A sua vida é preciosa demais para virar um brinquedo na sua própria mão.

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Vale a pena

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Minha inspiração fugiu. E neste post eu queria agradecer a todos os comentários carinhosos de aniversário e principalmente aqueles que tanto me aguentam por aqui.


Essa tarde eu fiz este selinho e quero distribuí-los carinhosamente para alguns parceiros.


do Entre Marés

Flavinha do All made of stars

do Wonderland~

Flá. do Sabe de uma Coisa?

Ruberto do Máfia dos pavões

do Em Vancouver

Luiton do Anonimo Famoso

Marco do Marco S/A

Dama do Confissões Ácidas

Euzer do Metendo o Bedelho

Carlinha dos crimes, bordados e vaidades

Nathália do Cólica Mental

Vale muito a pena conferir cada um desses links. Eu tenho muitos outros linkados aqui no Por onde ando... mas, estes que elenquei acima tem algo especial para mim. Cada um com sua particularidade, me conquistaram dia-a-dia, post-a-post. Fico entusiasmada quando aparece atualização deles.

Obrigada por me acompanharem também. É muito prazeroso dividir com vocês aquilo que 'alguém precisa falar... este alguém sou eu"

PS* - O que está publicado, ao mundo foi dado! Este selo pode ser indicado por vocês para quem quiserem!

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O que te marcou?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


Dividi com vocês minhas alegrias e minhas tristezas. Inventei histórias, fiz cara feia e me escondi. Porém, há quem diga que me expus demais. Minha terapeuta estava de férias e eu cheia de coisa para falar.

Eu queria um blog para escrever meus pensamentos, jogar para o mundo minhas idéias. Mas tinha que ser um blog legal. Tinha que ter um layout descolado, widgets interessantes. Tinha que ser um lugar gostoso de ficar.

Eu já quis ser um blog de opinião. Já quis ser um blog popular. Ou desses que falam de amor. Eu quis ser um blog de contos, crônicas do dia-a-dia. Eu quis ser um blog de humor.

E mesmo detestando rótulos, eu queria que meu blog tivesse um rótulo criativo. Eu queria falar das minhas agonias e fazer brilhar as minhas conquistas. Hoje, 14 de janeiro, o blog completa um ano. Um ano inteirinho sem rótulo. Sendo apenas o "Minha Terapeuta está de Férias". Com muitos parceiros, muitas alegrias e, o melhor de tudo, cheio de energia!

Construi algumas amizades e mostrei também as minhas garras. Fiquei aliviada ao me ver compreendida, assim como rangi os dentes com provocações. Eu nem tinha idéia de que meu blog fosse durar tanto. Na verdade as minhas pretensões com esse blog são mutantes, variam de acordo com os posts.

E isso não importa tanto. Um ano de blog! Feliz Aniversário para meu companheiro de muitas horas! Pegue seu pedaço de bolo! Comemore conosco!

Senta aí e me conta. O que mais te marcou nesse um ano de "Minha Terapeuta está de férias."?
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A Sú, marinheira muito fofa, fez uma homenagem pro blog lá no navio dela. Quem quiser dar uma olhada no cantinho mais gostoso da blogsfera clica aqui.

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Oferta X Procura

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Atenção! Nos próximos quarenta minutos, a bancada de canetas - piso C, ala esquerda - estará com preços imperdíveis.


Era um auto-falante com o som um tanto rachado anunciando mais uma promoção da loja. Depois do Natal tudo entra em liquidação, tudo fica mais barato.

Inclusive as relações. No período de festas de fim de ano, acontece uma supervalorização do humano, das relações, dos sentimentos. Tudo brilha, tem uma trilha sonora maneira, presentes, sorrisos. Pedidos para o novo ano, simpatias, promessas, abraços apertados e perdões.


Mas logo quando o novo ano começa, tudo isso fica em baixa. Deve ser aquela história de 'oferta-procura'. Ter alguém para compartilhar a vida, os desejos e os sonhos é de alta procura e pouca oferta. Daí o alto preço que muitas vezes pagamos no final do ano. Precisamos nos redimir, pedir perdão pelo que erramos, precisamos ser humildes e fazer um balanço sincero de nossas vidas. Assim, dependendo de nossa dedicação (ou da nossa sorte), conseguiríamos passar o Natal e o Ano Novo acompanhados de pessoas especiais.

Acontece, que a lei que valoriza as pessoas no final do ano, é a mesma que desvaloriza durante o restante do ano. O carnaval, por exemplo, me parece uma loja de 1,99. Muita oferta, muita procura e tudo dura apenas por uns dias. Comprar uma caneta ou duas no 1,99 não significa nada, ou melhor, significa que você fez um mau negócio. Bom mesmo é levar logo 30 canetas por 1,99 - mesmo que nenhuma delas continue funcionando depois de uma semana.



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Este texto não é uma verdade, muito menos uma mentira. É uma reflexão chucra sobre a manutenção dos relacionamentos. Sejam amorosos, sejam familiares, sejam de trabalho ou de amigos. É um pensamento complexo que não dei conta de terminar. É um pensamento sobre não conseguir escapar dos ciclos sociais e culturais que - de uma forma ou de outra - controlam nossa maneira de viver.
--------- update 13/01/09
Só para constar: Não pretendo fazer um manifesto contra Natal e Carnaval. Até porque são as festas que mais gosto. Eu compro 30 canetas por 1,99, mesmo sabendo que sou uma dessas canetas. (?)

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Sobre mim

domingo, 11 de janeiro de 2009

Vi o meme no blog da Nath e ela disse lá que, quem quisesse, podia fazer. Vou fazer.

As regras são
1. Link a pessoa que te "pegou".2. Poste as regras em seu blog.3. Escreva 6 coisas aleatórias sobre você.4. Pegue mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.5. Deixe a pessoa saber que você o pegou, deixando um comentário no blog dela.6. Deixe os "pegos" saberem quando você publicar seu post.

1- Eu sou muito dorminhoca. Eu durmo com muita facilidade e em 'quase' qualquer lugar. Já dormi em pé no ônibus, inclusive. Minha mãe conta que eu dormia tanto que, enquanto todos os bebês acordam os pais de madrugada chorando por mamá, a minha mãe precisava me acordar para mamar.

2- Sou exibicionista. O que já me trouxe alguns problemas e frios na barriga.

3- Sou muito sossegada, flexível e bastante despreocupada. O que irrita a minha mãe e ajuda meus pacientes ansiosos.

4- Eu sou bem humorada, na maioria do tempo. Faço piada com as desgraças que acontecem e tive que aprender a conter meu humor negro. Adoro trocadilhos, mas ultimamente os tenho guardado comigo.

5- Quando estou no telefone eu costumo rabiscar traços em qualquer papel de rascunho.

6- Pode parecer bobo mas, toda noite eu agradeço por estar viva e peço que o dia seguinte seja melhor.

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O menino e a formiga

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Em algum lugar por aí, um menino procurava por formigas. E sua brincadeira favorita era ver a formiga agoniar até a morte - que geralmente é bem rápida.


Ele podia jogá-las num copo d'água, na melhor das hipóteses. Costumava amarrá-las com fios de nylon e arremessava no chão de cimento. Fazia uma fogueirinha e colocava a formiguinha lá para queimar.


E numa dessas buscas pelas melhores formiguinhas, ele encontrou uma que podia ser igual, mas lhe parecia diferente. E ela era. O menino podia bolar o plano que fosse, podia fazer a estratégia que fosse, a formiguinha não morria.


Sempre saía muito machucada e mancando ia para longe do menino, mas o menino conseguia caçá-la de novo e com certeza testaria uma nova forma de tortura com insetos.


Nessa história o menino foi mordido muitas vezes pela formiga, porém o máximo que acontecia era uma coceirinha desagradável. O menino parecia nem se importar com as mordidas da formiga. Ele ficava intrigado e ver o quanto essa formiguinha era resistente.


Ele não podia ser contrariado, e no ápice da sua ira o menino se pôs de pé, levantou a perna com o joelho dobrado a 90º e pisou na formiga. Dessa vez ela morreu.

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Despida

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Desnude-se. Deixar de lado tudo aquilo que lhe veste e se permitir ser como todos. Colocar os valores numa estante e observá-los como quem precisa re-escolhê-los.
O recorte do vitral me oferece mini quadros da realidade, mas a virtualidade está nos meus dedos. Escrevendo nua de valores, coberta de sentimentos, sufocada de pensamentos. Esgoto-me liquidamente.
Vi o dia nascer. Vi o sol tomando o lugar da lua e as estrelas desaparecendo uma a uma. Minha respiração falha, minhas costas doem. Tem travesseiros demais em minha cama.
Percorro os códigos, escolho a trilha mais próxima. Estou saindo por um dias procurando voltar vestida. Tem segredos demais entre você e eu. É o segredo que todos sabem.
Quer saber o nome disso que você tem por mim? Passa longe de ser amor. Chega próximo a falta de respeito, ao puro egoísmo.
O curioso é que o encaixe se deu pela lacuna. Altruísmo sempre foi perigoso para mim. Explosivo.
Eco das palavras, da descrença, da chance, do fim. Entenda como quiser, para mim foi melhor assim.

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Para começar...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Amar significa amar o que é difícil de ser amado, de contrário não seria virtude alguma; perdoar significa perdoar o imperdoável, de contrário não seria virtude alguma; significa crer no inacreditável, de contrário não seria virtude alguma. E esperar significa esperar quando já não há esperança, de contrário não seria virtude alguma.

(Gilbert Keith Chesterton)

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