"Sou eu que começo ou é você que começa? [...] Sou eu que começo! [...] E eu começo como? Eu vou falando por ordem cronológica ou o que me vier na cabeça?"
(Mercedes, personagem de Lília Cabral - Divã, 2009)

O blog mudou no formato. Os textos mais recentes estão abaixo e podem ser lidos na íntegra clicando em Read more... no final de cada postagem.

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Fique a vontade. E volte sempre!

Encontrando Tempo [Parte II- Final]

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

[Texto escrito por mim e pela . Leia mais sobre Victória aqui e leia mais sobre Thereza aqui]


Se você perdeu a Parte I, leia no post abaixo!


Victória estava cansada, seus braços doíam, seu corpo pedia terra firme para poder descansar. E quanto mais se aproximava da margem, mais fraca ia ficando, porém ao mesmo tempo sabia que tinha forças o suficiente para poder conhecer quem a esperava do outro lado.

Neste momento soube exatamente como se sentiam aqueles pescadores que tanto observava na praia. A alegria de encontrar alguém em terra firme depois de tanto tempo navegando. Adivinhem? Ele estava lá novamente, inundando os pensamentos delas: o tempo.
O tempo que tanto perturbava os seus pensamentos agora estava aproximando-a de uma pessoa que nunca tinha visto ou encontrado. E foi nesse tempo que ela adquiriu forças para continuar remando. Faltava pouco para chegar às margens, e a cada minuto que passava remava com mais força ainda. Faltava pouco tempo... pouco tempo. E quanto mais próxima das margens, mais Victória gostava da imagem que via. Percebeu que o tempo aproxima as pessoas e o tempo estava lhe aproximando de alguém. Talvez esse alguém tivesse as respostas para suas perguntas.

Pensava isso porque ainda não conhecia Thereza. Thereza era uma mulher cheia de certezas incertas. Fica difícil pensar em alguém tão cheia de perguntas quanto Thereza era. A canoa se aproximava e Thereza já havia elaborado umas quinhentas perguntas. “Quem era aquela? De onde viera? Porque viera? Quanto tempo demorava? Porque justo ali?”.

Victória chegou a margem. Elas se olharam. Cumprimentaram-se com um sorriso e ficaram olhando uma para outra. Nada romântico. Tudo intrigante.

Thereza levantou-se e estendeu a mão para aquela que os braços estavam trêmulos de tanto esforço.

- Oi...
- Oi. Tudo bem?
- Uhum...[pensativa] Você é...?
- Victória!
- Thereza...
- Atravessei o mar...
- Estou aqui desde cedo.
- Precisava de um tempo...
- Eu só penso no tempo.
- Você parece cansada.
- [risos] Você é quem parece!!
- [risos] Estou sim. Porque pensava no tempo?
- Eu penso em tudo, o tempo todo!
- Tempo, tempo, tempo... essa palavra é que me precupa e me intriga tanto. Não respostas para as minhas inquietudes. Nunca vejo respostas óbvias, apenas teorias... O que é tempo? Por que existe o tempo? Quanto tempo? Preciso de um tempo... Às vezes essas expressões não fazem sentindo.

Elas caíram na risada. Sentiram-se íntimas. Como amigas de longa data. Thereza adorava palavras intimistas. Victória queria férias. Ficaram ali por horas pensando. Hora quietas, hora falantes. Sim, expressões e (des)encontros as vezes não fazem sentido!

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Encontrando Tempo [Parte I]

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

[Texto escrito por mim e pela . Leia mais sobre Victória aqui e leia mais sobre Thereza aqui]

Victória estava com os pés na água do mar, balançando e observando o movimento das águas. E longe dali, longe do mar, Thereza andava em círculos pela grama.

Talvez estivessem esperando o tempo passar, ou talvez estivessem descarregando as energias. Nem se sabe ao certo se as energias se descarregam dessa forma, mas elas adoravam escutar essas coisas 'zen' e prová-las sempre que possível...

Eram duas mulheres que gostavam de pensar.

Uma coisa é certa: mulheres têm medos tão secretos que elas sequer conseguem concretizá-los em pensamento.

Victória pensava “Por que as pessoas perdem e pedem tanto tempo?”. Thereza pensava “Quanto tempo eu preciso dar para o tempo resolver o que precisa ser resolvido?.”
Seria o tempo justo para essas mulheres que tem medos secretos?

O tempo é um remédio e um veneno, pensava Thereza, que de tonta optou sentar-se na sombra de sua árvore predileta.

Victória, cansada de ficar sentada pensando esperando o tempo passar, pega a sua canoa e começa a remar sem direção. Passa por vários lugares e quando parou, se deu conta de que estava em águas doces.

Thereza estava tonta demais com tudo. Com as voltas, os pensamentos e o próprio tempo. Fixava seu olhar no horizonte que parecia olhar para lugar nenhum. E ao longe, dentro da canoa, Victória avistava alguém sentada olhando nada, às margens de um lago.
Thereza nem sequer percebeu que ao longe um barquinho vinha. Victória continuou a remar até a margem. A sua curiosidade era grande, queria saber por que fora parar ali, nem viu o tempo passar, nem vira como chegou naquele lugar tão diferente de sua praia, do seu mar...

Será que para tudo tem um tempo mesmo? Será que o tempo une pensamentos? As vezes falamos assim: “dê tempo ao tempo”... Mas quanto tempo é preciso esperar para o tempo certo? Thereza pensava.Victória queria descobrir! Elas queriam entender outros mundos, outras situações, outros lugares...

Victória fora remando em busca de amizade e novos horizontes. Thereza continuava olhando para o nada pensando em tudo.

A canoa se aproximava e como quem acorda de uma parada cardíaca, Thereza fixou seu olhar no objeto que bailava no rio. Esfregou os olhos tantas vezes quanto foi necessário. Era difícil de acreditar que uma canoa tão simples chegava até ali. Não era comum se ver canoas pelo rio. E canoas como aquela? Nunca fora visto uma única peça... Era intrigante. Era fascinante.

Thereza deixou seu egoísmo impregnado de lado e passou a pensar naquela canoa, naquela pessoa... Quanto tempo ela já estava remando? Não importava quantos epochés ela fazia. Estava difícil demais suspender seus conceitos. Ela estava contaminada com essa história de tempo.


Continua...

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Eu não gosto de bater a porta.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008





Eu não gosto de bater a porta. Isso assusta as pessoas que estão ao redor e eu pareço muito mal-educada. Eu também não gosto de deixá-la tão aberta. Na verdade eu não quero falar de portas concretas. As portas imaginárias são mais sedutoras e mais cruéis.

Tudo que é imaginário é mais sedutor e mais cruel, se a gente for parar para pensar friamente. A linha imaginária que nos une e nos separa. A vida imaginária que nos aproxima e nos distância da realidade. E por aí vai...

Acontece que imaginária ou não, eu não gosto de bater portas. Prefiro fechá-las com jeito ou melhor, prefiro deixá-las entre-abertas. Quando a gente deixa uma porta entre-aberta a luz entra sutilmente, escuta-se os sons que vem de fora, sente-se o cheiro da comida cozinhando no vizinho e caso aconteça algo, se a gente gritar, quem está fora, escuta.

As portas imaginárias, assim como as concretas, nem sempre nos protegem do mal e nos separa das pessoas. Bater a porta imaginária é ficar por uns dias, só uns dias, recluso na sua solitária interna. E eu não consigo passar tempo demais lá. Eu evito bater a porta. Eu não gosto de bater a porta. Bater a porta é ruim - e muitasevezes necessária - muito ruim!

"Ela saiu com jeito que ia bater a porta com tanta força a ponto de abalar as estruturas, mas segurou a maçaneta e calmamente aproximou-a do batente. Ouviu-se um click da fechadura fazendo o perfeito encaixe. Depois disso o silêncio tomou conta..."

De fato, eu não gosto de bater a porta...


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Pedido

sábado, 23 de agosto de 2008

Eu já te pedi muitas coisas. Eu já dei muitas ordens, sei que você gosta desse meu jeito mandona. Já pedi para você me ligar, largar tudo e vir me ver. Já mandei você embora e pedi para você voltar.

Acontece que agora só tem uma coisa que eu quero de você: me odeie. É um pedido e uma ordem. Me odeie.

Eu não posso mais conviver com suas falsas juras de amor eterno. Primeiro que isso de eterno não existe além dos contos, e segundo que falsas juras não são boas coisas para se dar a alguém.

Me odeie. Lembre somente dos momentos ruins. Daqueles que gritei e que te magoei. Lembre somente das vezes que te fiz passar ciúme de propósito.Lembre-se, também, dos dias que deixei de ser autêntica e me entreguei aos seus pedidos.

Me odeie muito. Me odeie porque tive dúvidas entre você e outro. Me odeie porque te escondi das pessoas. Me odeie sempre. Me odeie todos os dias da sua vida. Me odeie porque um dia você pensará em ligar para alguém, e esse alguém será a mim, e eu não estarei aqui.

O amor, como todos os sentimentos, precisa de cuidados. Assim como uma vida, se cuidada não for, adoecerá e fatalmente, morrerá.

Eu já te pedi coisas demais e a maioria delas você não fez. E como um último desejo daquele que está prestes a morrer, eu te peço: me odeie, somente para que eu não precise viver com este sentimento de ódio sozinha.


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Plágio - fui vítima.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Um rapaz que se diz bem intencionado, copiou um texto meu e colou em uma comunidade do orkut. [Para quem tem orkut o link é este aqui]

Ele modificou levemente meu texto. Pois como ele é um rapazinho e eu sou uma mocinha, não pegava bem ele dizer que se sentia incomodada com alguma coisa. O que me deixa menos a vontade para acreditar que ele "esqueceu" de fazer as devidas referências com link ou ao menos com meu nomezinho. O texto que ele se apropriou foi Pseudo-intelectuais e conversas codificadas

Talvez eu devesse amaldiçoá-lo, jogá-lo em praça pública e humilhá-lo. Mas não farei isso porque os caras lá da comunidade estão bem ocupados ridicularizando o rapaz. Menos uma coisa para me preocupar.

Ele se disse, também, fã do meu blog. O que fica difícil de acreditar, pois um fã que se preze não deixaria seu ídolo ficar no esquecimento se apropriando de suas palavras.

Isso tudo aconteceu na última meia-hora e a única coisa que consegui fazer foi este post e um comentário na comunidade (que eu nem queria ter que participar, para ser sincera):

Mariana
Sim, sou eu....
Olá... entrei na comunidade pois Robson me deixou um depoimento pedindo desculpas por uma coisa que eu sequer tinha conhecimento.

O texto é meu. A pessoa que escreve mediocramente e com erros de português sou eu. Estou aberta a criticas e sugestões, mas não aqui. Meu blog está a disposição e pode ser comentado por quem quiser, inclusive 'covardes' anônimos. www.temferias.blogspot.com

Já agradeci ao Chapatin, que embora tenha jogado meu texto no lixo com as merdas e quisesse humilhar o pobre do rapaz, fez os devidos créditos e referência.

Respeito acima de tudo. Beijos a todos. E estou lá, a espera de quem quiser discutir ou refletir sobre algo!

Então que fui vítima do plágio virtual. Alguém me ensina a bloquear os textos??

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Os contos

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

[A semana tem sido absurdamente cansativa.]

Eu sempre gostei de histórias. Sempre gostei de contos, de fábulas...
Quando era pequena e escrevia letras ainda trêmulas de tão imaturas, eu adorava escrever histórias. Escrevia meus primeiros contos. Meus personagens eram patos, sapos, macacos, avós, professoras, meninos, bolas...

Eu gostava de rimas. Eu ainda gosto. É que elas continuam bem infantis. De todo modo, isso de escrever não é atividade recente. Eu gosto de finais felizes. Em quase todas as minhas histórias eu penso num final feliz. Quando a história não termina feliz, de duas, uma: ou ela ainda nao terminou ou eu não a escrevo.

Meus personagens Thereza e Rodrigo, levam os nomes que desejo colocar em meus futuros filhos (ainda não concebidos), porque eles, assim como os futuros filhos, são frutos do meu amor. Neste caso, o amor às histórias.

O amor às histórias podem ser por conta das histórias de amor. Elas podem ser...talvez não sejam. Eu gosto do suspense e do drama. Entre tudo isso, o que mais gosto são das sensações. As sensações que cada história elicia em cada um. As lágrimas diante de uma cena, a sensação daquele perfume, os batimentos cardíacos alterados. A trilha sonora mental que selecionamos para contar nossas histórias.

Nos meus pensamentos e nas minhas divagações, eu tenho usado muito dos contos de fadas. Não porque quero ser uma princesa, uma rainha ou sequer qualquer uma da plebe. E sim porque em algum lugar precisa existir um final feliz.

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Ambiguidade da consciência.

domingo, 17 de agosto de 2008

As vezes eu me arrependo de ter escolhido psicologia. Não pela profissão, mas por ela me descobrir tanto. Pessoas mais conscientes sofrem mais do que pessoas menos conscientes. Isso é pesquisa, é fato e é provável e observável por qualquer um de nós.

Eu acredito quando dizem: "o que os olhos nao veem o coração nao sente". Quero dizer, o que a gente não sabe, a gente não sente.

É perfeitamente aceitável que os índios não tivessem visto as caravelas até os portugues desembarcarem. O que significava caravelas para os índios? Nada! Eles não sabiam o que era, não era nada, não deram atenção. Não se importaram..

Eu me conheço demais e eu conheço demais isso de 'pessoas'. E quando eu olho para mim e para os outros eu nao vejo aquilo que todo mundo vê. Como se minha peneira fosse mais larga. Tudo passa com tudo!

A terapia me ajudou a ter mais consciência das coisas que eu faço e porque faço. E se antes eu dizia "fiz sem pensar" e tava bom, hoje eu me sufoco com tantos diagramas.

E reconhecer-se é dolorido demais. Reconhecer-se responsável pela própria vida é ambíguo demais! Porque somente eu posso mudar qualquer coisa que seja na minha própria vida.

Hoje eu não me contento com poucas explicações. E tenho uma sensação que a tendência é ficar pior... A não ser que eu aprenda controlar melhor meus pensamentos.
Parafraseando minha amiga, "Pensar muito fode a vida. Um pensamento leva a outro que leva a outro que leva a outro, e nisso a gente vai se enforcando. A gente pira!"

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Coisas minhas

sábado, 16 de agosto de 2008

Amo e odeio um tanto de coisas
Sempre quando me convém
E eu me sinto como um vidro de palmito
Transparente com tudo.

Está nos meus olhos
que minha boca mente
que meus dedos me entregam.

Amo e odeio um tanto de coisas
principalmente coisas minhas.

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Essência de Thereza

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Thereza passava por uma praça todos os dias. Era caminho de suas atividades. Quando ia de uma para outra, passava pela praça. Era uma praça calma, embora ficasse no centro da cidade. Quase nunca se via alguém em seus bancos. Eventualmente um casal de namorados e um maluquinho que jurava trabalhar olhando os carros ali do quarteirão.

Ela nunca tinha parado ali naquela praça, e ela sempre gostou de praças. Algo relacionado com sua infância, talvez.

Mas esta manhã foi diferente. Ela passava mais calma, com menos coisas nas mãos e, maravilhosamente, com um sapato mais confortável. Então ela fitou aqueles banquinhos de praça, olhou no relógio e tinha mais meia hora para seu primeiro compromisso. Sentou sobre suas pernas, feito um espiritualista que procura a aproximação com Deus via meditação.

Seu olhar ficou perdido por uns minutos que significaram horas. Thereza sentia que estava precisando daquilo. De ficar só entre tantas coisas. Ela desejou pode gritar tão alto quanto suas cordas vocais aquentassem. Desejou poder chorar todas as lágrimas que sua glândulas pudessem produzir. Desejou estar fora do país. Desejou tantas coisas que até sorriu abobalhada de seus pensamentos serem tão pretensiosos.

O telefone tocou e ela despertou do seu mundo repleto de prazeres. Era engano. E diferente da maioria das pessoas, Thereza gostava de enganos. Não sabia exatamente o porque gostava, mas sabia que gostava. Tantas vezes já atendeu o telefone público mas, isso é outra história.

Mais atenta, Thereza passou os dedos entre os cabelos recém lavados, massageou de leve a nuca e levantou-se. Ela ainda tinha uns minutos, mas preferiu levantar e seguir teu dia.

Thereza é uma mulher comum e que muitas vezes passa sem ser notada, sem ser admirada. Aqui ela se faz especial porque é permitido saber o que ela pensa e como se sente. As mulheres são assim, belas em sua essência. O que resta é permitir sentir a essência e depois de permitida, sentir - apenas isso.
Leia outros textos de Thereza em Dias de Thereza

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Diagramando o brilho

terça-feira, 12 de agosto de 2008


Depois da tempestade vem a virose! Fiquei uns dias sem postar pois descarreguei toda a tensão e estresse acumulado no último mês em uma bela de uma virose.

E quando os pensamentos são complexos demais que as palavras que conheço não são suficiente para expressá-los? Eu quero expressá-los! Eu quero falar sobre as relações interpessoais, o comportamento humano, sobre as coisas que eu penso...

Eu penso compulsivamente. Eu fico tentando encaixar as peças, trocá-las, (re)encaixá-las. Eu faço diagramas mentais e sou fascinada com os resultados que eles me proporcionam. E eu queria muito conseguir dividir tudo isso com o mundo. Porque dividir significa compartilhar e compartilhar é troca, e troca, para mim é o segredo da sabedoria.

Acho que juntar esses pensamentos compulsivos com essa vontade de trocar, me mantém cada vez mais na blogsfera.

Dos meus linkados, muitos são mais que excelentes, porém nem todos eles são blogs recheados de textos excelentes. Alguns, inclusive, só mantenho o acesso pois, de tão mesquinhos, me alimentam os pensamentos compulsivos e diagraminhas.

Eu tenho pensado mais, ultimamente. A freqüencia de diagramas tem aumentado absurdamente nos últimos tempos. Sobre mim, sobre você leitor, sobre você linkado, sobre o mundo, sobre todos e sobre tudo.

Eu fico aqui, neste meu canto, observando. E sei que muitas vezes invado o teu canto. Seja escrevendo aquilo que você gostaria de ter escrito, seja escrevendo aquilo que você, realmente, não desejaria ter lido. Seja entrando no teu blog, sabendo da tua vida e comentando sobre ela. Invadimos e somos invadidos o tempo todo. Quer a gente queira ou não - é fato.

As relações interpessoais são um emaranhado de situações complexas e por isso o pensamento sobre elas não fica diferente. E eu fico, aqui, só observando. Agora, neste exato momento eu estou pensando em coisas que eu poderia escrever, fazendo aqueles diagraminhas frutos de tantas observações.

Você se incomoda com o brilho alheio? Eu estava pensando nisso: em o quanto as pessoas se incomodam com o brilho do outro. Como se quem brilhasse mais, tivesse mais poder. É uma disputa!

Algumas pessoas não conseguem encontrar seu próprio brilho e, na tentativa de aparecer no breu, tentam apagar o brilho ofuscante daquele que não se alcança. Essas pessoas não são espertas. Espertas são aquelas que se aproximam do brilho do outro para brilhar junto e aprender a brilhar só.

Tenho certeza que todos vocês, que me leêm agora, conhecem alguém que tenta apagar o brilho de outrem. Pessoas que não são capazes de elogiar sem criticar, que não são capazes de motivar sem ridicularizar, que não são capazes de ensinar sem supor que o aprendiz será eternamente aprendiz.

Essas pessoas, eu acho, não são felizes. Porque deve ser cansativo demais ficar o tempo todo procurando ao seu redor estrelas em potenciais para sugar as energias, o brilho. Enquanto as espertas, essas sim são felizes, pois desfrutam da sua própria iluminação, mesmo que pequena, inicialmente.

Talvez se cada um se preocupasse em lustrar a própria vida, mais pessoas pudessem brilhar...

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E meus olhos continuam no rosto!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Visitando os blogs, como de costume, li o último post da Dama e lá fiz um comentário que me inspirou um post.
Já postei aqui, acho que uns dois ou mais textos sobre escolhas (também o título do post da Dama). Naquele momento eu escrevia acreditando ter finalmente tomado as mais decisivas, e hoje, o que vejo é que todo aquele amontoado de palavras eram apenas uma dessensibilização sistemática para um comportamento que eu precisava, de fato, tomar.
E então, quando tomei esta medida, ou seja, quando assumi minha escolha, minha opção decisiva, eu não me preocupei em falar dela, pois já havia sido feita, eu não tinha mais que me 'acostumar' com o fato, ele já havia sido consumado. Não teria retorno, não poderia 'voltar atrás', pensar de novo e essas coisas.
O melhor de tudo isso é perceber que as coisas aconteceram como tinham que acontecer. O que me controlava não controla mais. Durante todo este tempo, garimpei reforçadores mais eficazes e assim que a condição aversiva surgiu (pela última vez) eu não me esquivei e muito menos fugi dela.
Eu a olhei nos olhos, ficamos corpo a corpo, face a face e percebi que toda aquela monstruosidade com a qual ela se apresentava a mim, intermitentemente, não exercia mais tanto poder de terrorismo.
Não nego: chorei. E muito! Mas as lágrimas secaram e meus olhos continuaram no rosto. E mais do que isso: agora eles brilham. Como a muito tempo não brilhavam.
Não que eu tenha ficado tempos sem vida e sem cor. Talvez eu estivesse como uma TV que ainda não encontrou o melhor sinal da antena.
E isso, agora, não importa mais. Sinceramente, não importa mesmo! Eu sou o que sou hoje, porque tive o passado que tive e o futuro que terei depende, exclusivamente, do que sou hoje.
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À tempo
Obrigada a todos que me desejaram sorte, sucesso e todos os comentários carinhosos do post anterior. Sobrevivi! Como tinha escrito ontem, hoje foi minha banca de qualificação. Fui qualificada. Ótimo. Tem muitas outras coisas boas que a qualificação oferece além do resultado positivo ou negativo. Deixo para comentá-las em outro momento.

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Qualificação

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Minha banca de qualificação é amanhã. Estou que não me aguento de tanta ansiedade. O que chega a ser engraçado, pois meu trabalho fala de um dos transtornos de ansiedade.
Não é nenhum bicho-de-sete-cabeças a qualificação. Sei que é o momento que só acrescenta para o nosso trabalho. Só que tudo isso que todo mundo diz, inclusive eu, para acalmar pessoas que estão na mira de uma avaliação, não está servindo de nada neste momento.
Eu só não roí as unhas porque elas são bem duras. E só não comi um pacote inteiro de bolacha recheada porque minha mãe e irmã também pegaram algumas.
Eu não sei vocês mas, eu quando vejo o trabalho no computador, seja enquanto digito ou quando vou dar aquela revisada, eu acho bom. Agora, é só imprimir que eu acho que está incompleto, desconecto, cheio de erros e coisa-e-tal.
Então... é amanhã. E boa sorte para mim!

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Holofotes

domingo, 3 de agosto de 2008

Lá fora o frio e a chuva. E por aqui uma vontade de escrever qualquer coisa. Minha concentração em conflitos com o youtube e mediaplayer do computador ao lado.

Profundidade. Eu quero profundidade, quero qualidade. Estou cansada do quase. Eu quero ser a excessão das estatísticas, eu quero não pisar em pedras falsas.

Eu dificilmente me calo diante das situações. Eu dificilmente me recuo de tomar algumas posições. Eu, que sempre estive a frente das batalhas, passei tempo demais nos bastidores.

Quero voltar para a luz, quero sentir o calor dos holofotes.

Eu gosto de subir no palco da minha própria vida e fazer a melhor apresentação que posso. Eu, que por muito tempo, esperava o teatro ficar cheio para começar o espetáculo, hoje me apresento para o espelho, meu público mais importante.

Deixo de lado as especulações e me preocupo com as observações. Meu corpo é meu instrumento. Coloquei os órgãos do sentido trabalhando em meu favor.

É um novo período, uma nova fase. E abusando dos meus clichês: a cada noite tudo zera e a cada dia tudo recomeça.

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Meu e(in)terno caos

sábado, 2 de agosto de 2008

Como todo ser humano, eu sofro de todos os pecados capitais! Todos os pecados. Sem tirar nenhunzinho!
Não sei de qual eu sofro mais. Talvez eu sofra o mesmo tanto de todos. E o que estou pensando hoje é sobre a inveja.
Oh, eu tenho inveja. Assumidamente, eu tenho inveja de quem é organizado. Uma pessoa organizada é outra história. Minha irmã, por exemplo, ela é organizada. Ela estuda, trabalha, faz academia e ainda tem tempo para dormir. Ela compra várias coisas e sempre tem dinheiro. Ela sempre acha as roupas dela. Só não acha quando eu guardo sem querer no meu armário.
Com essa falta de organização eu acabei incorporando um perfil desastrado. Eu saio atrasada, amarrando o cabelo e ajeitando a roupa já dando sinal para o ônibus parar no ponto para mim. Eu passo noites em claro escrevendo e pesquisando trabalhos com muito entusiasmo (não é ironia, é verdade!) e no dia seguinte meus olhos parecem ameixas secas. Eu ando com 2 pastas cheias de folhas todos os dias. Todos os xerox, apostilas do ano. Minha bolsa parece uma mini-casa.
Minha bolsa é tão grande e tão cheia de coisa que o vizinho, ao me ver sair de casa, pensa: "Hoje ela nao volta mais...fugiu!". E daí quando me ve chegando, pensa: "Ahá...apanhou na rua e voltou arrependida, né?!?"
De uns anos para cá eu tenho me organizado mais. Só que ainda não é o suficiente. Eu continuo sem tempo para dormir e meu dinheiro nunca dura ou rende até o fim do mês.
Eu nunca perdi prazos, mas também nunca fiquei adiantada com eles. Eu tenho o péssimo hábito de me virar de última hora. Se você pensa que eu fico vagabundiando, dormindo, não fazendo nada até a última hora, você está ligeiramente enganado! Eu estou fazendo as outras coisas das outras últimas horas.
E sabe o que é pior disso tudo? É que sempre me dou bem. Então as conseqüências deste comportamento são altamente reforçadoras, o que mantém [e pior, aumenta] a freqüência do meu comportamento.
Eu tenho quase certeza que os benefícios de um comportamento organizado são muito mais reforçadores. Pelo menos os que entrei em contato até agora foram.
Mãããnnss.... quem que consegue me acordar mais cedo?
E sobre isso eu falo em outro post, porquê é outro pecado: preguiça.

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[...]cale-se se não você me deixa loooou-co!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008


Então que eu estava andando pelos blogs e, já faz um tempo, vi um meme que consistia em escrever 5 besteirinhas que te irritam tanto. Eu achei super interessante e fiquei bem animada para fazer [ mesmo não sendo indicada e pior ainda não lembrando em que blog vi isso para fazer os devidos créditos ]



Então vamos lá:



1) Pessoas pouco inteligentes que se acham muito inteligentes: não, não sou contra a valorização pessoal, a auto-estima e auto-confiança. Mas me irrita pessoas pseudo-inteligentes. Encontro muitos desse tipo na psicologia. Pessoas que misturam teorias, trabalham com o conhecimento empírico e enchem a boca para dizer "sou eclética". Bah!



2) Fofoca: disse-que-me-disse. "Alguém, que não vou dizer quem, disse isso de você...". Então porque me disse???



3) Eternos bom samaritanos marketeiros: pessoas que quase nunca erram, que sempre pensam no bem do outro, que doam a vida para a caridade e querem que todo mundo saiba. Só falta publicar no diário oficial o quanto de bondade faz no mundo.



4) Blogs infantilizados de pessoas adultas: blogs cheios de frescurinhas, um layout chucro e textos bobinhos.



5) Combinados/acordos/compromissos que não são cumpridos: Eu fico muito irritada quando combino alguma coisa com alguém e esse alguém fura, esquece, se atrasa, etc. Isso vale para amigos, amores, colegas, família, parente... Não tem coisa pior que marcar algo e tomar bolo.



São essas as cinco besteiras. E você se irrita com o que?

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