"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

O restante das postagens estão disponíveis nos links a esquerda. Utilize a ferramenta de busca ou as tags.

Fique a vontade. E volte sempre!

Terapeuta Substituto

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Em um blog que leva o nome Minha Terapeuta está de Férias, inauguro a seção Terapeuta Substituto.

Nesta seção teremos sempre um convidado especial para discorrer sobre um problema meu. Na inaguração, o terapeuta substituto é o Breno, meu amigo desde a primeira infância.

Problema: Esqueço das coisas que tenho que lembrar e lembro de coisas que tenho que esquecer...

E o Terapeuta Substituto diz:
"Bom vejamos, se vc esquece das coisas que tem de lembrar, marque na mão, ou melhor vc tem de lembrar de varias coisas a mão não vai caber, compre uma agenda...a não vc vai perder a agenda..não vai adiantar nada!!! ahnnn..deixa eu ver...ah não se preocupe, sempre tem alguem que vai lembra vc do que vc se esqueceu..não esquente a cabeça isso vai acontecer mais vezes do que vc pensa.
E quanto a lembrar do que não quer lembrar, experimente BALALAIKA 3X ao dia...rsrs vc não vai se lembrar de nada mais"

Breno é o meu Terapeuta Substituto desde antes do blog existir. Ninguém mais ideal para esta inauguração!

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Incansável perde e ganha

domingo, 28 de setembro de 2008

Esse incansável perde e ganha me fez olhar a vida com outros olhos. Clichê ou não: são as escolhas. As escolhas me trilharam o caminho que já percorri e iluminam os próximos passos que estou para dar.

A cada dia uma conquista, noutro minuto uma derrota. Ah, esse incansável perde e ganha... que me atormenta e me fascina. Fico boba apaixonada, injuriada e ansiosa quando olho para seus detalhes. Escolhas feitas no ímpeto, outras com cautela, todas elas levando para algum lugar.

Nesse incansável perde e ganha...

Perdi colegas e ganhei amigos. Perdi paixão, ganhei amor. Esse incansável perde ganha parece bom em vista grossa. Perdi quantidade, ganhei qualidade. Perdi suspiros e ganhei segurança.

Ai ai, esse incansável perde e ganha. Perdi dinheiro, ganhei dívidas. Perdi paciência, ganhei alergias. Perdi rotina, ganhei peso. Olhando assim parece triste. E nesse ponto é mesmo.

E quem irá me dizer que tudo é sorriso quando quer, e que amor tudo supera? E quem irá me dizer que estava errada em ficar? Quem irá dizer que foi tempo demais na biblioteca ou no boteco?

Quem irá me olhar agora e dizer o quanto eu sou infantil e boba, se estou exatamente onde quem me olha quer estar?

Não que eu tenha desejado ser alvo de cobiça, mas fatalmente sou e agora, quem de todas vocês, minhas colegas, vai dizer que tudo que sou é coisa da minha cabeça?

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Sobre as coisas...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Quando os dias são tão intensos e atropelam toda a semana, eu sento, respiro e choro.

Chorar faz bem algumas vezes. Então eu parei, sentei, respirei e chorei. Chorei de cansaço, de orgulho, de raiva e de decepção. No meio disso tudo tinha também arrependimento e felicidade.

É assim. Eu sou assim: uma misturança de todos os extremos, que quando em condições ideais é equilibrada, quando em condições insalubres é pirada.

E sabe, deveria existir uma lei que diz: todo estudante tem direito de pirar! Não importa se é universitário, se é pós-graduação ou se é o adolescente indeciso prestando vestibular; todo estudante tem o direito de pirar!

Acho que é isso, a lição de hoje é: não importa se você não é tudo o que pensam que você é - para eles você é o que eles pensam, e pronto!

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Carta a Vida

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Este post foi premiado pela

Vida,

você me escuta? Eu sempre te pergunto coisas e você nunca me responde na hora. Parece que gosta de me deixar esperando. Eu sei que não tenho cuidado muito bem de você. Nós éramos mais unidas antes - ao menos não me referia a você como parte externa de mim - e agora estamos tão dicotomizadas. Eu sei que te sobrecarrego, te deixo ocupada todos os segundos e quando podemos ficar juntas e curtir nossa relação eu durmo. Não reclame! Também fico cansada...

Sabe Vida, eu penso muito em você. Todos os dias, principalmente no ônibus. São quarenta minutos indo e quarenta minutos voltando, só pensando em você. Fico pensando o que farei de você, minha Vida. O que será de nós em poucos dias.

Sei que te maltrato, te culpo e vira e mexe digo que te mato. Mas Vida... tudo isso que digo e que faço é porque tu és o meu maior tesouro, meu presente e minha aventura.

Você é meu extasy, minha loucura, minha mania e minha caretisse. Não quero que esta carta tenha um tom de declaração de amor. Sempre que faço isso eu me arrependo. Não! Não é que você não mereça todo meu amor, inclusive tu já tens, mas é que eu generalizo muito as coisas, você sabe.

Não vou me desculpar dos dias que pensei e tentei acabar com você. Foi covardia, eu sei. Só que nessas horas de desespero tudo que a gente quer é resolver as coisas, covardemente ou não. Ainda bem que tu me lembrou de todas as coisas boas que já vivemos. Eu gosto quando você se justifica pela minha infância. Tempo bom...

Vida, você é importante e não adianta: de você não consigo fugir. Mas será que dá pra você me dar um tempo?

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Corajosos

domingo, 21 de setembro de 2008

Quem é corajoso levanta a mão!!
Todos levantaram. Então perguntou-se quem largaria tudo e começaria de novo...
Alguns levantaram a mão. A próxima pergunta queria saber quem enfrentaria um rio bravo, animais selvagens e aventuras radicais...
Alguns homens levantaram a mão. Duas ou três mulheres também. Perguntou-se quem faria loucuras por um grande amor...
Mulheres eram a maioria de braços levantados. Homens também levantaram - mais da metade deles, mas ainda não o suficiente para serem mais que as mulheres.
Então perguntou-se: quem encara uma pia cheia de louça do final de semana em pleno inverno.
Mulheres! Não tinha como dizer o contrário.
Elas são fantásticas. Eu não encaro, não!

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Roupa nova e outras coisas

sábado, 20 de setembro de 2008

Êêêê! Estou de roupa nova aqui no blog. O layout segue o mesmo estilo que eu já gostava. Estou muito contente porque já tinha um tempo que eu queria mudar, mas nada estava do meu agrado.
Quanto as outras coisas: estou enlouquecendo. Ontem eu tive um siricutico muito fora do comum. Briguei com quem não devia brigar e chorei por coisas que eu devia chorar, mas não naquela hora. Eu não estou em meu estado normal, reconheço.
ps* ganhamos um cachorrinho.

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Me recuso ser bode espiatório

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Então que estou afogada em lágrimas. Há coisas demais em meus pensamentos e como a água que sai pelo ladrão, os pensamentos procuram frestinhas mínimas para serem expelidos.


Estou cansada de algumas coisas, mas infelizmente delas não posso me livrar. São parte de mim, da minha história. Não venho aqui choramingar casos de amor mal resolvidos ou fins tristes de romances que tinham tom eterno. Não é esse mal que me acomete. Sou sensível demais aos acontecimentos para olhar apenas para esse umbiguinho amoroso, que todo mundo olha. Chega um momento que me enjoa!


Eu não sou como todo mundo. Eu sou aquilo que preciso ser no contexto em que estou. Um dos meus pontos fortes é a flexibilidade. Tenho um jogo de cintura com a vida que chega a ser surpreendende. E isso nem sempre é bem visto por aí.


Sabe, eu queria poder olhar nos olhos de algumas pessoas e dizer o quanto eu me recuso ser bode espiatório de suas péssimas relações. Dizer que, se acaso me veem como uma ameaça, não é porque eu tenho intenções de jogar contra vocês, e sim porque este relacionamento é frágil demais para alguém tão sensata como eu.


Me excluam! Façam isso! Me excluam externamente e se perturbem internamente por noites e noites com o que eu posso dizer, caso pegue vocês em situações não tão boas.


Sinto muito, não estou nesse mundo para cuidar do seu bem-estar - você nem me paga para isso! - e nem para ignorar os fatos que me modelam.


Sabe, porque vocês não assumem de uma vez por todas que estão expostos aos meus julgamentos e de mais quem quiser julgar. Vocês se dispuseram a isso no momento em que nasceram. Assim como eu. Assim como o mundo todo.


Eu me recuso a ser o depósito das suas más escolhas. E não sei bem se vocês se lembram - eu me lembro - como e quem, literalmente assinou um atestado de confiança logo de estalo.


No fim das contas, tudo ficará bem. Em pouco tempo vocês nem lembraram mais como estive no caminho de vocês. E espero eu também ignorar essas situações tão infantis.


A minha desgraça faz sucesso. Sempre soube disso. É que hoje aprendi a transformá-las em piadas, histórias e o que mais precisar. Alguma coisa a ver com pró-ativo. May be.

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Sob o negativo - Tantas mortes.

domingo, 14 de setembro de 2008

[Leia os capítulos anteriores clicando aqui]

Rompendo o silêncio (ensurdecedor) que tomava conta do lugar, a notícia: "...as mortes da última noite. Muito sangue e muito choro..."

O culpado? Ele! Rodrigo era o culpado. Ele matou. Sem piedade, sem escrúpulos. Ele já tivera piedade e escrúpulos demais com ela.

Rodrigo seria julgado. Com toda certeza, ele seria julgado. Ninguém pode sair por aí matando assim impunemente. E ao pé da sua cama, local onde fatalmente iriam procurá-lo, ele deixou uma carta dobrada em três. A carta, manchada de lágrimas e sangue, era a prova que faltava para Rodrigo ser condenado.

Nela ele dizia:

"Sim, sou o responsável pelas mortes. Eu não negaria isso. Sou responsável mas não sou culpado. Talvez eu nunca devesse ter cedido aos seus apelos. Infelizmente um dia eu cedi e cavei o meu próprio túmulo.

Hoje morre um amor. Morre o sentimento mais puro que tive por alguém. O amor morre e como se diz por ai, do pó veio, ao pó voltará. Hoje morreu um homem. Um homem apaixonado, envolvido, fiel, sincero e inocente. Morre o homem que você disse, tantas vezes, amar.

Hoje morre também uma mulher. Talvez a mulher que eu mais amei nessa vida. Morre a mulher que povoou os meus sonhos, que fez brilhar os meus olhos. Hoje eu matei tudo que um dia foi nosso.

E no mesmo dia de tantas mortes, fiz questão de fazer nascer um novo homem. Uma pessoa que você não conhece, que você nunca viu, que nunca te conheceu, que nunca te viu. Um homem sem amarras, livre e disponível para o mundo. Hoje - guarde bem essa data - morre o seu homem e nasce o homem que será de qualquer outra.


Infelizmente você não poderá comparecer ao velório de tantas mortes, pois enterrei tudo antes que o mau-cheiro tomasse conta do lugar.


E na lápide, que identificará o que está sete palmos abaixo do chão, eu escrevi: "foi eterno, sincero e verdadeiro enquanto durou."


A sentença? Absolvido! O culpado agiu em legítima defesa.





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Quer ser um link?

sábado, 13 de setembro de 2008

Perdi meus links....

Se você era um link meu, deixa um recado aqui para que eu possa linkar de novo.

Se você não era. Pode vir a ser.

[muito brava com o blogger - fui dormir!]

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O sol e a nostalgia

sexta-feira, 12 de setembro de 2008


Eu sinto falta de muitas coisas. Sou nostálgica sempre que posso. Não é uma nostalgia que me insere no mundo cinza da depressão, mas uma nostalgia que me transporta para lugares lindos e cheirosos antes visitados.


Eu sinto falta de tomar sol e ficar bronzeada. Acho que tem um ano e pouco que não consigo me estirar no sol para um bronze. Eu adoro tomar sol. Me deixa feliz. Acho que o sol deve reagir com minha pele e produzir algum tipo de substância no meu corpo que me deixa feliz.


Eu sinto falta de estar super anestesiada de felicidade. Talvez não seja o sol o responsável por isso, mas é que eu, facilmente, faço pareamentos supersticiosos entre acontecimentos e sentimentos. Portanto: quando eu era bronzeada constantemente, eu era mais feliz.


Estou nostálgica. Tudo isso para buscar o dia em que eu me sentia mais bonita e mais feliz.

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Aqui não é casa de caridade!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Médicos não são saudáveis
Psicólogos não são esquilibrados
Advogados não são justos...

Tem dias que a gente acorda com vontade de dizer alguma coisa. Hoje é um desses dias. Com a sutil diferença de que não sei exatamente o que dizer.

Há três semanas atrás, como denuncia o feed do blogspot, eu escrevi um texto entitulado Egoísticamente, lágrimas minhas, no blog Lágrimas de Amigos. Como foi o último texto postado lá, ainda recebo alguns comentários. E sempre que recebo novos comentários eu acabo por retomar a leitura de minha própria escrita. É bem óbvio dizer que não estou mais me sentindo daquela forma como me descrevi no post. O tempo passou, algumas coisas se encaixaram e a próxima TPM ainda não chegou.

O interessante é que, cada vez que recebo um comentário sobre aquele post, eu estranho. Como se eu revivesse sem intensidade algo vivido com intensidades absurdas.

Eu realmente não sei o que dizer, mas preciso dizer alguma coisa. É insano isso.
Neste mundo de blogs, entre tantas visitas, tantos textos, tantos comentários, amizades e inimizades, tem coisas que gosto muito e tem coisas que eu destesto muito.

Já falei disso inúmeras vezes. E pretendo falar de novo porque tenho visto isso em uns blogs amigos e no meu também: "A busca pela popularidade virtual". Me irrita, me incomoda.

Primeiro porque se cada um tem o SEU tão amado blog, porque não vai jogar confetes e serpentinas por lá? Esses aventureiros em busca da popularidade perdida, vivem escrevendo textos reclamando da vida, e vai no blog dos outros se fazer melhor e mais bem resolvido? Não tenho paciência.

Porque será que é mais fácil se engrandecer perto de alguém que se julga menos, do que se engrandecer para si mesmo, correndo o risco de ser escurraçado do próprio lugar?

Eu sou uma mulher, ainda muito menina, que tem seus altos e baixos, defeitos e predicados. Não preciso sair por aí exibindo minhas belas coxas e outros atributos para me sentir mais poderosa que outras mulheres. E preciso muito menos de comentaristas que freqüentam meu blog para amaciar o próprio ego.

O meu blog não é uma casa de caridade, onde o foco é o bem estar do outro. Está mais para templo de sociedade secreta, cheio de rituais, mistérios e que sobrevive com uma dinâmica totalmente individualista.

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Falta pouco...

domingo, 7 de setembro de 2008

O post foi tirado do ar.... para ser usado na competição de discursos para oradora!

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Re-postando

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Roda gigante é um bonito brinquedo dos parques de diversões!
Eu gosto de rodas gigantes. Eu nunca andei em uma. Tenho medo.

O que eu acho mais legal da roda gigante é que as vezes você tá em baixo, as vezes você tá em cima e por duas vezes você curte o meio.
Porque o mais legal de tudo é o durante!
No ínicio dá medo do que vem pela frente...
No final dá medo de deixar para trás...
Mas no durante... o durante é maravilhoso! Você sabe onde vai chegar. Se está em baixo, o durante é a certeza de chegar em cima. Se está em cima, o durante é a certeza que ao chegar em baixo logo logo estará em cima novamente.

O fato é que sempre estaremos vezes em baixo, vezes em cima. É assim que a roda gigante sobrevive.
São os movimentos que a fazem bela!

Eu nunca tinha pensado sobre isso. Foi um amigo que me fez ver por esse ângulo. Ele me perguntou como eu estava, eu disse que não tão bem. Imediatamente ele retrucou: "Tá subindo ou tá descendo?"
Ao "ouvir" meu silêncio de quem não entendeu, ele explicou a roda gigante.

Isso faz tempo...
Já subi e desci desta roda gigante umas muiiitas vezes desde que ele me falou.
Se antes eu pensava que o legal era estar em cima...
Hoje eu continuo com a mesma opinião!
Eu gosto de estar em cima!!

A diferença é que passei a contemplar a paisagem também durante a subida e a descida!


post publicado em 23 de janeiro de 2008

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A lista

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eu fiz uma lista. E ela está imensa. Ocupou mais de 24 linhas. O que significa mais de 24 itens para serem efetivados. Tudo isso em um período bem curto de tempo.

Eu não sou do tipo que faz listas. Por isso quando eu faço listas, eu me assusto. Quer dizer que tem coisas demais para meu controle.

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SAVCE

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Caminhando para um futuro brilhante. Sonhando com um presente surpreendente. O que tenho de mais valor nessa vida?
Eu passo os dias vivendo-os. E pronto. Houve tempos em que vivia 24h presa no passado, agindo em stand by no presente e totalmente desligada do futuro. Da mesma forma que, houve tempos em que vivia 24h no futuro.
Vou fundar uma Sociedade Anônima de Viciados em Comportamentos Encobertos (S.A.V.C.E) [ao ler parece "salve-se", rsrs]
Se existe alguma droga mental, ela se chama "e se...".
Quando você começa usar "e se...", você se sente esperto, se acha uma pessoa inteligente por conseguir ponderar as possibilidades. E quanto mais você usa "e se..." mais você fica preso nessa coisa louca de ponderar.
E... [todo mundo sabe que...] quanto mais se pondera, menos você vive.
"E se eu fosse para praia?"
"Se ele não tivesse feito o que fez..."
"Se a gente optasse por outras formas..."
Ok. Se tivesse feito diferente, então as coisas seriam diferentes. Pronto! Simples? Não! Um usuário de "e se..." não acha nada simples. Ele sempre deseja mais e mais doses de "e se...". Assim como um fumante acende o próximo cigarro com o fogo do anterior que estava acabando, um usuário de "e se...", responde seus "e se..." com outros "e se...".
Usuários de "e se..." tem uma tendência muito alta para enlouquecerem.
Eu estou saindo dessa. Estou há pouco mais de 10 minutos sem usar "e se...".

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Voltando da ABPMC...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Fiquei uns dias fora da internet. Alguém sentiu minha falta? Tá, não importa! Fiquei fora porque estava no Congresso da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental (ABPMC). Então eu estou inundada de psicologia. Eu estou inundada de teoria-técnica-prática-reflexões. E para não escrever algo muito parecido com uma prova, vou parar por aqui.
Estou um pouco avessa de internet nos últimos dias. E eu sei que só de escrever isso na linha anterior, já me fará ficar super afim de internet logo mais e eu me desmentirei na maior cara-de-pau!
Acontece que a minha vida não está tão colorida quanto podia (e deveria) estar, mas também não está tão escala de cinza. E esse meio-termo pode não ter nada a ver com a internet, como pode ter tudo a ver. Preciso pensar .
E as pessoas tem se comportado de uma maneira que não consigo entender. Estou insensível aos acontecimentos. Insensível, aqui, não está no sentido de nao sentir, mas sim de não perceber como as coisas estão caminhando.
Eu gostaria muito de poder saber... e ao mesmo tempo, continuo fugindo.

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