"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

O restante das postagens estão disponíveis nos links a esquerda. Utilize a ferramenta de busca ou as tags.

Fique a vontade. E volte sempre!

Caleidoscópio

quinta-feira, 29 de maio de 2008


É que é tudo igual e ao mesmo tempo diferente. E todas aquelas cores que giram e giram e giram e parece que toda vez é a primeira vez.


Então Thereza está assim no mundo. Como se cada dia fosse o primeiro, porém sem se esquecer das cores que já conhece. Ao mesmo tempo que ela tem vivido com intensidade o sabor do sucesso e do amor, tem provado o gosto amargo do veneno alheio, da espera interminável e da distância torturosa.

Ela acorda com sorriso Monalisa. Enigmático. Há quem diga que é o sorriso mais lindo que já vira. Há quem diga ser o sorriso mais falso que ela pode dar. Na realidade é o único sorriso que ela tem conseguido dar.

Mentira!Na verdade é o sorriso que ela dá para cada um. Aqueles que dizem, dizem por dizer.

É porque cada do olho, ve um caleidoscópio diferente!

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Sob o negativo - a blusa vermelha.

terça-feira, 27 de maio de 2008

[Leia os capítulos anteriores clicando aqui]


Rodrigo não estava acreditando! Ela estava vindo em direção dele com aquela blusa...

A blusa vermelha. Ela sabia como provocá-lo, não se pode excluir o fato de que ela é muito sedutora. E aquela blusa vermelha era, simplesmente, 'a' blusa. A blusa do primeiro dia. Vermelha paixão. Usando uma blusa daquela ela só podia estar querendo isto mesmo. E queria.

A primeira vez que se encontraram, Rodrigo tinha jeitão moleque. Não que ele tenha mudado tanto de lá para cá, mas o ar descompromissado era característico e faltamente a encantou.

Encantamento. Quase um conto-de-fadas, pode-se dizer. Ela perguntava "sobre o que vamos falar?" e Rodrigo respondia "sobre o que quiser, eu falo de tudo...".

Ela diz que foi essa colocação que lhe tocou a alma. Como se os céus lhe avisassem que ele, Rodrigo, era o homem que ela tanto procurava. Rodrigo, ainda muito brincalhão e um pouco sem jeito, envergonhava-se com os olhares e suspiros acompanhados de "você é muito lindo, sim...".

Rodrigo precisou ir. Ela pediu que ele ficasse mais um pouco, pois já tinham adentrado a madrugada num papo que nunca poderia ter se encerrado.

Neste primeiro dia, ela com a blusa vermelha mais bonita que ele já vira, sentiram que estavam diante de pessoas especiais em suas vidas. Se iriam se ver novamente, era, certamente, uma grande dúvida. Se encontraram por acaso!! Tanta gente andava por lá, tantos tentando tomar a atenção deles para si.

Bom que seus olhares se cruzaram. Então eles trocaram contatos. Rodrigo disse que nos próximos dois dias não poderia falar com ela. Tinha um compromisso. Uma festa.

Se despediram e prometeram para si que voltariam a se encontrar. E, de fato, se encontraram. Ela perguntou sobre a festa e Rodrigo disse que havia conhecido alguém, mas estava cabisbaixo pois não trocaram telefones. Ela sentiu uma ponta de ciúmes daquele que ela pouco conhecia. Não se deixou abater e logo disse: "se é por falta de passar o telefone para alguém, passe para mim..."

Eles riram e ele passou.

Agora, ela continua se aproximando. Com o andar mais belo que Rodrigo já tinha observado, com a blusa mais recheada de significados que ele conhecera, ela vinha acompanhada pelos raios de sol e o cheiro do outono. O outono cheirava bem para Rodrigo. Cheirava a ela. Os dias de festa aconteceram no início do outono.


Rodrigo sorria para ela. Ela sorria para ele. "Ela voltou..." - pensava Rodrigo entusiasmado e suspirando.

Então, ela chegou mais perto dele, deu uma voltinha, exibindo sua beleza, e perguntou: "Gostou?"

Ele somente a abraçou e disse: "Senti tanto a sua falta..."
É claro que Rodrigo havia gostado. Aquela blusa tinham significado para ele os melhores momentos de sua vida. Usá-la naquele dia, aproximar-se dele com toda classe que ela tinha, era sinônimo de boas novas. De antigas boas novas.


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Auto-conceito, auto-imagem, feedback, abertura, blá blá...

Para alguns pode soar tudo a mesma coisa. E confesso que para mim também soou a mesma coisa por um tempo. Mas não hoje. Não, necessariamente, excluindo o fato de que dei uma palestra sobre isso hoje e estou-sabendo-tudo-e-todas-as-diferenças-minímas-e-quase-imperceptíveis mas, elas são coisas diferentes.
Talvez eu optei por este tema no post, pois ele conjuga com a Carta não enviada. Este post (da carta) é biográfico, sim! Se existia alguma dúvida sobre a veracidade e intensidade daquelas palavras que brutalmente digitei (lê-se: que soquei no teclado), quero saná-las agora.
A carta não foi enviada, pois a sanidade e o minímo de cordialidade ainda fazem parte do meu repertório comportamental.
Bom, e o que a auto-imagem e o auto-conceito tem a ver com isso? Tudo!
Ambos são construídos a partir do feedback que temos do mundo. Enquanto auto-conceito toma uma carga de significação, auto-imagem toma uma carga de informação, seleção e (re) avaliação.
Na verdade, não é exatamente o auto-conceito ou a auto-imagem a questão, e sim o feedback. É difícil falar de feedback sem falar do auto-conceito e auto-imagem, visto que eles tem relações funcionais. Bem como, é difícil falar dos três sem falar de abertura.
Não vou enveredar por caminhos teórico-técnicos, pois não é meu objetivo.
Sobre a abertura... Eu dei abertura demais para as pessoas! Dei muitas oportunidades de receber feedbacks. E isso não é mau! Inclusive, julgo ser melhor a não fazê-lo. Porém, dei abertura para pessoas erradas. E isso sim, foi mal!
As pessoas as quais me refiro na carta, falaram, sim, de mim, e me deram um feedback negativíssimo sobre meus comportamentos. Graças ao meu auto-conceito muito bem auto-revelado, não me deixei influênciar a auto-imagem.
A questão é: e minha responsabilidade nisso tudo?
Pô! Não sou vítima! Alías meu auto-conceito sempre foi 'não-vítima'. Eu difícilmente me coloco no lugar de Madalena arrependida. Faço o que faço e quase (enfâse no quase) nunca me arrependo.
Mas dessa vez, eu dei chances. Não dei motivos. Dessa vez eu não dei motivos, eu dei abertura para pessoas que nunca mereceram tal confiança.
Eu costumo errar mais quando coloco o coração para agir em função da razão. Eu gosto da minha razão. É sensata e equilibrada. Por muitas vezes eu prefiro agir com a razão , mesmo que me aperte um pouco a emoção. Porém, a minha emoção....
*pára, suspira, sorri e pensa*
A minha emoção tem também os erros mais produtivos da minha vida! Digo que são os acertos mais errados que eu cometi.
*sorri de novo e retoma*
Ok. Não são deles que quero falar. Quero falar os erros errados!
De ser inocente, acreditar no outro, procurar ser simpática, sincera e leal. Acreditar que todo mundo é bom até que se prove o contrário. E esse sim, é um erro fatal quando se trata de aberturas para feedback.
A lição de tudo isso: quem tem olhos de ver, boca para dizer e coisas para fazer, precisar ter ouvidos de escutar.

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Vontades de Thereza

domingo, 25 de maio de 2008

Thereza é cheia de vontades. Tem dias que acorda com vontade de comer alguma coisa que não sabe exatamente o que é. Daí abre a geladeira e prova do bife gelado de ontem. Não é isso. Prova do queijo mineiro, salgadinho e úmido, que tanto gosta. Não é isso. Dá uma colherada no doce de leite. Não é isso. Ela desiste e vai fazer suas coisas.
As vezes ela passa o dia inteiro provando coisas para "matar" a sua vontade daquilo que ela não sabe exatamente o que é. Chocolate com banana. Sorvete com coca-cola. Bala de iogurte com fandangos. Disso tudo, a única coisa que ganha são quilos a mais.

Thereza já se acostumou a ter vontades que ela não sabe de onde vem e para quê que serve. E de todas essas que ela ja sentiu, a que ela mais gosta é a vontade de estar junto dele.

Vontade de acordar e olhar para ele. Ver que ele está olhando ela dormir. E isso parecer que já durava longos minutos. Vontade de dar boas notícias. Vontade de contar o dia detalhadamente e perceber que a única coisa a qual ele tem prestado atenção é no seu decote, cuidadosamente, escolhido após o banho relaxante.

Vontade de tocar-lhe o rosto. Afagar-lhe os cabelos, levemente compridos. Vontade de contar piadas bobas e ri de si mesma, somente para ajudá-lo relaxar do dia cansativo.

Vontade de lhe enxugar as lágrimas quando o presente ela estiver carregando. Vontade de programar mil 'surpresinhas'. Vontade de sentir o perfume de longe. De reconhecer os passos, o som que ele faz com a chave para abrir a porta.

Vontade de ver uma sala cheia de brinquedos largados e vê-lo com suas duas crianças dormindo no tapete. Os três sorrindo e ela com ar de quem é a mulher mais feliz do mundo.

Vontade de tantas coisas e de, acima de tudo, nunca deixar de ter essas vontades.

[Thereza tem alma preta e coração dengoso...]

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Carta não enviada

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Vocês são desprezíveis. Sim, evocaram em mim um sentimento e um desejo horrível de quebrar vossas faces. O fel que vocês destilam sobre minhas qualidades e defeitos envenena a minha habilidade de relevar as bobeiras que escuto, a contra gosto, das suas bocas.
Tudo aquilo que evoco em vocês, a loucura, o medo, a esquizofrenia, a mentira, o exagero, sinto lhes dizer mas, não é meu. Ao contrário, são sentimentos seus que para virem a tona, precisam ser projetados em mim.
Projetados pois sou uma bela tela. Uma tela que lhes causa tanta inveja, que algo de vocês precisaria ser projetada em mim.
Vocês tentam semear a discórdia e o mal-estar junto as pessoas que pouco me conhecem. Triste o fim, pois quando se veêm, tudo aquilo retorna para vocês como um perfeito boomerang lançado em alta velocidade.
Relatam sobre minha imaginação. Minha fértil imaginação confundida com surtos icógnitos. Que sejam incógnitos! Eu não tenho pretensão alguma que vocês compreendam tudo aquilo que digo.
Algumas pessoas, realmente, não tem condições cognitivas de compreender pequenas felicidades da vida. Arrisco dizer que não tem condições pois, para vocês, a vida tem um gosto muito amargo. Gosto de falta de amor, de perdas e abandonos, nunca reconhecidos.
Não lhes odeio, tampouco lhes amo. Eu lhes desprezo. Vocês são fúteis, fracas e perdem tempo de suas preciosas vidas para se preocuparem com a minha, que é muito bem vivida.
É uma pena que invés de aproveitarem aquilo de bom que posso lhes oferecer, preferem se manter distante por meio da sua pequenez mental.
Sabe que, houve dias e tempos que eu gostava de vocês. Mas isso, hoje, pouco me importa. E porquê?
Simplesmente porque tenho mais de dez razões (amigos verdadeiros) que duram há mais de vinte anos, e eles, embora brigados, arranhados e ofendidos, sabem exatamente quem eu sou. Com todas as rusgas, todos os defeitos, todas as partes feias e escuras de mim, eles sabem da minha essência.
A essência que tanto vocês querem igual e nunca, pelo visto, terão. Pois meu coração é rodeado de bondade e meus sorrisos recheado de verdades!

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Dia 22 de maio

Então há 22 anos atrás eu nasci. Uma bebê cabeluda, de cinqüenta e poucos centímetros, fofa e dorminhoca.

De lá pra cá, apenas os centímetros não são tão verdade.
Gostaria de ter escrito ontem, no dia mesmo do meu aniversário, mas não deu tempo. Juro! Era feriado, mas não deu tempo.

Eu gosto muito de fazer aniversário. E gosto mais ainda de ganhar parabéns. Estou feliz pois estiveram ao meu lado pessoas muito importantes para mim. Minha família, a base e meu amigos, o recheio. Recebi ligações e mensagens de feliz aniversário, lin-das!!!

Tanto pelo celular quanto pelo orkut, msn e e-mails. Adorei e agradeço a todos pelo carinho!!
"... e pra Mariana nada?? TUUDOOO!! Então como é que é? É pique, é pique, é pique...."

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Sob o negativo - Juntos (?)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

[Leia os capítulos anteriores I, II e III]


Mais de um mês depois de toda aquela discussão, Rodrigo tinha falado com ela uma porção de vezes. Eles tinham se resolvido, se diziam "estar bem".

Era nítido que Rodrigo ficava um pouco incomodado com tantas desculpas e compromissos que ela lhe falava, mas ele estava aprendendo a jogar o mesmo jogo. Como se tivesse aprendido as regras.

Para Rodrigo, ter aprendido as regras não significava gostar do jogo. Ele estava é muito cansado de todas essas partidas. Rodrigo já não sabia se o nome daquilo tudo era amor, e se não fosse, que mais poderia ser? Era amor sim! - Rodrigo gostava de repetir isso para si.
Ele sempre se pegava pensando nela, sorria para o nada, escrevia os mais belos poemas, as cartas mais recheadas de romantismo e sentia frios na barriga sempre que o telefone dava o primeiro sinal de toque.
E os olhos? Aqueles olhos o tiravam do sério. Os olhos que lhe diziam tudo sem precisar falar. O que foi que aquela mulher fez com ele? Ela conseguiu enxergar tudo aquilo que somente Rodrigo via em si mesmo. Será ela um espelho? - Ele pensava e ria de si mesmo.
Ela tinha seus defeitos. Que mal tem? Ele tinha os dele também. Eles fazem um casal perfeito. Rodrigo diz que é perfeito pois foi feito e feito novamente e feito sobre isso, ficando maravilhosamente feito.
Ela passou por poucas e boas. Rodrigo sabe que ela não tem levado uma vida muito fácil. A diferença entre eles é o que parece dar a liga do sentimento.
Ela faz dos acontecimentos, tempestades e Rodrigo faz das tempestades, acontecimentos.
Ela planeja tudo nos mínimos detalhes, ele vai no impulso e se entrega. Rodrigo aprendeu a pensar antes de agir, planejar e estabelecer objetivos. Ela aprendeu a dizer o que pensa, não guardar as dores e sorrir para a vida.
Se eles estão juntos?
Sim! Nos pensamentos estarão eternamente juntos. Fisicamente e socialmente, não. Ela continua fazendo dos acontecimentos, tempestades e ele falando coisas sem pensar.




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Um paradoxo muito igual

Sou feliz. Mas eu não estou feliz. Vivemos em uma sociedade que exige a felicidade eterna e constante. Se acaso vive-se algum minuto de agonia, tristeza, embaraço, ansiedade ou qualquer outro sentimento não muito agradável, logo julga-se "não ser feliz".
Então, as pessoas adoram as pílulas da felicidade. Fluoxetina e suas parentas. É como se qualquer nózinho na garganta transportasse a pessoa para um mundo que ninguém está. É como se sofrer e chorar fosse algo proíbido.
Eu não estou feliz por diversos fatores. E isso é agora. Pode ser que mais a noite eu fique feliz. E eu torço para que isso (de mais a noite) ser verdade e eu fique feliz.
Quem decide que é ou não felicidade? Quem te disse que ter um par é sinônimo de felicidade? Que dinheiro e muito trabalho te fará feliz?
O mundo diz para mim, o tempo todo o que pode me fazer feliz. O mundo fala das coisas materiais, das ideologias, dos pensamentos, dos grupos, dos amores. Cabe a mim decidir o que de fato me fará feliz. Felicidade não é o fim, são os meios. Acredito nisso. Por isso digo que sou feliz, embora não esteja feliz.
Eu sorrio das minhas mancadas, eu choro pelas minhas conquistas. Sou um paradoxo tão igual a todos os seres humanos.
Se eu pudesse transformar tudo em sorrisos, eu não faria. Aprendi mais com as dores do que com as flores.
[Tá esperando o que para ficar feliz? Pra quê medo de ser feliz? Medo de que, se todas as desconfianças já se dissiparam? ]
Felicidade é cultural. Houve tempos que o que se bastava, era sobreviver. Eu gosto dessa cultura que deseja ser feliz. Que vai além da sobrevivência. Acho que foi por isso que a humanidade evoluiu tanto (?).
Estou triste. Eu posso estar triste. E esse é só mais um sinal de que as coisas precisam mudar.
* O texto parece desconecto porque minhas idéias estão desconectas*

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Das frases feitas e o cuidado

domingo, 18 de maio de 2008

Minha mãe sempre dizia (e ainda diz) "Filha, quem cuida tem!"

E essa é mais uma prova de quem mães tem razão.
Das frases feitas que tem me perturbado, essa é uma das principais.

Tenho pensado também naquela "Diga-me com quem andas e eu te direi quem és" - meus amigos (de verdade) me fazem bem e feliz. Estar perto deles me aproxima do melhor de mim. Sem fofocas, sem mentiras, sem inveja...
"Apressado come cru" - é sim. Cru e pode queimar a língua! Nada como o tempo para saborear um bom prato. Colocar a "carroça na frente dos bois" só traz dor de cabeça e agonia.
"Andando de dois, se encurta o caminho" - Aprender a conviver é a melhor lição do viver. Sei que é bom amar a si mesmo, mas assim que fizeres, ame o próximo. Amar é o sentimento mais belo que temos por alguém. Se permita amar e ser amado.
Para encerrar, o pensamento que me faz continuar muitas e muitas vezes...
"Fique um tempo distante para sentirem a tua falta. Mas não fique tanto tempo distante para que niguém se acostume com sua ausência"

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Antes de morrer...

sábado, 17 de maio de 2008

O post que iria ficar até sexta, ficou até sábado!

Recebi o mesmo MeMe de vários amigos blogueiros. Não me lembro ao certo todos eles, me lembro que a Adriana e a Suzanna mandaram recentemente.

O lance é dizer oito coisas que eu quero fazer antes de morrer.

Não necessariamente nessa ordem, lá vai:

1) Casar. Com tudo que tenho direito, vestido de noiva, músicas de casamento, festa, salgadinho e (é claro!!) o marido que é meu amor.

2) Ter filhos, fruto desse amor. De dois a três. Se pudesse escolher: duas meninas e um menino.

3) Sucesso profissional! Fazer mestrado, doutorado, pós doutorado etc. Escrever livros de psicologia. Ser uma referência bibliográfica conhecida no meio científico.

4) Ser entrevistada pelo Jô Soares.

5) Ver meus filhos felizes. Formando, trabalhando e rodeados de pessoas especiais.

6) Sair do Brasil. Para estudar e para passear. Sempre junto com a minha família.

7) Ter netos. Mimá-los, apertá-los e tudo que se faz com netos.

8) Continuar tendo a habilidade de olhar para trás e ver que tudo valeu a pena, inclusive os dias doloridos, as lágrimas azedas e o desespero cortante.

Aqui, costuma-se indicar pessoas para responder ao Meme. Mas eu aprendi com a Dama de Cinzas, que o Meme não deve ser indicado e sim feito por quem quiser com a devida referência de onde o leu.

Se acaso interessarem, façam isso. Ok?

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Mariana rima com banana

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Tanto que queria escrever
Me propus um verso fazer
A TPM está para acabar
mas eu preciso estudar

Inspiração não me falta
escrevi até uma pauta!
Se imagem terá?
Tô sem tempo pra achar...

Estou aqui pensando
em palavras que posso ir rimando
E um post que parece besta
Vai ficar até sexta


FIM.

(risos exacerbados sobre a minha coragem de publicar algo desse gênero aí...)

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O nó da TPM

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O nó se fez!

Todo mês ele se faz e atormenta por uns dias, ou menos, se caso alguém desatá-lo...
Quando desata eu choro. Por motivos reais ou motivos ideais.
Ele pode se fazer de novo, e desatar mais uma vez em lágrimas.
E isso acontece sempre.
Todo mês para ser mais exata.
É a TPM. Odeio ela!

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E lá certamente ela estará...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando-se para frente."
Kierkegaard


E assim Thereza tem seguido a sua vida. Sempre em frente. Dando passos hora curtos, hora longos. Ela tem pernas compridas, dessas bem torneadas. Nada de academia, tudo na base das idas e vindas.

Ela olha para trás as vezes. Hoje em dia ela olha menos que antes. É porque antes, ela precisava de muitas explicações. Como se ela vivesse de explicações. Agora não mais. Agora Thereza vive de passos à frente, de iniciativas e vitórias.

Sabe que, muitas e muitas vezes, Thereza cruzava os braços sobre a mesa e apoiava o rosto olhando para baixo, deixando as lágrimas provarem a lei da gravidade, pensando nas suas explicações e no seu passado, nunca muito distante.

O minuto anterior era um passado muito amargurado por Thereza. Não que ela tivesse razão em pensar assim, mas também não excluo o fato de que ela metia (muito) os pés pelas mãos.

Essa aí aprendeu muito com a vida, com os acontecimentos e com pessoas. Hoje ela ensina...

Que mulherão! Essa é Thereza. Daquela menina, hoje uma mulher. Dessas que não se pode chamar de guerreira, somente porque a vida, para ela, deixou de ser uma guerra.

Ela pode passar pelos mais devastadores temporais, pelos mais tenebrosos invernos, pelo calor mais insuportável, e provavelmente, ainda estará lá. Machucada, doente, com sequelas ou qualquer coisa que esses fenômenos possam causar. Mas fatalmente ela continuará lá. Isso porque ela tem vontade de estar lá.

Lá é um lugar só dela. Alguns passam, outros ficam, muitos se vão. Lá é um lugar que dizem sempre caber mais um. E cabe! Thereza sabe que cabe!

O que alguns chamam de coração, outros podem chamar de memória. Thereza chama de auto-estima.

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Pseudo-intelectuais e conversas codificadas!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Não sei o que o restante do mundo pensa sobre pseudo-intelectuais e conversas codificadas. Sei que eu fico ligeiramente incomodada quando algum desse tipo vem com essas conversas para cima de mim.
Eu não sou nenhum crânio abastado de informações, expressões, bons autores e vocabulário. Sei um pouco das coisas que me são rotineiras. Sei um pouco mais sobre aquelas que me atraem. E sei um tanto mais sobre mim mesma e, principalmente, sobre até onde vai a minha inteligência.
Eu sou inteligente. Não necessariamente o esteriótipo de nerd, mas inteligente no sentido de que me viro bem nesse mundo de informações, tecnologias e vivo sempre com sede de aprendizado.
Eu só não sou muito inteligente a ponto de perceber com antecedência que, muitas vezes, reforço e me aproximo de pseudo-inteligentes. Justamente aqueles que me irritam.
Chamo de pseudo-inteligentes, aqueles que escrevem (em seus blogs, revistas, livros, agendas e papéis de pão - tanto faz!) para ninguém entender a não ser eles mesmos. As vezes, nem eles mesmos entendem, passando apenas a fazê-lo quando alguém, mais sensível e inteligente, lhe declara um comentário interpretativo de alto nível. Então, o pseudo-inteligente, toma aquela interpretação para si, e elogia seu comentarista como uma pessoa perspicaz.
Quantos reforçadores! O pseudo-inteligente cada vez escrevendo mais e mais conjuntos de palavras rebuscadas e tiradas diretamente do vocabulário Barroco, e excelentes comentaristas perdendo seu tempo lendo e tentando entender cada vez mais e mais, o porque daquele aglomerado de palavras.
Os pseudo-inteligentes depois de se artibuirem todas aquelas características lindas e intelectualizadas, passa para um novo nível: as conversas codificadas.
Eles imaginam que são da nata pensante, e por isso apenas a nata pensante os deve (leia esse deve com ênfase e no sentido de deveres/direitos) entender. E seguem a péssima máxima que "para bom entendedor meia palavra basta!". Eu acredito que para péssimo escritor, meia palavra basta.
As pessoas mais inteligentes que conheço, escrevem clara e objetivamente. Com o coração ou com a razão, pouco importa. Eles sempre se fazem entender.
Leis bem escritas, leis inteligentes, são aquelas que não deixam dubialidade. São aquelas que toda e qualquer pessoa pode enteder.
Os pseudo-inteligentes enumeram autores consagrados da literatura e se dizem amante das artes, enquanto a maior arte de seu conhecimento é aquela que ele aprontava no colégio! Eles opinam sobre política, tendências, amores e experiências consagradas da vida (dura) que ele leva/ou. Tudo isso, sem fundamentação, argumentos ou causa. Eles são facilmente quebrados pelo primeiro insensível e intolerante à classe pseudo-intelectual. Se perdem nas palavras.
Eu me irrito com pseudo-inteligentes, pois eles subjulgam a inteligência real de todas as outras pessoas do mundo. ( E parecem bêbados falando um português bem conjugado.)
Se você escreve algo com o objetivo de 'entenda como quiser', a inteligência e perspicácia é daquele que, dali, faz interpretações.
Para mim, o inteligente é aquele que, com seus reais conhecimentos, consegue se fazer entender, refletir, ensinar e sempre (sempre!) acrescentar algo na vida de alguém. Seja esse alguém quem for!
Se você for um pseudo-intelectual e ou se reconheceu em partes por aqui, não se sinta magoado ou ofendido! Você tem tudo para ser o intelectual que deseja ser, basta pensar nos benefícios reais que o aprendizado lhe oferece, invés de garimpar status social. Ele virá de qualquer forma, se merecedor for!
** eu gostaria de ter deixado o post para minha mãe até o domingo do Dia das Mães, mas minha inspiração ferveu e eu não permiti deixar que ela se esvaísse. **

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Mãe

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Se tem alguém para quem devo algo de grande valor é para ela, minha mãe.

Não exagero quando digo que lhe devo meu maior tesouro. A vida.

Não quero entrar, necessáriamente, nas frases clichês que dizem " me carregou por nove meses...". Você me carregou por muito mais que nove meses. Arrisco dizer que me carregou por 22 anos.

Sei que embora a senhora seja o exemplo de mãe, eu nem sempre fui o exemplo de filha. Sei que embora você tenha me pedido coisas absurdas, eu sempre as entendi bem. Sei também, que as vezes o "meu bem", não é necessáriamente o "seu bem". Mas, provavelmente, no fim das contas, o "meu bem" frutificará no "teu bem".

Se te atribuo todos os meus defeitos, é porque reconheço todas as suas qualidades. Não conheço alguém tão parecida com você, como eu sou. Você é tão maravilhosa quanto eu posso ser. Lembro que em minha adolescência, (há pouco tempo atrás) eu esbravejava e dizia aos quatro ventos que nunca seria como você. Hoje, me vejo o tempo todo me espelhando em tuas posturas.

Eu podia aqui, pedir todas as desculpas sempre recorrentes em todos os Dias da Mães. Todas aquelas desculpas que inicialmente escrevia em cartões de folha de caderno e letra de forma. Podia elencar, fazer uma lista de todas as coisas que preciso pedir desculpas. As dores de cabeça, as noites mal dormidas, as palavras não ditas e as ditas tão brutalmente...

O fato é que, não importa quantas vezes eu peça desculpas, elas acontecerão outras vezes. É a dinâmica saudável de mães e filhos.

Por muito tempo me senti distante, onde a distância máxima eram poucos metros. Acho que demorei tempo demais para usufruir da melhor amiga que já tive em toda vida.

Antes tarde do que nunca!

Só eu sei o jeito que você me olha. Só eu discrimino todos os tons de sua voz. Só eu sinto a dor da sua reprovação.

Me esforço loucamente para ter sua atenção (não que ela me seja pouca, mas é que todo tanto é sempre pouco!), quando muitas vezes meto os pés pelas mãos.

Com tudo isso que consegui escrever, e mais um pouco que sempre falo e eternamente falarei nas entrelinhas da vida, só me resta encerrar com a frase mais óbvia e mais clichê, porém não menos importante nesta declaração de amor.

Mãe, te amo!


[Feliz Dia das Mães para todas as mães desse mundo!]

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Meu primeiro piti neste blog!

domingo, 4 de maio de 2008

Ei, você quer me tirar da órbita? Quer me deixar louca? Quer me deixar do tipo que grita e coça a cabeça involuntáriamente?
Então dê sumiço em minhas coisas! Eu fico muito irritada, nervosa e com raiva de perder coisas. Sim, eu sempre perco coisas. Isso é muito comum. Eu sou mto bagunceira e desorganizada e faço mil coisas ao mesmo tempo, então eu perco coisas.
Algumas coisas eu nem ligo que perdi, outras eu nem noto que perdi. Mas, o meu TCC, sim! Esse eu noto e sinto muita falta!
Ele não estava pronto, é óbvio! Mas estava com o projeto bem estruturado. E onde está? Onde foi parar esse trabalho??
Já procurei em todos os computadores possíveis, cds, disketes (é, eu ainda uso disketes.. hehe)...
Ele sumiu.. não existe em lugar nenhum!
Já coloquei buscas com todos os nomes prováveis que eu possa tê-lo salvado no pc e logo recebo : "error! nenhum arquivo encontrado!"
Ahh não.. .
Tá, vou começar tudo de novo. Acho que essa é minha sina. Fazer mais de um TCC por ano.
Tão pensando que sou iniciante em perder TCC? Ha-ha-ha-ha (riso irônico muito chato de se ouvir) Eu sou uma expert, a primeira em perder trabalhos de conclusão de curso e ter que (re)fazê-los em...(xô pensar..) UM DIA.
Tá, estou f....
Vou indo para nao ficar pior.
ps* Tem pessoas que não vão acreditar, vão achar que é história pra boi dormir. Histórias do tipo "meu cachorro comeu a lição!". Enfim, só eu sei o quando estou perdida com esse erro tecnológico.
ps²** Computadores e outras tecnologias deviam ter sentimentos. Assim eles não sumiriam com itens de extrema importância vital. (Não vem me dizer: "ahh que exagerada!", porque é vital sim!)
ps³*** Só esta semana esta é a quinta coisa muito importante que perdi no computador. Outras foram fotos (de grande importância s2), relatórios de antigos estágios, textos antigos e históricos importantes. Tudo isso estava gravado em um CD-RW que fez questão de se dizer VA-ZIO, quando fui usá-lo.
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Juro que cheguei a pensar que este post não seria publicado, então fui escrevendo e apertando CRTL + C.

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Mariana (vide bula)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

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