Amigas, "forever"
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Não importa quantas horas, dias ou meses ficamos sem ouvir uma a voz da outra. Não importa quanto tempo estamos sem nos abraçar e rir de coisas bobas. Não importa se hoje eu escuto absurdamente mais do que falo e você fala mais do que me escuta.
Não importa se já (é, já!!) se passaram cinco anos daquele dia em que nos abraçavamos na formatura e diziamos "forever". Não importa se entrou e saiu gente da sua vida, nestes últimos tempos, que eu nunca soube o nome. Muito menos se você sabe todos os nomes e histórias daquelas pessoas que entraram e sairam da minha.
Não importa se sem as nossas caminhadas eu tenha engordado muitos kg, ou que sem você tão perto eu tenha conversado com objetos inanimados.
O que importa é que mesmo depois de tanto tempo, de tantos compromissos e distâncias, eu sei exatamente quem nunca saiu da minha vida, das minhas orações e dos meus sentimentos de saudade.
Você! Amiga, super beijo! Seja sempre muito muito muito feliz.
Este foi o texto que enviei como depoimento para uma grande amiga minha. E como os caracteres do orkut são limitados, escrevo os próximos parágrafos para completar meu "presente virtual" de aniversário para a Sá.
Nossa amizade, embora nos conhecemos desde os 3 anos de idade, se aprofundou não tem tanto tempo assim, mas acontece que a profundidade foi tanta que não existem palavras suficientes e expressivas, que eu conheça, para colocar neste texto e que façam jus ao sentimento que gostaria que transparecesse aqui.
Sabe, bem agora que meu pai colocou um plano que paga super barato nas ligações locais, eu e você não paramos em casa. Bem agora que eu sou psicóloga de verdade, quase nunca você me pede conselhos. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Lembro que você um dia comentou que estudaria psicologia e eu estava quase certa que faria jornalismo. Olha só onde cada uma está?
As vezes nós nos cedemos demais à rotina, aos problemas e ao tempo enlouquecedor e deixamos para depois algumas ações que tanto nos fazem bem. Quantas e quantas vezes te vi online, aqui no MSN, e não me permiti parar um segundo com o TCC e relatórios para te dizer o quanto eu gosto de você e sinto sua falta. Quantas vezes passei em frente a sua casa, estava tudo aceso e com o carro e eu não parei. Esses dias eu escutei Alanis e comentei o quanto aquelas músicas me traziam lembranças. Sabe quantas vezes você me colocou para escutá-la? Eu e Minnie sabíamos tudo de Alanis (em sua fase mais Alanis...)
No meu caderno de recordações do colegial, você escreveu um texto muito lindo e, nele têm umas linhas em que você diz que te ensinei mais coisas do que eu imaginava ter ensinado. E não houve, até hoje, uma só vez que li e que não tenha marejado os olhos. Não só pelas palavras proferidas à mim, mas porque eu acho que nunca consegui te dizer quão bem você fez para mim. O quanto você me acolheu e me mostrou que a gente pode levar a vida com muito mais leveza.
Dos milhares de e-mails que eu tenho recebido nos últimos cinco anos (pouquíssimos seus, vale ressaltar), nenhum deles tiveram o gracejo que suas cartas tiveram, nem os desenhos na beiradinha da folha e nem um lápis meio apagado de tanto segurar. Mesmo esses cheio de humor, não teve a mesma graça de uma folha repleta de "hahahahahaha".
Olhei no relógio agora e tenho 10 minutos para terminar, postar o texto e ainda ser seu aniversário.
Encerro com o mais óbvio de tudo: TE AMO, amiga. FELIZ ANIVERSÁRIO PARA VOCÊ!

[Precisamos tomar vergonha na cara e tirar uma foto mais recente, né! Olha meu cabelo que imenso!!!]
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Rebolado...
...e com a ponta do travesseiro, Thereza enxugou àquelas que jurava serem suas últimas lágrimas.
Sentou-se na beirada da cama jogando os cabelos, que caíam em seu rosto, para trás. Respirou tão fundo a ponto de provocar uma tosse. Tossiu como se expelisse alguma coisa que lhe engasgava. Os olhos lacrimejaram novamente e ela deixou escorrer - Thereza tem dificuldades em respeitar suas juras. Sentia-se vazia. Tudo estava saindo: lágrimas, tosses, pessoas, momentos...
Levantou-se da cama e caminhou até o espelho que ficava no fim do corredor. Podia se ver toda, dos pés descalços ao cabelo jogado para trás sem muito cuidado. Tateava a sua cintura e colocava-se de perfil, analisando o quanto as mudanças na sua vida trouxeram mudanças notáveis para seu corpo.
Aquela situação tão corriqueira a fizera rir de si mesma e então Thereza arriscou uns passos antigos de dança. Achando mais graça ainda, cantava os trechos que lhe embalavam os passos. As mudanças foram muitas, mas ali, naquele momento, Thereza viu que seu rebolado continuava o mesmo.
Alguma coisa tinha acontecido ali. Seu vazio havia sido preenchido. E dessa vez, preenchido pela única coisa que sempre lhe faltou: amor próprio.
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Dias de Thereza
Caminho das cores
segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Escolhi as cores mais bonitas. Vou cantar as minhas músicas preferidas e dançar aquelas que me transportam para a felicidade. Vestirei a minha roupa de festa.
Acabou o tempo de lamúrias e escalada árdua. Estou montando meu acampamento, vou parar por aqui e curtir meu longo descanso.
Olha como o Sol tem brilhado!! É o anúncio do verão, da alegria, de cerveja gelada, praia e piscina.
A mochila está arrumada, falta pouco para cair na estrada.
[Mariana olhando romanticamente para o encerramento de suas atividades universitárias]
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Está tudo bem...
domingo, 23 de novembro de 2008
A minha inocência me surpreende. Mesmo com as provas da vida, eu ainda acredito que as pessoas são boas e que devem ter boas justificativas para terem agido da forma que agiram.
Estou pegando outros caminhos, mas reconheço a dificuldade que tenho de largar algumas coisas para trás. Minha razão o tempo todo me alerta de que estou fazendo o certo, o que é preciso fazer. Porém, minha emoção insiste em me lembrar de que ainda estou muito presa em um passado que é presente demais.
Meu coração sangra, meus olhos lacrimejam e eu insistentemente coloco um sorriso no rosto e digo que está tudo bem.
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Hoje...
sábado, 22 de novembro de 2008
Recebi este texto da minha irmã e ele
combinou com o que eu pretendia escrever hoje.
Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma
Tudo depende só de mim
(Charles Chaplin) Read more...
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Carta para mim
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Vai, solte todas as suas palavras guardadas. Não se engasgue mais com seus segredos, não disfarce o seu desconforto. Não pare seu olhar no horizonte, isso só fica bonito em filmes e você já pôde perceber que sua vida não é um filme.Solte todas as suas palavras! É difícil, não é?!? Tudo isso porque você gosta de manter as aparências, você se controla o tempo todo para não cair em contradições. E o que você mais sabe de si mesma é que tu és uma tremenda contradição. É o sim e é o não. É a sorte e o azar, a beleza e a estranheza.
Desate logo este nó. Este nó que ainda te amarra no passado não tem mais função na tua vida. Você me disse que se pudesse por um dia, viveria uma vida sem passado. Olhe bem a sua volta e veja quantas flores já estão nascendo das sementes que você plantou. Não venha se queixar daquelas plantas que morreram, em todo jardim aparecem ervas daninhas!
Se desprenda desse laço, saia logo desde buraco! Você não é do tipo que se acostuma com restrições. Bem sabemos quantos obstáculos você precisou passar. Pare de se sentir guerreira, de precisar ser heroína, a vida não é uma guerra e você não tem um cavalo branco muito menos um príncipe a resgatar.
Tudo isso é muito difícil, mas me prometa que fará sempre uma coisinha: olhe para si e sinta que você é a pessoa mais importante para mim.
ass. Mariana
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Soltas
sábado, 8 de novembro de 2008
A voz some sem motivo aparente, como se eu não devesse falar tanto. Insisto e cansa, dói. Sonhei que me afogava, um desespero sem igual. Tem sido assim: me afogo diariamente em qualquer tipo de atividade.
Faço muitas coisas para não pensar em tantas outras. É mais fácil dizer que ando ocupada do que assumir a falta de vontade, de tesão pelas pessoas. Eu já não queria mais, tudo só me fazia lembrar o quanto eu não era tão inteligente e a inteligência sempre foi minha maior medalha.
Enquanto eu dizia não, preenchia o vazio com a minha razão. Agora não há razão que preencha o vazio do seu não. O não que vem de fora é aquele que demarca o nosso limite. Tenho dificuldades com limites.
Eu gosto de passar da linha. Mostro que posso. Nem sempre posso e é preciso que eu me acostume com isso. Competitiva é uma característica. Não é bobagem pensar que competitiva é quem sempre quer ganhar. Já perdi tantas vezes e transformei quase tudo em vitórias. Não sei dizer ao certo como tudo chegou onde chegou e quais caminhos tomei para estar aqui.
Foram atitudes soltas que se conectaram pelas conseqüências. E hoje é assim que encerro: são palavras soltas que se conectaram pela emoção.
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News
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Agora é oficial: fui aprovada para o Mestrado!
Em 2009, estarei na UNESP- Bauru começando o mestrado em Psicologia do Desenvolvimento.
A nossa vida muito em um espaço muito curto de tempo. Livre, leve, solta, graduada e rumo à novos ares!
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O doce gostar
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Quando Thereza era mais nova, tinha um doce que ela gostava muito. Só de pensar salivava, de olhar suspirava e ao comer se sentia a pessoa mais feliz do mundo.
Podia procurar onde fosse, Thereza só gostava do doce daquela vendinha. O doce tinha um gostinho único. Sabia aproveitar cada pedacinho dele e contava para quem quisesse saber o quanto ela amava aquele doce.
De tanto doce, engordou. Olhava-se no espelho e já não se gostava tanto. Ainda amava o doce, mas o odiava profundamente por tê-la engordado tanto. Queixava-se do peso, porém não deixava o doce de lado. Entrou em dieta algumas vezes. Jurava de pé junto que jamais poria novamente uma gota daquele doce na boca.
E ela sempre era pega pelas próprias palavras. Logo podiamos vê-la se deliciando de doce. Comeu muitas vezes escondido. Mentia dizendo que 'doce nunca mais!'. Mas não conseguia deixar de pensar no doce.
Seus sentimentos eram totalmente ambivalentes. Amava o doce, o prazer que lhe proporcionava. Odiava o doce, os quilos que engordara. Amava o gostinho que o doce tinha. Odiava quando não tinha doce todo dia. Amava sorrir quando comia. Odiava sentir-se escrava quando não podia comer.
Tantos sentimentos, tanta luta e um dia, Thereza assumidamente envolvida com o doce, tascou-lhe uma mordida. Amargo!!!!!!!!!!
O doce estava amargo! Não sabia porque, tinha conservado onde era preciso conservar. Desacreditada mordeu mais uma vez. Amargoo!!!!!!!
Esperou o dia seguinte. Talvez fosse alguma coisa que comera durante o dia que fizera mudar o gosto. Dormiu triste pois nunca o doce tinha sido tão amargo. Logo cedo, outra mordida: Amarguíssimo!
Deixou de lado. Vomitou. Jogou fora os papéis que lhe restavam na bolsa e só faziam lhe dar mais vontade de doce. Tirou do armário outras barras que tinha estocada.
"Amargo.... Meu Deus! Nunca pensei que este doce que tanto amo, um dia amargaria tanto a minha boca." - pensava Thereza.
A validade tinha vencido. Já fazia meses que a validade tinha vencido, mas Thereza amava tanto o doce que insistia em fantasiar o seu sabor. A doçura acabou, o doce não existe mais. O amor ficou guardado junto com a doçura antiga.
Agora Thereza vai emagrecer. Até encontrar um outro doce de qual gostar!
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Dias de Thereza,
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Dose de realidade
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Quando eu acordo não tem ninguém do meu lado. Minha cama é de solteiro e meu cabelo está todo embaraçado. Saltos são lindos, mas no final do dia são horríveis.
Eu passo horas na frente de um computador escrevendo linhas e linhas que parecem não sair do lugar, mas numa segunda olhada o negócio está ficando bom.
Tenho mais amizades com as minhas professoras do que com colegas de classe. E não que eu ache muito ruim, mas sou assunto de corredores.
Estou a um passo de realizar dois sonhos: me formar psicóloga e entrar no mestrado.
Eu tenho 22 anos e as pessoas não acreditam. Eu estou muito feliz e ao mesmo tempo muito triste. O tempo passa rápido demais quando não quero, e lento demais quando não preciso.
Meu blog não é popular e nem tenho pretensões que seja. Meu quarto é uma grande desordem e quando logo cedo eu acordo, não tem niguém do meu lado.
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