"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

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Fique a vontade. E volte sempre!

Retrospectiva 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

Estamos a poucos dias do Natal e da Virada de Ano, e esse clima de encerramento sempre me deixou um pouco reflexiva. Não sei se é porque desde pequena eu aprendi que era um mês de festa e confraternização ou porque a mídia enxe nossas casas com contos e cenas emocionantes, mas eu sempre faço um balanço mental do meu ano.

Entre conquistas e feridas, o balanço é positivo. Uma amiga numeróloga me disse que 2008 seria meu ano 1, que seria um ano de abertura, de recomeços e, diferentemente do ano passado (que foi ano 9) seria um ano bastante promissor. E foi! Se tem a ver com o número eu não sei, mas certamente foi um ano muito rico.

Em janeiro fundei o blog! Uma ação que me trouxe muitas recompensas positivas. Conheci pessoas maravilhosas e me dediquei ao cuidado de algo meu. Foi importante estar aqui com vocês. Ainda em janeiro, para ocupar o tempo ocioso de uma estudante de psicologia de férias e desempregada, pesquisava programas de pós-graduação. Eu almejava o mestrado, mas quiçá imaginava que alcançaria.

Fevereiro chega com toda alegria do carnaval. Retorno às atividades universitárias e eu consquistei tudo que eu esperava para o 5º ano. Fui selecionada pelos supervisores que eu queria, faria os estágios que eu tinha escolhido fazer. E como toda escolha, implicando em perdas e ganhos.

Março e Abril foi de puro aproveitamento. Aconteceu a minha colação de grau de Bacharelado/Licenciatura em Psicologia. Pronto! Agora eu já era pesquisadora e professora. Me sinto muito lisongeada por ter sido a oradora da turma e ter podido transmitir parte da emoção que foi vivenciar essa graduação.

E com poucos dias de formada, fui contratada para dar aulas em uma escola profissionalizante. Professora de Psicologia - era mais um passo para alcançar meus sonhos. Maio, o mês do trabalho, o mês do meu aniversário, um mês completamente ambígüo, sentimentalmente falando. Estava tudo muito bom, mas faltava alguma coisa. Simplesmente porque sempre vai faltar alguma coisa...

E o curso da nossa vida muda sempre que precisa ser mudado. Este ano também aprendi que não dá para se acomodar com o que está bom, porque o que está por vir é sempre muito melhor! Junho a produção intensa do meu TCC, assumi mais aulas e a Mariana-work-a-lover começa aparecer como sempre!

Julho eu soube que minha professora-mestra ia se aposentar. Fiquei extremamente triste, uma confusão de medo-abandono-incerteza que quase não soube lidar. Eu poderia me negar ao novo, poderia recusar e fazer desse acontecimento uma tempestade, mas preferi estar aberta. Ainda bem! A professora que veio para substituir foi uma pessoa tão especial quanto àquela que vinha me acompanhando.

Este ano foi cheio de primeiras vezes. Só em agosto foi minha primeira ABPMC, primeira Banca de Qualificação, primeira vez que fui plagiada, primeiro casamento de amiga...

Setembro foi tão corrido, que parece que nada aconteceu. Como se eu tivesse pulado de agosto para outubro. Escrevi junto com a nova professora o projeto que eu enviaria para o mestrado. Começamos alimentar as expectativas de uma pós!

Em outubro, prestei a prova para o mestrado. Foi o mês da ansiedade. Fases atrás de fases, respostas positivas que iluminavam cada vez mais o meu caminho! Pronto! Entrei. O que lá em janeiro era apenas um sonho, agora é pura realidade. Mestrado em Psicologia do Desenvolvimento, na UNESP.

Tudo parece bom, e realmente é! Porém tudo que brilha muito, torna-se alvo de cobiça e inveja. E infelizmente eu precisei provar também dessa situação. Em 2008 foram muitos boatos, muitos disse-que-disse. Fui ofendida, humilhada e ridicularizada. Cheguei a pensar que, talvez, eu fosse merecedora daquelas palavras cortantes. Foi o ano mais sozinho da minha curta vida. Aprendi que só posso contar comigo mesma.

Novembro se aproximava e junto dele o desfecho. Apresentei meu Trabalho de Conclusão de Curso. Foram 2h de pura satisfação. Encerro minha graduação com nota 10,0 no TCC, nos estágios e na maioria das disciplinas. A faculdade acabou e já sinto no peito o nó da doce saudade. Os amigos vão ficando cada vez mais distantes, porém nada impede que a amizade somente se fortaleça.

Dezembro é este que está repleto de satisfações e sossego. O Natal se aproxima e um novo ano também. Provavelmente eu vou escrever uma lista de desejos e jogar no mar. Vou jurar estudar mais e dormir menos, vou me convencer que em 2009 eu emagrecerei e ao pular as ondinhas pensarei no meu pedido comum desde os 13 anos.

Escolhi uma roupinha verde, porque para 2009 eu quero muito trabalho, sucesso e dinheiro. E escolhi um chinelo vermelho, porque eu jamais deixaria o meu pedido de amor de lado. Que o amor fique aos meus pés! (rsrs)

Este foi um ano de colocar a ordem "na casa", de selecionar quem entra e quem sai. Foi um ano de ir aos céus e tocar o fundo do poço. E, como já disse "entre conquistas e feridas, o balanço é positivo".

Desejo para todos vocês, um Feliz Natal. Que Deus abençõe o seu lar, sua família e seus amigos.

Desejo um 2009 cheio de planos, conquistas e reflexões. Temos um ano novinho em folha para pintarmos com a cor que quisermos. São 365 dias para cada um de nós mudar aquilo que não está tão bom e manter aquilo que já é maravilhoso.

Que nós consigamos cultivar o amor, o carinho e o respeito, porque assim fica mais fácil dormir e acordar sorrindo, mesmo com todas as dificuldades!

Beijos!

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Tempestade

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Difícil encontrar alguém que goste de ser pego por uma tempestado no meio da rua, sem nada para se proteger. Nenhum guarda-chuva, sem toldos, marquizes, nada!


Thereza levava uma pasta de papéis recém impressos quando a tempestade caiu. O céu já estava cinza desde cedo, mas na pressa saiu de casa sem o guarda-chuva e quando as primeiras gotas tocavam seu braço ela resmungava tentando proteger os documentos debaixo da blusa: "Ô céus! Era hora?".


Tentava correr o mais depressa que podia com aquela sandália alta, que molhada fazia seu pé escorregar. Olhava ao redor em busca de alguém que pudesse lhe abrigar em seu guarda-chuva até o toldo mais próximo, mas parece que o mundo todo se precaveu da chuva, menos ela.


Esse sentimento de que todos estavam protegidos, exceto Thereza, a arrepiava. Sentia-se boba e desligada, e mesmo que fosse verdade, ela detestava assumir tal fraqueza. A chuva aumentava, podia-se ouvir os trovões e avistar o clarão dos raios. Estava dando medo e os papéis iam se desmanchar naquela aguaceira toda!


Então ela sentiu a chuva diminuir um pouco e seu reflexo percebeu que alguém havia estendido um guarda-chuva sob sua cabeça. Virou o rosto.


- Ufa... Obrigada, moço!
- ... [sorriso]
- Onde você estava? Procuro alguém desde lá de baixo.
- ...
- Moço, você fala?
- [riso] uhum!
- Ah, me desculpe te atolar de perguntar em meio esse temporal.
- Não tem problema...
- Então, você estava onde?
- ...
- Chuva forte, né?
- é...


Logo a frente um ponto comercial abrigava outros desprevenidos. Todos na porta, olhando aquela chuva limpar o dia. Thereza sabia que ali seria o ponto mais próximo onde podia esperar, mas algo não a permitia deixar o rapaz seguir sozinho. O silêncio dele incomodava e o braço que contornava sua cintura era firme e acolhedor.


Sua admiração pelos romances e contos, fazia pensar que um dia sua vida poderia ser transformado em um e, facilmente, se envolvia com desconhecidos alimentada pela doce ilusão.


Recostou sua cabeça no ombro dele. Ouviu o som de um riso contido. "Ele gostou..." - pensava Thereza enquanto acompanhava os passos rápidos do rapaz, que claramente gostaria de fugir daquela chuva.


Perto do ponto comercial ele reduziu os passos e:


- Tá entregue, moça?
- [sem jeito] Claro, hãm... Obrigada. Seu nome?
- ... [risos]
- Bom, você salvou uma Thereza e uns (contou os papéis) cinco documentos muito importantes. Obrigada!
- hum...[supiro]. Bom dia para a senhora!

Envergonhada, Thereza se sentia invasiva demais. Sua imaginação sempre a deixava em situações constrangedoras. Aqueles minutos tão curtos já fizera pensar em um grande amor, em uma história de filme, um provável best seller, mas uma coisa é certa:


"As vezes as pessoas passam pela nossa vida, somente para nos salvar de uma tempestade."

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O Caminho...

domingo, 14 de dezembro de 2008


Se eu soubesse o caminho, com certeza eu iria. Não gosto de ficar esperando...




Sei que muitos dizem habitar em mim a preguiça, mas é só a impressão de alguém que leva a vida como gostaria de levar. Eu já carrego pesos demais nos pensamentos, pra que carregá-los aqui fora?




Parece que tem uma fita que nos liga, um laço que passou aí e aqui antes que fosse feito um nó. Não sei dizer ao certo, e mesmo que eu dissesse nada conseguiria dizer. Eu seguro as palavras, porque qualquer coisa que eu diga, será entendida diferente.




Eu queria muito saber o caminho, porque assim eu não precisaria ficar aqui tanto tempo...

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O mundo acabou!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

- O mundo acabou!!
- Acabou? Porque está dizendo isso?
- O mundo acabou... já faz tempo.
- Hein?
- Não se preocupe, ninguém foi avisado.
- Então não fui a única excluída da verdade?
- Não....

As regras de antes já não valem mais! Em que se segurar, se as cordas se diluiram? Todo dia quando você pensar no que sentiu ontem, saiba: o mundo acabou!

Não tem importância se bebeu demais, se fez alguma loucura. Tanto faz se você não fez absolutamente nada ou se pegou arrependido, o mundo acaba sempre que você dorme. E (incrível!!!!) nasce quando você acorda. Mas a gente nunca sabe disso, até que alguém te conta.

O que quer que você faça, em nada mais cabe: "Meu Deus!! O mundo acabou!". É o típico comentário que não serve para as situações. Não tem mais pudor, nem moral, nem nada que nos atinge.

Jogam-se crianças pelas janelas, queimam-se pessoas vivas. Policiais viraram réus e o seu vizinho não sabe seu nome. Você bate no peito para dizer que não se arrepende do que faz e tudo isso só serve para te livrar da ressaca moral.

Se ninguém mais diz: "Meu Deus, o mundo acabou!!" deve ser porque o mundo acabou mesmo.

Na verdade, muitos passam a vida sem saber que o mundo acaba. Eu mesma só descobri hoje.



É o fim dos tempos!

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Welcome!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008


Seja bem-vindo a minha pseudo-intimidade! Você pensa que me conhece, não é? Acha que minhas palavras estão sempre na mesma direção, que meus sonhos e desejos sempre terminam em ruínas.


Olha, não é bem assim que tudo por aqui funciona. É claro que tudo aqui tem dedo meu (mais que óbvio!), mas não venha você pensando que me conhece e que sabe mais sobre mim do que eu mesma. Esta é a minha pseudo-intimidade, tem mais de mim aqui do que julga a sua vã filosofia de boteco. Eu sei que te arde o peito passar por aqui e ver o quanto a sua vida anda cinza. Sabe como é né, também habito a sua pseudo-intimidade.


Ei, e você que está fazendo-de-conta que está na janela? Seja bem vindo também. Este espaço é meu, mas transforme o que puder em seu e acrescente em sua vida, acho que esse é o segundo maior ganho. Sim, segundo! Porque? Sinto te avisar, mas em primeiro o meu ganho, o meu desabafo, a minha evasão.


Não, eu não estou brava e também não estou reclamando! Parece? [risos] Eu sabia que você ia se incomodar e vai fazer um comentário bem a sua cara... Estou ansiosamente esperando por ele...


Entra aqui e olhe tudo. Faça como eu, seja voyeur da humanidade. Tente encontrar frestas, espacinhos para se encontrar. Não tem problema abrir esta porta, eu deixei a chave debaixo do tapete.


Pode entrar de fininho, ou se preferir faça um estardalhaço. Venha com o seu perfume preferido e deixe este lugar mais agradável. Fique a vontade, pode usar o que quiser, mas deixe limpo antes de sair, tá!

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Ser ou não ser...

Ser ou não ser? Eis aí uma grande questão!!!
Sou camaleônica. Já me vi de muitas cores, formas e ásperezas. Será que sempre estou sendo eu mesma ou sou uma 'sem personalidade' que se mascara no mundo.
Nem sempre eu falo o que penso, tantas vezes preferi o silêncio a uma dura verdade. Nem sempre deixo adormecer minhas idéias, tantas vezes afiei meus dedos como arma, para escrever as palavras mais cortantes.
Ser ou não ser? Quantas vezes deixei a Mariana despreocupada e preguiçosa de lado, para ser a Mariana que se dedica intensamente em seus projetos profissionais... E quantas outras vezes, deixei de ser a Mariana autêntica, para ser a filhinha da mamãe, a irmã solidária, a amiga sensível e a parceira compreensiva...

....[esse post não tem fim]......

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Monstro morto = Santo

sábado, 6 de dezembro de 2008

Em meu último dia de aula eu sai resmungando. Sai dizendo que não entendia o pessoal da minha turma, que tanto diziam sentir falta e que o fim seria de festa e não tiveram coragem para gritar o nome de sua profissão aos corredores.

Eu estava lá, com uma matraca na mão e mais meia dúzia de amigas fazendo farra porque a faculdade tinha terminado. É uma vitória, eu estava alagada de felicidade.

Minha turma nunca foi unida. NUNCA! Desde o primeiro dia, lá no trote, as coisas já não foram tão 'animadoras'. Primeiro que, no dia do nosso trote eu e mais 3 pessoas ficamos até o final, o restante debandou durante o percurso. Tá bem, eu compreendo, não é todo mundo que se sente a vontade em desfilar pela cidade toda suja de tinta pedindo moedas para comprar cerveja.

E no decorrer destes cinco anos INTEGRAIS, minha turma não se sentia a vontade para nada. NADA! Eu, toda adolescente, que cheguei cheia de amor pra dar e louquinha pra viver meus dias mais felizes, fui alvo de muita fofoca, boato e etc-e-tal. Quem se expõe muito está sujeito com mais freqüência de ser alvo mesmo.

Acontece que eu sempre fui muito amiga das pessoas e essa minha inocência foi se diluindo com as pauladas que levei na faculdade. Comecei a me sentir deslocada. Eu queria ir para festas, ficar até mais tarde. Eu queria estudar em grupo, virar a noite fazendo trabalho. Queria dormir fora, comer coisas diferentes. Eu queria sentir aquele gosto de faculdade que sempre tinha lido por aí, que sempre tinha escutado dos meus primos mais velhos, dos amigos.

Fiz mais amigos de outras turmas e de outros cursos do que dentro da minha própria sala. Isso porque meu curso sempre foi integral, ou seja, a convivência era extrema.

Não fui a única a sofrer com este grupo, e tampouco posso me esquecer que faço parte dele. Tenho certeza que tantas vezes fui aquela que machucou e que ofendeu.

Mas o fato é que eu não vou sentir falta dessa guerra civíl diária. Eu não vou sentir falta das pessoas que me machuram, não vou sentir falta das ironias e das fofocas. Eu não vou sentir falta de precisar esconder as minhas vitórias para evitar as conseqüências da inveja.

Assim como as pessoas choram e santificam um morto, que em vida foi um monstro, as pessoas da minha sala choram por algo que nunca tivemos: amizade.

E quando eu resmunguei isto no corredor, uma amiga (amiga mesmo!!) cerrou as sombrancelhas e me disse "Cada um sente o fim de um jeito, Mariana. Não queira que as pessoas estejam felizes como você..."

Então eu fiquei paralisada. Ela estava certa. Cada um sente o fim de um jeito, é isso mesmo. E lá estava eu, fazendo o mesmo que eu sempre me queixei que fizeram comigo (viu, como também faço parte deste grupo).

No fim da tarde, liguei para essa amiga e disse: "desculpe a minha imbecilidade, você tem razão: cada um sente o fim de um jeito..". E ela me respondeu: "...é, e eu fiquei pensando que você tem razão em estar feliz, pois aproveitou todos os segundos dessa jornada. O restante da turma, não."

Fiquei em silêncio... e mudei de assunto.

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Alice no país das maravilhas

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

- ...então você pega o microfone e diz para todas as pessoas que estão neste estádio que elas podem ir embora, que você se permite não esperar mais nada delas e mais ainda, se permite que elas não esperem mais nada de você.
Então você vê todo mundo saindo, se distanciando de você... e você tem a certeza que a única pessoa que ficou no estádio é a pessoa mais importante da sua vida: você mesmo.
Você sai do estádio e avista um buraco, você olha e não consegue enxergar o fundo... olha mais uma vez, chega mais perto e PULA!!!
...então você cai, cai, cai, cai, cai, cai...... e continua a cair, cair, cair, cair...
e você chega no fundo do buraco e neste buraco tem alguma coisa...pode ser terra, pode ser água, pedras, flores, grama... e aquilo que você viu é o que você é....


[parte da vivência que minha professora fez conosco em nossa aula da saudade]

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